BYD Shark Performance adota motor 2.0 turbo, alcança 475 cv e aprimora reboque; carga útil é reduzida
A BYD lançou a versão Performance da picape Shark em mercados internacionais, começando pela Austrália. Esta nova variante atende à demanda por mais potência, substituindo o motor 1.5 turbo do conjunto híbrido plug-in por um 2.0 turbo mais robusto. A atualização visa oferecer um desempenho aprimorado, impactando diretamente a capacidade de reboque do veículo.
O conjunto híbrido plug-in DMO da Shark Performance entrega uma potência combinada de 475 cv e 71,3 kgfm de torque. Estes números são significativamente superiores aos 437 cv e 65 kgfm da versão com motor 1.5 turbo, atualmente disponível no Brasil. A nova configuração representa um movimento da BYD para diversificar seu portfólio e atender a diferentes expectativas de consumidores globais.
Desempenho ampliado e capacidade de reboque
A principal modificação da BYD Shark Performance reside na motorização. O modelo agora integra um motor 2.0 turbo a gasolina de 245 cv, combinado com duas máquinas elétricas, resultando em 475 cv de potência e 71,3 kgfm de torque. Em contraste, as versões com motor 1.5 turbo entregam 183 cv a gasolina, totalizando 437 cv e 65 kgfm de força.
Com essa elevação nos números, a picape Performance melhora consideravelmente sua capacidade de reboque, um ponto previamente criticado. Dados de fábrica indicam que o veículo pode rebocar até 3.500 kg, alinhando-se ao padrão da categoria. As demais versões com motor 1.5 turbo rebocam 2.500 kg. A aceleração de 0 a 100 km/h também registra melhora, agora em 5,5 segundos contra 5,7 segundos das variantes padrão.
- Potência total: 475 cv
- Torque total: 71,3 kgfm
- Capacidade de reboque: 3.500 kg
- Aceleração (0 a 100 km/h): 5,5 segundos
Redução da capacidade de carga
Apesar dos ganhos em potência e reboque, a Shark Performance apresenta uma redução na capacidade de carga útil, um aspecto já observado nas versões anteriores. A nova picape transporta apenas 752 kg. Este valor contrasta com os 825 kg das variantes 1.5 na homologação australiana.
Segundo a BYD, a diminuição da capacidade de carga foi uma consequência do peso adicional do conjunto motriz, que elevou o peso em ordem de marcha de 2.675 kg para 2.738 kg. No Brasil, a BYD Shark carrega 790 kg, ficando abaixo dos mais de 1.000 kg oferecidos pelas principais rivais no segmento. A Fiat Strada, para comparação, carrega 720 kg nas versões cabine simples com motor 1.3 aspirado.
Novidades internas e estrutura mantida
No interior, a Shark Performance se distingue pela ausência da alavanca de câmbio no console central. Diferente das outras versões que utilizam uma manopla tradicional, a variante com motor 2.0 concentra todos os comandos do câmbio na coluna de direção. A central multimídia, com 15,6 polegadas, é maior que a tela de 12,8 polegadas oferecida no mercado brasileiro.
Do ponto de vista técnico, a estrutura da picape permanece inalterada. A BYD Shark, em todas as suas versões, continua construída com uma estrutura monobloco. Além disso, ela é equipada com suspensões independentes de braços sobrepostos com molas helicoidais, tanto na dianteira quanto na traseira, mantendo a arquitetura robusta.
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