A convocação de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo de 2026 revelou uma ausência de peso no Museu do Amanhã nesta segunda-feira. Os jogadores deixados de fora da lista final somam mais de R$ 3 bilhões em valor de mercado, número que reflete tanto lesões quanto decisões técnicas do treinador italiano. Entre os nomes estão atletas que disputam as principais ligas europeias e ganharam destaque durante o ciclo classificatório.
Estêvão, do Chelsea, encabeza a relação de ausências mais custosas. O jovem atacante de 18 anos sofre com lesão na coxa e é avaliado em 80 milhões de euros, equivalente a R$ 484,3 milhões. Seu impedimento representa perda expressiva para um elenco que buscará o hexacampeonato no próximo torneio mundial.
Craques do futebol europeu fora da convocação
João Pedro também integra o grupo de notáveis ausentes. O atacante do Chelsea, com presença marcante ao longo do ciclo mundialista, foi preterido em decisão técnica de Ancelotti na reta final dos preparativos. Seu valor de mercado corresponde a 75 milhões de euros, em torno de R$ 454 milhões.
Rodrygo, do Real Madrid, ficou impossibilitado de participar após sofrer grave lesão no joelho direito em março. O atleta rompeu ligamento cruzado anterior e menisco, lesão que o mantém afastado dos gramados por aproximadamente um ano. Avaliado em 50 milhões de euros, o jogador soma R$ 302,7 milhões em valor de mercado.
Murillo, zagueiro do Nottingham Forest, apareceu na pré-lista mas foi cortado da convocação final. O defensor, revelado pelo Corinthians, acumula poucas oportunidades com a camisa amarela desde sua estreia contra a Argentina no ano passado. Sua avaliação chega a 50 milhões de euros, correspondendo a R$ 302,7 milhões.
Outros nomes com valor elevado deixados de lado
Savinho, do Manchester City, Antony, do Real Betis, e Éderson, da Atalanta, todos aparecem na lista de ausentes com avaliação de 40 milhões de euros cada, somando R$ 242 milhões por jogador. Os três possuem histórico relevante no futebol europeu de elite.
João Gomes, do Wolverhampton, também ficou fora da convocação apesar de participação ativa durante o ciclo classificatório. Vitor Reis, do Girona, que foi convocado para o último amistoso contra a Croácia e acumula expressivo número de minutos em campo na temporada como defensor brasileiro, não integrou a lista final. Seu valor de mercado situa-se em 30 milhões de euros, equivalentes a R$ 183,60 milhões.
Luis Henrique, da Inter de Milão e campeão italiano pela competição de liga e Copa da Itália, também não foi selecionado. Gabriel Jesus, do Arsenal e finalista da Liga dos Campeões da Europa, soma 20 milhões de euros em avaliação, cerca de R$ 122,40 milhões. O atacante possui amplo histórico com a seleção, incluindo conquista da Copa América em 2019, e é quarto maior artilheiro do Brasil em atividade com 19 gols e 13 assistências em 64 jogos.
Ranking completo dos ausentes por valor
- Estêvão (Chelsea) – 80 milhões de euros (R$ 484,3 milhões)
- João Pedro (Chelsea) – 75 milhões de euros (R$ 454 milhões)
- Murillo (Nottingham Forest) – 50 milhões de euros (R$ 302,7 milhões)
- Rodrygo (Real Madrid) – 50 milhões de euros (R$ 302,7 milhões)
- Savinho (Manchester City) – 40 milhões de euros (R$ 242 milhões)
- Antony (Real Betis) – 40 milhões de euros (R$ 242 milhões)
- Éderson (Atalanta) – 40 milhões de euros (R$ 242 milhões)
- Vitor Roque (Palmeiras) – 38 milhões de euros (R$ 230 milhões)
- João Gomes (Wolverhampton) – 35 milhões de euros (R$ 211,9 milhões)
- Vitor Reis (Girona) – 30 milhões de euros (R$ 183,60 milhões)
- Luis Henrique (Inter de Milão) – 23 milhões de euros (R$ 140,76 milhões)
- Gabriel Jesus (Arsenal) – 20 milhões de euros (R$ 122,40 milhões)
Profundidade do elenco brasileiro em destaque
A montagem da convocação por Ancelotti reflete não apenas as escolhas técnicas do italiano, mas também a profundidade da geração brasileira atual. A presença simultânea de tantos jogadores valorizados fora da lista evidencia o alto nível de competitividade que o treinador enfrentou na definição do elenco de 26 convocados. As ausências por lesão, como a de Estêvão e Rodrygo, abrem espaço para avaliação de alternativas técnicas que Ancelotti considerou mais adequadas ao projeto para o torneio de 2026.

