Bruno Gissoni e Yanna Lavigne trocaram a correria de São Paulo pelo silêncio das montanhas de Itamonte, no Sul de Minas Gerais. O casal construiu uma cabana de 72 metros quadrados para viver mais perto da natureza e criar Madalena e Amélia longe do ritmo das gravações. O projeto, batizado de Matangi, também recebe hóspedes que buscam o mesmo tipo de desaceleração.
A casa de dois andares tem formato de “A”. Telhados inclinados descem até o chão. A fachada principal é toda de vidro. Claraboias nas laterais deixam a luz natural entrar durante quase o dia inteiro. Do lado de fora, horta orgânica, espaço para fogueira, sauna a lenha, chuveirão externo e fontes de água preservadas completam o cenário.
O arquiteto Saymon Dall Alba assinou o projeto. Ele precisou resolver o desafio de integrar o interior ao ambiente externo sem abrir mão da privacidade. O resultado é um espaço prático, com poucos móveis e decoração minimalista. Cada peça foi escolhida para servir ao dia a dia da família.
Yanna Lavigne tomou a decisão aos 36 anos. Bruno Gissoni, aos 39. Os dois já moravam em um sítio na região e queriam um anexo que permitisse dividir com outras pessoas a experiência que viviam. A cabana nasceu desse desejo. Segundo a reportagem publicada pela Casa Vogue, o objetivo era mostrar na prática que outra forma de viver é possível.
A rotina no campo exige adaptação constante. Insetos aparecem com frequência. O sinal de internet cai em alguns dias. Compras no mercado exigem planejamento, porque a cidade mais próxima não fica ao lado. Ainda assim, o casal considera a troca compensatória. As filhas crescem soltas no quintal. O contato diário com a terra e o tempo livre ganham valor maior que qualquer conveniência urbana.
Detalhes da construção que priorizam integração com a natureza
A cabana foi erguida para aproveitar ao máximo o terreno. O formato triangular ajuda na drenagem da água da chuva. As grandes aberturas de vidro criam sensação de continuidade entre dentro e fora. No interior, tons neutros e materiais naturais conversam com a paisagem verde que se vê pelas janelas.
- Horta orgânica abastece parte da alimentação da família
- Sauna a lenha funciona sem eletricidade
- Espaço de fogueira serve para noites ao ar livre
- Chuveirão externo permite banhos com vista para as montanhas
- Fontes de água preservadas mantêm o ambiente natural intacto
O projeto respeita o relevo local. Não há grandes aterros. A ideia era construir sem agredir o que já existia no local.
Como a família equilibra vida rural e carreira
Bruno Gissoni e Yanna Lavigne não abandonaram completamente o trabalho. Eles seguem com projetos pontuais, mas priorizam a presença diária em casa. As filhas Madalena e Amélia são o centro das decisões. O casal relata que o ritmo mais lento permite acompanhar de perto o crescimento das crianças.
Dias começam cedo, com tarefas simples da roça. Alimentar a horta, preparar refeições com ingredientes frescos e deixar as meninas explorarem o quintal ocupam boa parte do tempo. À noite, o silêncio ajuda a desconectar. Não há pressa para checar agendas ou redes sociais.
A decisão de viver em Itamonte veio depois de anos de planejamento. O casal já morava na região e via o quanto o ambiente beneficiava a saúde mental de todos. Construir a cabana Matangi foi o passo seguinte para consolidar essa escolha.
O que os hóspedes encontram ao alugar o espaço
O refúgio recebe pessoas com objetivos diferentes. Algumas querem apenas descansar. Outras buscam um lugar para trabalhar remotamente com foco. Muitas chegam em busca de um tempo para repensar prioridades. O local oferece estrutura básica, conforto e contato direto com a natureza.
A decoração interna mantém a linha simples. Cama, sofá, mesa e poucos objetos. O essencial para quem quer desacelerar. Fora da casa, os elementos naturais — montanhas, árvores e o som do vento — fazem o resto.
Realidade que vai além das imagens perfeitas
A vida na roça não é só paisagem bonita. Exige jogo de cintura. Chuva forte pode deixar estradas difíceis. Insetos e pequenos animais fazem parte do dia a dia. O casal admite que nem tudo é fácil, mas afirma que os benefícios superam as dificuldades.
Bruno Gissoni e Yanna Lavigne mostram nas redes sociais trechos da rotina. As filhas correndo no gramado, o pôr do sol nas montanhas e momentos simples em família. As imagens refletem a escolha consciente de priorizar presença em vez de agenda cheia.
O projeto Matangi nasceu do desejo de compartilhar o que o casal encontrou ao mudar de vida. A cabana de 72 m² prova que é possível reduzir o ritmo sem abrir mão de conforto. Para Bruno Gissoni, Yanna Lavigne e as filhas, o caminho escolhido passa pelas montanhas de Itamonte.
