Militares israelenses avançam além da Linha Amarela no sul do Líbano
Tropas israelenses expandiram suas operações terrestres no sul do Líbano para além da Linha Amarela, uma demarcação estabelecida por Israel alguns quilômetros dentro do território libanês após o cessar-fogo de 16 de abril com o Hezbollah. A informação foi confirmada por 2 fontes nesta terça-feira (26).
A Linha Amarela separa-se da Linha Azul demarcada pela ONU e faz parte de uma zona tampão proposta que se estende entre 5 km e 10 km no sul do Líbano, onde tropas israelenses continuam a operar em dezenas de vilarejos em grande parte abandonados.
Justificativa militar e avanço territorial
Um oficial militar israelense afirmou que os militares estavam operando de forma direcionada além da Linha de Defesa Avançada para remover ameaças diretas aos cidadãos do Estado de Israel. Segundo o oficial, os soldados israelenses agem de acordo com as diretrizes do escalão político.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse na segunda-feira que Israel intensificaria os ataques contra o Hezbollah e confirmou nesta terça-feira que os militares estavam operando com grandes forças em terra no sul do Líbano, assumindo o controle de áreas estratégicas.
Resposta do Hezbollah e escalada de confrontos
O Hezbollah informou nesta terça-feira que tinha como alvo as forças israelenses que avançavam em direção à cidade de Zawtar al-Sharqiya, no sul do Líbano. O grupo utilizou drones explosivos, foguetes e artilharia para atacar as posições israelenses.
O Exército israelense respondeu com ataques a várias cidades no sul do Líbano e no Vale de Bekaa, além de emitir novos avisos de retirada para civis nas áreas de operação.
Uma autoridade dos Estados Unidos informou que o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, havia ignorado avisos para interromper os ataques que corriam o risco de prejudicar as negociações para encerrar a guerra entre EUA, Israel e Irã.
Saldo de vítimas e impacto humanitário
O Ministério da Saúde do Líbano registra um acumulado de 3.213 mortos e 9.737 feridos desde o início da ofensiva israelense em 2 de março até 26 de maio. Os militares israelenses afirmam que o Hezbollah lançou drones explosivos contra tropas israelenses e cidades do norte de Israel, resultando em pelo menos 11 soldados mortos desde o cessar-fogo.
A Organização Mundial da Saúde informou que no mínimo 608 pessoas no Líbano foram mortas em ataques israelenses desde a trégua.
- Mortos no Líbano (até 26 de maio): 3.213
- Feridos no Líbano (até 26 de maio): 9.737
- Mortos registrados pela OMS desde cessar-fogo: 608
- Soldados israelenses mortos desde cessar-fogo: 11
Contexto do cessar-fogo e zona tampão
O cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, mediado internacionalmente, foi anunciado em 16 de abril. Israel estabeleceu a Linha Amarela como demarcação de uma zona tampão no território libanês, diferente da Linha Azul demarcada pela ONU após a retirada de Israel em 2000.
A zona de segurança proposta se estende de 5 km a 10 km dentro do Líbano, onde Israel mantém presença militar em dezenas de localidades. O avanço além dessa linha representa uma expansão territorial e indica intensificação dos confrontos.
O Hezbollah não divulgou números de suas próprias baixas.
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