Copa do Mundo

Pochettino deixa Tessmann, Luna e Morris de fora na convocação dos EUA para Copa do Mundo 2026

Mauricio Pochettino
Foto: Mauricio Pochettino - MDI/ shutterstock.com

Mauricio Pochettino anunciou a lista final de convocados para a seleção masculina dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026 e deixou de fora cinco jogadores que teriam argumentos para integrar o elenco. Entre as maiores ausências estão o meio-campista Tanner Tessmann, do Lyon, o meia-atacante Diego Luna, do Real Salt Lake, e o meio-campista Aidan Morris, do Middlesbrough.

A definição do elenco eliminou nomes que geraram debate na comunidade futebolística americana. Diferentemente de 2014, quando Landon Donovan não foi convocado, ou de 2022, quando Ricardo Pepi ficou de fora, desta vez as exclusões não geraram surpresa unânime entre analistas e torcedores. Ainda assim, cada ausência carrega contexto específico de desempenho, lesões e escolhas táticas do técnico.

Tessmann deixa Lyon com lesão muscular antes do torneio

Tanner Tessmann, de 24 anos, talvez represente a exclusão mais impactante da convocação. O meio-campista do Lyon atuou em 2025 com versatilidade, jogando no meio-campo e como zagueiro improvisado. Ele acumulou 372 minutos em 6 partidas pela seleção no ano e foi convocado em março, última chamada antes da lista final.

Uma lesão muscular interrompeu sua temporada europeia. Ainda que se esperasse recuperação total antes da Copa do Mundo, Pochettino optou por deixá-lo fora. A ausência de Tessmann reduz opções de rotação no meio-campo americano em um torneio disputado em casa.

Diego Luna perde espaço após lesão e concorrência ofensiva

Diego Luna atuou como peça-chave no meio-campo ofensivo dos EUA na Copa Ouro de 2025. O jogador do Real Salt Lake sabia que sua convocação corria risco, conforme declarou ao USA TODAY Sports na semana anterior ao anúncio.

Uma lesão muscular em março afastou Luna definitivamente da consideração. Com múltiplos meias-atacantes e pontas no elenco, Pochettino priorizou jogadores que mantiveram sequência de atuações sem interrupções. Luna retornará apenas após a Copa do Mundo.

Morris não avança após oscilações no Middlesbrough

Aidan Morris operava como natural substituto de Tessmann e Johnny Cardoso no meio-campo americano. O ex-jogador do Columbus Crew foi presença constante no Middlesbrough, time que quase conquistou acesso à Premier League na temporada.

Morris recebeu confiança de Pochettino em amistosos de outubro e novembro, além de ser titular contra Portugal. Apesar dessa sequência, o técnico escolheu outros nomes para a posição na lista final. Sua permanência no banco de reservas reflete seleção competitiva no setor.

Gozo e Schulte representam escolhas geracionais

Dois outros ausentes carregam significados diferentes. Zavier Gozo, ponta de 19 anos do Real Salt Lake, não possuía sequer estreia na seleção principal apesar de integrar todas as categorias de base americanas. Seus números no MLS eram expressivos: 6 gols e 5 assistências em 14 partidas. Analistas e ex-jogadores defenderam inclusão surpreendente dada sua versatilidade nas posições de ponta e ala.

  • Gozo ainda terá oportunidades em próximos ciclos de convocação
  • Sua falta de experiência internacional pesou na decisão final
  • Capacidades de atuação em múltiplas posições ofensivas o mantêm na radar

Patrick Schulte, goleiro de 25 anos do Columbus Crew, disputava a terceira vaga entre os balizeiros. Defendeu os EUA nas Olimpíadas de 2024 e esteve em diversos elencos de Pochettino. As duas primeiras vagas foram praticamente confirmadas: Matt Freese como titular e Matt Turner, capitão em 2022, como reserva.

Pochettino escolheu Chris Brady, goleiro de 22 anos do Chicago Fire, para completar o trio. Brady terá companhia de Diego Kochen, do FC Barcelona, e Andrew Rick, do Philadelphia Union, ambos em treinamento para futuro da posição.

Contexto da convocação em casa

A seleção masculina dos EUA disputa pela primeira vez uma Copa do Mundo em seu próprio território. Pochettino busca equilibrar experiência consolidada com renovação geracional. O técnico argentino esperava ter “combinação ideal de jogadores” conforme comunicou oficialmente.

As ausências refletem lesões, concorrência interna elevada e prioridades táticas. Nenhuma exclusão carrega controvérsia similar a ciclos anteriores, indicando que Pochettino conquistou consenso razoável sobre o elenco final.