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Incêndio mata 16 estudantes em dormitório de escola para meninas no Quênia

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Foto: Bombeiros, fogo, incêndio - bodiaphvideo / Shutterstock.com

Pelo menos 16 estudantes morreram quando um incêndio consumiu um dormitório da Utumishi Girls School na madrugada de 28 de maio de 2026. O fogo atingiu a escola localizada em Gilgil, condado de Nakuru, aproximadamente 120 quilômetros a noroeste de Nairóbi.

O ministro da Educação Julius Ogamba confirmou 79 feridos no incidente. A causa do fogo permanecia sob investigação policial no momento do comunicado oficial. Imagens transmitidas pela Citizen Television mostravam janelas quebradas e paredes enegrecidas pela fumaça espessa que consumiu estruturas internas do prédio.

Resposta de emergência e busca por desaparecidos

Masoud Mwinyi, comandante sênior da polícia, informou que 50 agentes percorriam áreas próximas à escola procurando estudantes que fugiram quando o fogo irrompeu. Ele descreveu a situação caótica dos primeiros momentos. “Com o choque, medo e ansiedade, muitas pessoas saíram correndo, e isso foi à noite”, afirmou o policial aos repórteres.

A polícia coordenou operações de resgate e resposta de emergência na localidade. Bombeiros controlaram as chamas conforme chegavam ao local, porém a rápida propagação do incêndio impediu resgate de todas as vítimas durante a madrugada.

Histórico de incêndios escolares no Quênia

O Quênia registra histórico crítico de incêndios em instituições educacionais. Dados governamentais indicam que mais de 60 casos de incêndio criminoso em escolas secundárias públicas ocorreram apenas em 2018.

  • Em 2024, um incêndio matou 21 estudantes em uma escola primária no condado vizinho de Nyeri; a causa não foi conclusivamente estabelecida
  • Em 2017, 10 alunos morreram em incêndio em Nairóbi; um estudante foi acusado de homicídio
  • Pesquisadores constataram que muitos incêndios são ateados por alunos protestando contra disciplina severa e condições precárias

A Utumishi Girls School, instituição de ensino médio sênior, é a mais recente escola queniana a sofrer tragédia dessa magnitude. Investigadores ainda coletavam evidências sobre as circunstâncias exatas que provocaram a ignição do incêndio no dormitório onde dormiam dezenas de adolescentes.

Cena de destruição e mobilização comunitária

Fotografias aéreas mostravam o dormitório completamente destruído. Soldados de segurança permaneciam postados externamente nas áreas queimadas enquanto períitos analisavam restos estruturais.

A tragédia mobilizou autoridades estaduais e federais. Equipes médicas de Nairóbi foram deslocadas para Gilgil para atender aos feridos. Hospitais locais registraram superlotação de pacientes com queimaduras graves, intoxicação por fumaça e trauma.

Sobreviventes hospitalizados relataram desespero nos minutos iniciais do incêndio. Algumas estudantes conseguiram escapar pulando janelas enquanto outras ficaram presas no interior do prédio consumido pelas chamas que se espalharam rapidamente pelos corredores do dormitório.

Autoridades educacionais do condado de Nakuru anunciaram suspensão temporária de aulas em escolas internas para verificação de medidas de segurança e conformidade com protocolos de prevenção de incêndio em dormitórios estudantis de toda a região.