Atriz Tae Kimura revela batalha contra depressão pós-parto e internação durante gravações de drama

Tae Kimura

Tae Kimura - Instagram

A atriz japonesa Tae Kimura, de 55 anos, compartilhou detalhes íntimos de sua experiência com a depressão pós-parto e os desafios enfrentados durante um período crucial de sua vida. As revelações ocorreram no programa “Ueda e as Mulheres que Uivam Profundamente à Noite SP”, exibido pela NTV no dia 1º de dezembro. Sua fala trouxe à tona a complexidade da conciliação entre a carreira artística e as pressões da maternidade.

Ela descreveu momentos de intensa auto-culpabilização, especialmente ao se deparar com as dificuldades de saúde e os compromissos profissionais. A atriz detalhou um período desafiador, incluindo uma ameaça de parto prematuro que a levou a uma prolongada internação hospitalar, impactando diretamente suas atividades profissionais.

Hospitalização e filmagens de drama interrompidas

Kimura relatou ter sido hospitalizada por sete meses devido a uma ameaça de parto prematuro, permanecendo acamada por oito meses. A situação ocorreu em meio às filmagens de um projeto dramático no qual ela era a protagonista, gerando uma interrupção inesperada na produção. Essa fase impôs uma pressão considerável sobre a atriz, que se viu em uma posição delicada entre sua saúde e suas responsabilidades profissionais.

As filmagens do drama foram paralisadas, e a equipe aguardava seu retorno, intensificando a sensação de culpa em Tae Kimura. Ela enviou diversas cartas de desculpas à produção, reiterando seu compromisso de retomar o trabalho após o nascimento de sua filha. A atriz sentia-se profundamente responsável pela paralisação do projeto e pela espera de todos os envolvidos.

A luta contra a culpa e as expectativas após o parto

Após o parto, Tae Kimura se viu diante de novas e complexas adversidades. Precisou retornar rapidamente ao set de filmagens, o que exigiu uma dieta rigorosa para recuperar a forma física necessária para o papel. Este período foi marcado por uma série de dificuldades que afetaram profundamente seu bem-estar físico e emocional, adicionando camadas de estresse à sua recuperação pós-parto.

A atriz enfrentou a perda da produção de leite materno e uma queda de cabelo significativa, eventos que a fizeram questionar sua capacidade como mãe. Ela se culpava constantemente por não conseguir amamentar ou atender às expectativas que tinha para si mesma na maternidade. A sensação de estar fracassando em algo tão fundamental para a criação de seu filho a deixou em um estado de profunda angústia.

As dificuldades relatadas por Tae Kimura incluem:

  • Hospitalização por sete meses devido a ameaça de parto prematuro.
  • Período de oito meses acamada, comprometendo a mobilidade e o bem-estar.
  • Necessidade de retornar às filmagens logo após o parto, impondo pressão física.
  • Início de dieta rigorosa para recuperar a forma física, afetando sua saúde.
  • Perda da produção de leite materno, gerando frustração e culpa.
  • Queda intensa de cabelo, um sintoma do estresse e das mudanças hormonais.
  • Constante sentimento de culpa e questionamento sobre sua capacidade como mãe.

Pressão para retomar o set e a questão do “fracasso materno”

Durante o programa, o apresentador Shinya Ueda, da dupla de comédia Cream Stew, questionou se ela não poderia ter comunicado sua condição à produção para o papel. Kimura explicou que a decisão de dar à luz e retornar ao set já estava tomada, com cerca de metade das filmagens já realizadas. A atriz sentia uma obrigação imensa de cumprir o compromisso e evitar maiores transtornos à equipe.

Ela descreveu o conflito interno entre as demandas do corpo e as exigências da carreira. Tinha engordado consideravelmente durante a gravidez e, ao mesmo tempo, desejava amamentar, o que se tornou inviável. “Eu me sentia uma mãe fracassada”, confessou Kimura, destacando a intensidade de sua luta emocional. A experiência reforça a complexidade das escolhas que muitas mulheres enfrentam ao conciliar aspirações profissionais e a realidade da maternidade.

Detalhes da vida pessoal e trajetória artística

Tae Kimura se casou com um homem que trabalha em uma agência de publicidade em junho de 2005. Sua primeira filha nasceu em fevereiro de 2008. Antes disso, em 2007, a atriz estava estrelando a série dramática “Shanghai Typhoon”, da NHK, quando descobriu a gravidez. A produção do drama foi adiada devido à sua saúde debilitada, um fato que demonstra o impacto de sua condição na indústria televisiva.

A coletiva de imprensa para anunciar a produção de “Shanghai Typhoon” acabou sendo realizada somente em junho de 2008, depois que a atriz já havia dado à luz. Essa cronologia evidencia os desafios logísticos e pessoais enfrentados por Kimura durante aquele período. Sua história lança luz sobre as expectativas impostas às mulheres na indústria do entretenimento, especialmente quando confrontadas com eventos significativos da vida pessoal, como a gravidez e a maternidade.

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