Departamento de Guerra dos EUA divulga segundo lote com 50 vídeos sobre OVNIs
O Departamento de Guerra dos EUA divulgou seu segundo lote de arquivos públicos sobre Objetos Não Identificados, desta vez com 50 vídeos, 7 arquivos de áudio com o logotipo da NASA e 6 documentos que cobrem o período de 1949 até o final de 2025. Os arquivos provêm de fontes da CIA, do Departamento de Energia, do Departamento de Defesa e do Escritório do Diretor de Inteligência Nacional, além de laboratórios nacionais. Segundo análise do astrônomo Avi Loeb, os dados revelam atividades de fenômenos aéreos não identificados documentadas de forma inequívoca perto de instalações nucleares e militares estratégicas.
Documentação de atividades próximas a bases nucleares
Um documento com 116 páginas registra 209 avistamentos de orbes verdes, discos e bolas de fogo relatados em uma instalação ultrassecreta em Sandia, Novo México, entre 1948 e 1950. A atividade de UAPs (Fenômenos Aéreos Não Identificados) concentrou-se em proximidade com instalações como Sandia, Los Alamos, Pantex e outras. Outro relatório descreve um alto funcionário da Comunidade de Inteligência dos EUA compartilhando em primeira mão uma missão de helicóptero para investigar a atividade de UAPs em um campo de testes militar no final de 2025. Segundo relato operacionalmente específico, um objeto aproximou-se a menos de 3 metros da aeronave, dividiu-se em dois segmentos e acelerou além da velocidade de perseguição.
Relatórios sobre aglomerados de orbes podem estar associados a enxames de drones de fabricação humana utilizados para fins militares por nações adversárias. O incidente com o balão espião chinês em 2023 é citado por especialistas como apenas a ponta de um iceberg de problemas relacionados à segurança nacional aeroespacial dos EUA.
Análise de vídeos e fenômenos documentados
Entre os vídeos divulgados, destaca-se o rotulado como DOW-UAP-PR067, que mostra um UAP esférico atravessando nuvens. Outro vídeo, identificado como DOW-UAP-PR051, de 2021, registra uma aparente aceleração instantânea, onde um UAP move-se lateralmente de forma abrupta. Alguns registros mostram movimentos incomuns, embora seja difícil determinar se ocorrem paralaxe devido ao movimento da câmera ou do próprio objeto. Um dos vídeos documenta o local da queda de um UAP semelhante ao local do incidente em que um caça abateu um objeto não identificado sobre o Lago Huron em 2023, quando relatórios posteriores indicaram tratar-se de um balão operado por entusiastas.
Alguns dos fenômenos divulgados possuem explicação prosaica. O astronauta da missão Mercury-Atlas 7 relatou, em 24 de maio de 1962, partículas identificadas como “vaga-lumes” ou “flocos de neve” flutuando do lado de fora da janela de sua espaçonave. O fenômeno não era alienígena, mas sim partículas de gelo ou geada que se condensaram do sistema de refrigeração da espaçonave na parte externa da cápsula.
Implicações para segurança nacional e pesquisa científica
Avi Loeb afirma que, após analisar os dados dos dois relatórios divulgados até o momento, não há dúvidas de que os UAPs representam uma séria preocupação para a segurança nacional. Um dos motivos para sua classificação é evitar expor vulnerabilidades do sistema de defesa e da infraestrutura de inteligência dos EUA. Se os UAPs forem drones, balões ou aeronaves fabricados por nações adversárias, a situação representa uma ameaça estratégica significativa. Contudo, se algum desses UAPs não foi produzido por humanos, representaria a maior descoberta científica já realizada pela humanidade.
O orçamento de defesa para 2026 aproxima-se de um trilhão de dólares, sendo duas ordens de magnitude maior que o orçamento nacional para ciência. O governo dos EUA provavelmente será o primeiro a notar objetos raros e incomuns de origem potencialmente extraterrestre. A comprovação com dados de melhor qualidade permanece pendente. O governo dos EUA possui dados de alta resolução provenientes de sua frota de satélites de reconhecimento, alguns com centímetros por pixel. Até o momento, UAPs não foram detectados nesses dados de alta resolução. O ex-diretor de inteligência, John Ratcliffe, observou em 2021 que imagens de satélite captaram UAPs, mas esses dados podem não ser divulgados por terem sido obtidos por sensores altamente confidenciais.
Alternativa de observação independente
Em vez de aguardar divulgações governamentais sobre visitantes de fora do Sistema Solar, pesquisadores exploram métodos alternativos de observação. O Projeto Galileo, sob liderança de Avi Loeb, opera 3 novos observatórios que analisam dados de milhões de objetos com algoritmos de inteligência artificial em busca de anomalias que ultrapassem os limites de desempenho de tecnologias criadas pelo homem. Os observatórios:
- Analisam dados de milhões de objetos continuamente
- Utilizam algoritmos de IA para identificar anomalias
- Buscam performances que excedem tecnologia humana conhecida
- Complementam investigações governamentais com dados independentes
- Esperam resultados nos próximos meses
Perspectivas futuras
Loeb aponta que os próximos meses devem trazer esclarecimentos adicionais, seja por meio de novas divulgações de UAPs do governo dos EUA ou pelos dados coletados pelos Observatórios Galileo. A segunda divulgação de arquivos demonstra o compromisso do Pentágono em tornar públicos dados sobre fenômenos aéreos não identificados, ainda que limitados por questões de segurança nacional.
A análise preliminar dos documentos e vídeos divulgados revela um padrão consistente de atividades anômalas próximas a instalações estratégicas, levantando questões sobre a natureza, origem e implicações desses objetos para a defesa e a ciência.
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