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Aryna Sabalenka usa joias avaliadas em R$ 760 mil e rebate críticas em Roland Garros

Aryna Sabalenka - Instagram/arynasabalenka
Foto: Aryna Sabalenka - Instagram/arynasabalenka

Aryna Sabalenka rebateu críticas sobre o uso de joias avaliadas em cerca de R$ 760 mil durante Roland Garros, enquanto participava de um protesto dos tenistas contra os valores da premiação do torneio francês. A número 1 do mundo afirmou que não há contradição entre exibir acessórios de luxo e lutar pela distribuição mais justa das receitas do Grand Slam.

Acessórios de diamantes e granadas durante a vitória

Sabalenka utilizou dois colares e brincos compostos por diamantes e granadas na vitória sobre Jessica Bouzas Maneiro, na última terça-feira, 26 de maio. Os acessórios também foram vistos na entrevista coletiva após a partida, que foi interrompida por uma manifestação sobre a divisão das receitas do torneio francês.

As joias somavam 15,6 quilates de diamantes e 136,5 quilates de granadas, segundo análise de especialistas. Apesar do valor expressivo dos adornos, a tenista argumentou que a discussão gira em torno de questões estruturais do circuito, não sobre ganhos pessoais.

Resposta às críticas sobre contradição

Questionada diretamente sobre uma possível hipocrisia entre o luxo exibido e o protesto financeiro, Sabalenka foi enfática. “Não entendo como podem confundir duas coisas tão diferentes. Não se trata de mim. Estamos lutando pelas jogadoras de ranking mais baixo, pelas atletas que voltam de lesão e pela próxima geração”, afirmou.

A líder do ranking mundial reforçou que sua posição financeira pessoal não é o cerne da questão. “Todo mundo sabe que estou bem. Lutamos por uma divisão justa das receitas”, completou Sabalenka, deixando clara a distinção entre sua situação individual e a causa coletiva dos tenistas.

O protesto e a insatisfação com a premiação

A insatisfação dos jogadores intensificou após Roland Garros anunciar um reajuste considerado insuficiente na premiação desta edição. O torneio francês elevou os valores em aproximadamente 10%, percentual inferior ao aplicado recentemente pelo US Open.

Segundo veículos internacionais, Roland Garros arrecadou cerca de 395 milhões de euros em 2025, mas destinou apenas 14,3% da receita aos atletas. Os tenistas defendem uma fatia superior a 20% da arrecadação total do Grand Slam:

  • Campeões de simples recebem 2,8 milhões de euros
  • Eliminados na primeira rodada ganham 87 mil euros
  • Diferença de cerca de 32 vezes entre vencedor e perdedor inicial
  • Percentual de 14,3% das receitas vai para premiação
  • Tenistas reivindicam mínimo de 20% da arrecadação total

A disparidade entre as premiações reflete a estrutura de distribuição que os jogadores questionam. Enquanto os campeões recebem valores substanciais, os atletas eliminados precocemente ganham quantias significativamente menores, limitando o acesso de tenistas em desenvolvimento a recursos financeiros adequados.

Contexto do torneio em Paris

Roland Garros segue até o próximo dia 7 de junho em Paris, com diversos tenistas mantendo a posição crítica sobre as políticas de premiação do torneio. O movimento coletivo dos atletas busca pressionar as autoridades do Grand Slam francês a reconsiderar sua estratégia de distribuição de receitas.

A participação de Sabalenka no protesto, apesar de sua posição consolidada no ranking e segurança financeira pessoal, reforça que a causa transcende situações individuais. A tenista número 1 do mundo usa sua plataforma para amplificar as demandas de atletas em fases mais vulneráveis de suas carreiras, aqueles sem contratos milionários ou patrocínios robustos.