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Felipe Figueiredo registra virada de João Fonseca sobre Novak Djokovic e se emociona em Roland Garros

João Fonseca - X.com/ ATP
Foto: João Fonseca - X.com/ ATP

O carioca Felipe Figueiredo viveu um dia inesquecível em Paris. O fotógrafo registrou a virada de João Fonseca sobre Novak Djokovic pela terceira rodada de Roland Garros. A partida durou quase cinco horas e terminou com vitória do brasileiro por 3 sets a 2.

A imagem do match point e a reação de Fonseca circularam rapidamente. Figueiredo alternou o foco entre a quadra Philippe Chatrier e os próprios sentimentos. Ele atua há cerca de dois anos com registros exclusivos de tênis e já passou por outros grandes eventos do circuito.

Felipe Figueiredo relata tensão durante a virada

O confronto começou difícil para o brasileiro. Djokovic abriu 2 sets a 0. Figueiredo acompanhava tudo de perto e sentiu o peso da situação.

Ele admitiu que não esperava a recuperação. O tenista de 19 anos mostrou força mental e virou o jogo. O fotógrafo foi se emocionando a cada game decisivo.

  • Foi uma loucura. Sinceramente, nunca imaginei que o jogo ia ser da forma que foi.

Figueiredo captou o crescimento de Fonseca no terceiro set. As fotos transmitem a evolução da partida. O profissional precisou equilibrar a emoção com a técnica para não perder os melhores ângulos.

Trajetória do fotógrafo une moda, esporte e paixão

Formado em jornalismo, Felipe Figueiredo tem dez anos de experiência na fotografia. Ele começou com assessoria de imprensa na área de petróleo e gás. Depois, uma pós-graduação em marketing abriu novos caminhos.

O interesse pela câmera surgiu com uma namorada que tinha equipamento. Ele migrou para eventos, publicidade e moda. A virada para o tênis aconteceu durante as Olimpíadas de Paris em 2024, como torcedor.

No mesmo ano, ele estreou no US Open. Um amigo da WTA o convidou para um projeto. Lá, registrou João Fonseca pela primeira vez. O reels com as imagens chegou às marcas que patrocinam o tenista.

  • Fiz umas fotos e um reels dele e esse reels conseguiu chegar nas pessoas ligadas a João.

O estilo diferente chamou atenção. Figueiredo traz um olhar artístico, com edições mais elaboradas, sem abandonar o registro documental. Ele já acompanhou Beatriz Haddad Maia em Roma e acompanha Luisa Stefani e Aryna Sabalenka em Paris.

  • Além de ter se tornado o meu propósito, ela mudou a maneira como enxergo a vida e o mundo.

A fotografia deixou de ser apenas trabalho. Ele vê na atividade uma forma de contar sua história.

Emoção no match point e bastidores da quadra

O set final trouxe o ápice da emoção. Figueiredo usou o celular para se gravar enquanto operava a câmera principal. O vídeo captou sua reação e o som da torcida. A publicação acumulou centenas de milhares de interações.

Ele destacou a reação de Fonseca ao vencer. O tenista colocou a mão na cabeça, olhou para a família e sorriu. O cumprimento com Djokovic também marcou o fotógrafo.

  • Achei que ele ia ter uma reação explosiva, mas na verdade ficou mais incrédulo. O Djoko pega na cabeça dele. É um gesto que parece até uma coisa de pai para filho.

Figueiredo valoriza esses detalhes. Eles humanizam o esporte de alto nível.

  • Aquele set final foi uma loucura total. Acho que nunca vivi uma emoção parecida in loco assim em algum esporte na minha vida.

O fotógrafo mantém uma rotina intensa. Em Paris, dorme perto das 6h da manhã por causa da edição das imagens. Ele carrega um kit com garrafa d’água, guarda-chuva e barras de proteína para enfrentar calor, chuva e longas partidas.

Sonho de registrar título brasileiro em Grand Slam

Apesar da emoção com a vitória sobre Djokovic, Felipe Figueiredo mantém um objetivo maior. Ele sonha em fotografar um brasileiro levantando a taça de um Grand Slam. O último título desse tipo aconteceu em 2001, com Gustavo Kuerten em Roland Garros.

O profissional já produziu registros marcantes de João Fonseca em outros torneios, como o Miami Open. Ele continua acompanhando o circuito e refinando seu trabalho.

Figueiredo equilibra o lado torcedor com o profissional. Essa combinação, segundo ele, gera imagens mais conectadas com o momento.

  • Você fica conectado com o jogo e não pensa em outra coisa. Literalmente.

A experiência em Paris reforça sua escolha pela fotografia esportiva. Ele planeja seguir nos principais eventos e captar novas histórias do tênis brasileiro.