Um trio de ejeções de massa coronal se aproxima da Terra e meteorologistas espaciais indicam múltiplos impactos nos próximos dias. As tempestades solares promovem condições para auroras boreais em regiões do norte americano, conforme alertas do Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA.
Embora os impactos sejam tangenciais, a força será suficiente para desencadear tempestades geomagnéticas de grau 1 e possivelmente grau 2 até 20 de maio. O fenômeno afeta o campo magnético terrestre com intensidade capaz de produzir as auroras visíveis a olho nu em várias localidades.
Alcance geográfico da aurora boreal
Os mapas de previsão atuais mostram o oval auroral deslocando-se sobre partes do norte dos Estados Unidos durante a noite. As regiões com maior chance de observação incluem:
- Alasca
- Washington
- Montana
- Dakota do Norte
- Minnesota
- Michigan
- Maine
Se as condições evoluírem para nível G2, observadores em estados como Idaho e Nova York também poderão avistar o fenômeno. A visibilidade depende das condições climáticas locais e da intensidade final da tempestade geomagnética.
O que são ejeções de massa coronal
Ejeções de massa coronal representam liberações súbitas de plasma e campos magnéticos da coroa solar. A energia liberada em um único evento equivale a bilhões de bombas nucleares, ainda que a maior parte dessa energia se dissipe no espaço.
Quando direcionadas à Terra, essas ejeções interagem com o magnetosfera terrestre. O impacto causa auroras ao ionizar átomos de oxigênio e nitrogênio na atmosfera superior. As cores características — verde, rosa e roxo — resultam da altitude e dos elementos atingidos.
As três ejeções que se aproximam foram detectadas entre os dias 16 e 18 de maio. Embora nenhuma esteja em trajetória direta, os meteorologistas espaciais confirmam que as bordas das estruturas solares atingirão o planeta. Esse impacto tangencial, apesar de não ser de cheio, mantém potencial significativo de perturbação magnética.
Classificação das tempestades geomagnéticas
O Met Office do Reino Unido categoriza tempestades geomagnéticas em uma escala de cinco níveis, sendo G1 o mais fraco e G5 o mais intenso. Condições G1 já produzem auroras visíveis em latitudes altas, enquanto G2 expande a zona de visibilidade para latitudes médias do continente.
Nenhuma das ejeções atuais apresenta assinatura de potencial para atingir categorias G3 ou superior. Especialistas indicam que a probabilidade máxima concentra-se entre os níveis G1 e G2 ao longo dos próximos dias. A sequência de três impactos, distribuída temporalmente, pode estender o período de observação além de uma única noite.
Histórico de atividade solar e previsões
A atividade solar segue ciclos de aproximadamente 11 anos, sendo o atual (Ciclo 25) classificado como período de crescente intensidade. Especialistas observam aumento em eventos como ejeções de massa coronal e manchas solares desde 2020. Esses fenômenos elevam a frequência de tempestades geomagnéticas observáveis da Terra.
As auroras boreais não representam risco direto para a população. Entretanto, eventos geomagnéticos intensos podem afetar satélites de comunicação, redes de energia elétrica e sistemas de navegação GPS. As tempestades previstas para os próximos dias permanecem em faixa que minimiza impactos tecnológicos significativos.
Observadores interessados em captar o fenômeno devem dirigir-se a áreas com baixa poluição luminosa durante a noite. Câmeras digitais frequentemente capturam as cores das auroras com maior clareza que o olho humano, especialmente em exposições de tempo longo. As condições meteorológicas locais também influenciam diretamente a qualidade da observação.

