Agente do ICE, Christian Castro, é detido no Texas por tiroteio e falso testemunho em Minneapolis

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Agente de imigração

Agente de imigração - Peter Serocki/Shutterstock.com

Agentes federais de imigração prenderam Christian Castro, de 52 anos, um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), na sexta-feira no Texas. Castro é acusado de envolvimento em um tiroteio ocorrido em 14 de janeiro em Minneapolis, que resultou no ferimento de um imigrante venezuelano. A detenção do agente segue acusações do Ministério Público do Condado de Hennepin, que incluem quatro crimes de agressão de segundo grau e uma acusação adicional por prestar falso testemunho à polícia. A investigação do Departamento de Investigação Criminal de Minnesota levou à sua localização e prisão fora do estado.

Prisão de agente do ICE e as acusações formais

Christian Castro foi preso no Texas após intensas investigações conduzidas pelo Departamento de Investigação Criminal de Minnesota. Os investigadores conseguiram localizar o agente, de 52 anos, que estava sendo procurado em conexão com um incidente de tiro e subsequente falso testemunho. Sua prisão é um desenvolvimento crucial no processo legal contra ele.

O Ministério Público do Condado de Hennepin, responsável pelas acusações, havia formalizado o processo neste mês. A promotora Mary Moriarty, cuja jurisdição inclui Minneapolis, divulgou um comunicado sobre a prisão. Ela enfatizou a importância da ação para o andamento do caso.

Conflito em Minneapolis e a versão inicial de Christian Castro

O tiroteio que envolveu o agente Castro ocorreu em 14 de janeiro, desencadeando protestos violentos na região de Minneapolis. O incidente aconteceu no auge de uma operação de imigração conduzida pelo governo Trump em Minnesota, durante o inverno passado. A comunidade reagiu com indignação e manifestações intensas.

Documentos judiciais detalham que, na noite do tiroteio, Castro teve um breve confronto com Alfredo Aljorna. Aljorna é um imigrante venezuelano que o agente tentava prender após uma perseguição de carro.

Após Aljorna conseguir se libertar do agente, ele correu para dentro de sua residência em Minneapolis. Na sequência, Castro disparou um tiro contra a porta da frente da casa. O projétil acabou ferindo o colega de quarto de Aljorna, Julio C. Sosa-Celis, na perna, conforme relatado pelos promotores estaduais.

Inicialmente, Castro forneceu uma versão diferente dos eventos aos investigadores. Ele alegou ter aberto fogo por temer por sua vida, afirmando que três homens o espancavam por vários minutos com uma pá e uma vassoura. Com base nesse relato inicial, os procuradores federais acusaram Sosa-Celis e Aljorna de agressão a um agente da lei.

    As acusações contra Christian Castro incluem:
  • Quatro crimes de agressão de segundo grau
  • Uma acusação adicional de prestar falso testemunho à polícia

Imagens de segurança contradizem depoimento do agente

A complexidade do caso aumentou quando promotores federais iniciaram uma análise de imagens de uma câmera de vigilância da polícia de Minneapolis. Essas gravações foram fundamentais para a investigação. As evidências visuais contradiziam diretamente a versão dos fatos apresentada por Christian Castro aos investigadores, levantando sérias dúvidas sobre a sua credibilidade.

A discrepância entre o depoimento de Castro e as imagens da câmera foi decisiva para o desfecho do processo. O caso federal contra os imigrantes venezuelanos desmoronou. Com a revelação das evidências contraditórias, os promotores retiraram as acusações de agressão a um agente da lei contra Alfredo Aljorna e Julio C. Sosa-Celis.

Repercussões do incidente e o andamento do processo

A promotora do Condado de Hennepin, Mary Moriarty, reiterou a seriedade das acusações contra Castro. A prisão do agente é vista como um passo essencial para a busca da justiça. A comunidade de Minneapolis, que já havia se mobilizado com protestos violentos após o tiroteio, acompanha de perto o desenvolvimento do caso.

A situação de Christian Castro destaca questões complexas sobre a conduta de agentes da lei e a veracidade de depoimentos em investigações. A justiça agora segue seu curso, focada em esclarecer os fatos e garantir a aplicação da lei de forma imparcial.

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