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Sony atualiza sistema do PlayStation 5 Pro com nova versão do PSSR para otimizar resolução

PS5 Pro
Foto: PS5 Pro - Foto: Avid Photographer/ Istockphoto.com

A Sony disponibilizou uma atualização de firmware para o PlayStation 5 Pro que introduz uma versão revisada do PSSR (PlayStation Spectral Super Resolution). O recurso de upscaling, desenvolvido em parceria com a AMD através do Projeto Amethyst, substitui a tecnologia original do console para entregar maior fidelidade visual. A mudança afeta diretamente a renderização de jogos que dependem da ferramenta para equilibrar resolução e taxa de quadros durante as partidas.

A nova iteração do sistema permite que os usuários ativem a melhoria diretamente nas configurações do aparelho, sem a necessidade de pacotes de correção específicos para cada título. O objetivo da fabricante é solucionar falhas de imagem registradas na primeira versão do software. O ajuste beneficia tanto lançamentos recentes quanto o catálogo legado da plataforma, garantindo maior controle sobre a qualidade gráfica.

PS5 Pro
PS5 Pro – Photo: Disclosure

Como funciona a ativação no console

O acesso ao novo PSSR ocorre de três formas distintas dentro do ecossistema do PlayStation 5 Pro. A primeira envolve uma lista de 11 jogos selecionados pelos estúdios desenvolvedores. Nesses casos, o próprio sistema operacional remove a versão antiga do upscaler e aplica a tecnologia otimizada de forma automática. Especialistas já analisaram cinco desses títulos e confirmaram as mudanças imediatas na qualidade da imagem.

A segunda alternativa exige uma ação manual do jogador através da interface principal. O usuário precisa habilitar a função de qualidade de imagem aprimorada, que vem desativada por padrão de fábrica. A ativação força a aplicação do novo algoritmo em qualquer jogo ou demonstração que utilizava o PSSR original. O método expande o alcance da ferramenta para uma biblioteca extensa de softwares sem depender de atualizações individuais.

Por fim, um terceiro grupo engloba projetos recentes que já chegam ao mercado com a tecnologia integrada nativamente no código. Títulos de peso adotam essa estratégia para garantir estabilidade desde o dia do lançamento. Atualmente, 13 jogos rodam a versão atualizada de forma oficial, mas o uso da configuração manual no menu do console estende o benefício para dezenas de outras produções disponíveis na loja virtual.

Correção de ruídos e melhoria em cenários complexos

A aplicação da nova tecnologia resolve problemas crônicos identificados na primeira geração do upscaler da Sony. O PSSR original costumava gerar um ruído visual semelhante à granulação de filmes antigos durante a exibição de imagens estáticas. A atualização elimina esse artefato e entrega quadros mais limpos. A ferramenta também demonstra maior precisão ao processar o RTGI (Real-Time Global Illumination) da Lumen, distinguindo detalhes reais de ruídos estocásticos com uma eficiência próxima ao TSR da Epic.

Os ganhos de nitidez ficam evidentes durante a movimentação dos personagens e veículos. Em Gran Turismo 7, as linhas pintadas no asfalto e as bordas dos carros mantêm a coerência visual em alta velocidade. O jogo Assassin’s Creed Shadows, que já apresentava bons resultados anteriormente, passou a exibir texturas distantes com um nível de clareza superior. A vegetação densa, que representava um obstáculo técnico, também recebeu atenção especial dos engenheiros.

O processamento de folhagens e elementos naturais apresenta os seguintes avanços práticos:

  • Redução de serrilhados em jogos com alta densidade de plantas, como Avatar: Frontiers of Pandora.
  • Manutenção da estabilidade visual das árvores durante movimentos bruscos de câmera em Hogwarts Legacy.
  • Supressão de cintilações em cenários abertos de Star Wars Jedi Survivor e Star Wars Outlaws.

