Asia

Niseko disputa 5º lugar em ranking de casas de férias para bilionários

Niseko, Japão
Foto: Niseko, Japão - Dan Hayward/ Istockphoto.com

A estação de esqui japonesa Niseko figura entre os destinos mais procurados por indivíduos de alto patrimônio líquido para aquisição de casas de férias, segundo pesquisa divulgada pela Global Citizen Solutions, consultoria britânica especializada em relocalização de bilionários. O estudo classificou 20 mercados imobiliários de luxo globais, posicionando Niseko na quinta colocação, atrás de cidades europeias como Saint-Tropez, Maiorca e a região do Algarve.

A metodologia da pesquisa priorizou fatores de estilo de vida e atratividade para o comprador sobre indicadores financeiros tradicionais. Três pilares sustentaram a análise: qualidade do imóvel, estilo de vida e facilidade de acesso. Liana Simonian, responsável pela pesquisa na GCS, enfatizou que o peso maior recaiu justamente sobre aspectos de vivência e experiência, não apenas fundamentos de mercado.

Europa domina o topo do ranking com oito posições

Dos dez primeiros lugares, oito são ocupados por destinos europeus, demonstrando a supremacia do continente no segmento de casas de férias para ultra-ricos. A concentração reflete características estruturais do mercado europeu que combinam clima, infraestrutura desenvolvida, segurança jurídica e requisitos claros para propriedade imobiliária.

Saint-Tropez, na Riviera Francesa, conquistou o terceiro lugar graças à sua reputação cultural e à infraestrutura que recebe aproximadamente 70 milhões de passageiros aéreos anualmente. Maiorca e Ibiza, ambas na Espanha, também ficaram bem posicionadas pelos preços elevados dos imóveis, longas horas de sol e qualidade de vida consolidada.

A região do Algarve, em Portugal, subiu nas preferências dos investidores. Apresenta a maior taxa de valorização imobiliária entre os destinos analisados, aproximadamente 3.100 horas de sol por ano e acesso relativamente fácil à aquisição de propriedades. Dados de 2023 mostram que 30% dos imóveis vendidos na região foram comprados por estrangeiros, sinalizando forte interesse internacional.

Homem esquiando sob o teleférico,  Niseko
Homem esquiando sob o teleférico, Niseko – halbergman/ Istockphoto.com

Japão quebra padrão europeu entre top cinco destinos

Niseko interrompe a hegemonia europeia ao figurar em quinto lugar, único destino não europeu entre os primeiros colocados do ranking. A estação de esqui localizada na ilha de Hokkaido atrai investidores pela combinação de infraestrutura moderna, cenário natural preservado e acessibilidade internacional crescente.

A posição de Niseko reflete tendência de diversificação nas preferências de compradores de ultra-alto patrimônio líquido. Enquanto a Europa oferece estabilidade jurídica e clima temperado, a Ásia apresenta oportunidades de crescimento imobiliário e estilos de vida alternativos para este segmento de mercado global.

Os dez primeiros colocados se completam com:

  • Itália
  • Estados Unidos
  • Nova Zelândia
  • Áustria
  • Grécia
  • Suíça

Critérios estruturais explicam supremacia europeia

Patricia Casaburi, CEO da Global Citizen Solutions, afirmou que a concentração europeia no topo não é coincidência, mas resultado de características estruturais do continente. A Europa oferece combinação rara de clima favorável, infraestrutura de alta qualidade, estabilidade política duradoura e marcos legais que facilitam aquisição de propriedades para estrangeiros.

A Global Intelligence Unit, braço de pesquisa da GCS, identificou que nenhuma outra região oferece simultaneamente condições tão favoráveis em clima, infraestrutura, segurança e requisitos para propriedade imobiliária. Essa convergência de fatores explica por que compradores que priorizam qualidade de vida direcionam seus investimentos para o continente europeu.

Estilo de vida supera métricas financeiras na decisão

O fundamento da pesquisa reconheceu que a escolha de uma casa de férias transcende cálculos puramente econômicos. Compradores de ultra-alto patrimônio líquido buscam maximizar vivência pessoal e bem-estar, não apenas retorno financeiro. Esse paradigma alterou o próprio desenho metodológico do ranking, atribuindo peso maior a aspectos qualitativos que refletem experiência real no destino.

A pesquisa entrevistou indivíduos com ativos investíveis de US$ 1 milhão ou mais, população global estimada em centenas de milhares. Suas respostas convergiram para preferências por locais que ofereçam combinação de segurança, infraestrutura de transporte, comunidades internacionais estabelecidas, gastronomia de qualidade e acessibilidade a atividades de lazer sofisticadas.