O Real Madrid fechou um acordo verbal para o retorno do técnico José Mourinho ao comando da equipe na próxima temporada. A decisão da diretoria surge após o time amargar o segundo ano consecutivo sem conquistar títulos de expressão no futebol europeu. O treinador português deve ser anunciado oficialmente entre o fim desta semana e o início da próxima. A chegada do comandante vai desencadear uma reestruturação ampla. Essa mudança atingirá desde o elenco principal até os departamentos médico e de preparação física do clube espanhol.
A definição do novo treinador ocorre em meio ao processo eleitoral do clube merengue. Caso o opositor Enrique Riquelme confirme candidatura à presidência contra Florentino Pérez, as alterações estruturais nos bastidores podem sofrer um atraso. Diante disso, os anúncios de novos profissionais e as demissões correm o risco de serem postergados para as primeiras semanas de junho. Nos bastidores do centro de treinamentos de Valdebebas, o clima entre funcionários é de forte incerteza sobre a permanência nos cargos.
Mudanças na comissão técnica e na preparação física
O plano do novo comandante técnico é trazer seus atuais auxiliares do Benfica para compor o grupo de trabalho na capital espanhola. Essa movimentação deve desestabilizar cargos de profissionais consolidados que atuam no dia a dia da equipe principalizada. O preparador físico Antonio Pintus e o treinador de goleiros Luis Llopis não possuem permanência garantida no Santiago Bernabéu para o ciclo de 2026/2027.
O departamento médico também passará por modificações estruturais profundas após sofrer críticas internas severas. O setor era liderado por Felipe Segura até o começo do ano e acabou repassado para Niko Mihic, profissional de extrema confiança do presidente Florentino Pérez. O motivo principal da intervenção da diretoria é o alto índice de lesões que assolou o plantel ao longo da temporada. O objetivo da cúpula do futebol merengue é solucionar as falhas físicas de forma definitiva.
Reforços para o setor defensivo e saídas confirmadas
A comissão técnica avalia que o Real Madrid necessita urgentemente de caras novas para o sistema de defesa no mercado. Os dirigentes buscam um lateral-direito para ocupar a vaga deixada por Dani Carvajal, que teve sua saída oficializada. O novo reforço vai disputar a titularidade da posição com o britânico Trent Alexander-Arnold. O clube monitora opções de zagueiros e avalia alternativas para a lateral-esquerda do campo.
A situação do francês Ferland Mendy gera preocupação devido ao histórico recente de problemas clínicos. A diretoria espanhola teme que o jogador desfalque o time em momentos cruciais da temporada europeia. O zagueiro Antonio Rüdiger negocia a renovação contratual, e o clube demonstra otimismo em relação ao desfecho das tratativas. Após a despedida de Carvajal, os próximos atletas que devem deixar o elenco madridista são:
- David Alaba (zagueiro austríaco)
- Dani Ceballos (meio-campista espanhol)
O Real Madrid adotará uma postura de maior abertura para o mercado de transferências internacional. A estratégia prevê a ampliação do perfil dos atletas monitorados pelo setor de inteligência. A agremiação estuda retomar a realização de investimentos financeiros na janela de inverno, programada para janeiro de 2027.
Busca por diretor e possibilidade de retorno de Toni Kroos
José Mourinho exigiu a contratação de um profissional para gerenciar a rotina diária no centro de treinamentos de Valdebebas. O treinador indicou o nome de Mário Branco, atual diretor esportivo do Benfica, mas a indicação acabou descartada pela alta cúpula merengue. Publicamente, o Real Madrid nega a procura por um novo diretor e assegura as permanências de José Ángel Sánchez e Juni Calafat em suas respectivas funções de comando.
Apesar da negativa oficial, o clube estuda um nome de peso para fazer a ponte entre atletas, comissão técnica e diretoria. O ex-volante alemão Toni Kroos é o favorito de Florentino Pérez para assumir esse papel de liderança. O ex-jogador possui excelente trânsito em todas as esferas do clube madrilenho. Pessoas próximas ao ex-atleta afirmam que nenhuma proposta formal foi apresentada até o momento.
O novo técnico quer o profissional para conter as recorrentes crises internas ocorridas no vestiário do Real Madrid. Na última temporada, o elenco apresentou atritos públicos sob a gestão de Xabi Alonso e Álvaro Arbeloa. O comandante manifestou preocupação com episódios de indisciplina. Os desentendimentos entre Aurelien Tchouaméni e Federico Valverde entraram no foco do português. As reclamações públicas feitas pelos atacantes Vinicius Jr. e Kylian Mbappé com as comissões anteriores também aceleraram a necessidade de um gestor de vestiário.