Além da vegetação, o sistema aprimorou o tratamento de partículas e transparências. Esses efeitos costumam desafiar as tecnologias de reconstrução de imagem devido à falta de vetores de movimento. A versão revisada do PSSR consegue manter a nitidez de fumaça, fogo e feixes de luz, evitando que esses elementos desapareçam ou se misturem ao fundo do cenário durante as cenas de ação intensa.

Reflexos, transparências e desafios técnicos

A renderização de superfícies reflexivas em espaço de tela (SSR) registrou um salto de qualidade significativo. Durante as partidas de Astrobot, a versão anterior do software causava cintilações constantes nos reflexos do ambiente. O novo algoritmo estabiliza essas superfícies e garante maior coerência visual. A correção impacta diretamente a imersão em fases com água, vidro ou metal polido.

Padrões de moiré, que distorcem tecidos finos e texturas complexas, também sofreram redução. As cenas de abertura de Ratchet and Clank: Rift Apart ilustram essa evolução, exibindo materiais mais realistas e livres de anomalias visuais. A capacidade de detalhamento da ferramenta evita a quebra de imersão em momentos de aproximação da câmera, entregando superfícies polidas.

Apesar dos avanços, a tecnologia ainda enfrenta limitações pontuais em situações específicas. Em Star Wars Jedi Survivor, os reflexos gerados por ray tracing podem apresentar nitidez exagerada e ruídos sobre a água. Já em Dragon’s Dogma 2, a vegetação localizada no horizonte ainda exibe um aspecto borrado. Falhas na iluminação global também ocorrem em Assassin’s Creed Shadows, onde efeitos de chuva intensa somem temporariamente no modo de desempenho. Esses artefatos representam uma parcela mínima diante das melhorias gerais.

Impacto no desempenho e futuro do desenvolvimento

A evolução gráfica entregue pela atualização não exige poder de processamento extra do hardware. Mark Cerny, arquiteto responsável pelo PlayStation 5 Pro, confirmou que a nova versão do PSSR opera de forma 100 microssegundos mais rápida que a edição original. Testes independentes realizados em Monster Hunter Wilds e Hogwarts Legacy validaram a informação. As taxas de quadros por segundo permaneceram idênticas ou apresentaram variações dentro da margem de erro.

A ausência de impacto no desempenho levanta questionamentos sobre a falta de atualizações oficiais para jogos exclusivos mais antigos. O console agora possui dois upscalers disponíveis, mas a adoção da versão superior depende de políticas internas dos estúdios. Muitas empresas evitam alocar equipes para testar novamente produtos já lançados. Diante desse cenário, a ativação manual pelo usuário torna-se a principal via de acesso aos gráficos aprimorados.

A transição para o novo modelo de renderização facilita o trabalho de otimização em motores gráficos complexos. Equipes de programação ganham margem para implementar texturas de altíssima resolução e efeitos de iluminação volumétrica sem estourar o orçamento de processamento da GPU. O ganho de eficiência térmica e computacional garante que o console mantenha temperaturas estáveis mesmo processando algoritmos de reconstrução mais avançados.

O potencial da ferramenta altera a dinâmica de criação para os desenvolvedores. O modo desempenho de Alan Wake 2 ilustra essa mudança de paradigma. O título roda a 60 quadros por segundo com resolução interna de 864p no PlayStation 5 Pro, mas entrega uma qualidade visual superior ao modo de 1270p a 30 quadros do console padrão. A eficiência do algoritmo permite que os estúdios priorizem a densidade de detalhes em vez de focar apenas na contagem bruta de pixels.

A substituição do upscaler original consolida a proposta de hardware do PlayStation 5 Pro. A tecnologia corrige as deficiências da primeira geração e estabelece um padrão de reconstrução de imagem mais robusto. A estabilidade visual alcançada em mais de 25 jogos testados indica que a ferramenta cumpre o objetivo de otimizar a experiência gráfica sem sacrificar a fluidez das partidas no ecossistema da marca.