São Paulo

Testagem de Ebola descarta doença em paciente do Instituto Emilio Ribas; meningite é confirmada em SP

Ebola vírus
Foto: Ebola vírus - SyhinStas/ Istockphoto.com

Um paciente internado no Instituto de Infectologia Emilio Ribas, em São Paulo, teve o diagnóstico de Ebola descartado por exames recentes. O homem já apresentava um quadro suspeito que levou à investigação da doença infecciosa. Agora, o paciente recebeu o diagnóstico positivo para meningite.

O indivíduo, de 37 anos, foi incluído no protocolo de vigilância para Ebola após retornar de uma viagem recente à República Democrática do Congo (RDC). Este país tem regiões afetadas por um surto ativo da doença. Além da viagem, o homem apresentou febre, acionando o alerta das autoridades de saúde.

Detalhamento do diagnóstico confirmado

A testagem específica para Ebola foi realizada por meio de sequenciamento genético no Instituto Adolfo Lutz (IAL). Os resultados foram divulgados ao longo do fim de semana, confirmando o negativo para o vírus. Com essa conclusão, o caso de suspeita deverá ser oficialmente descartado pelas autoridades sanitárias.

Medidas de vigilância e outros casos descartados

O paciente testou positivo para meningite meningocócica no sábado, 30 de maio. Um segundo caso suspeito de Ebola no Brasil, investigado no Rio de Janeiro, também foi descartado no domingo, 31 de maio, e igualmente tratava-se de um quadro de meningite. A Secretaria de Saúde de São Paulo atualizou, na semana anterior, um documento com orientações sobre o surto de Ebola na RDC.

    As diretrizes detalham:

  • Medidas de vigilância aprimoradas.
  • Definição clara de caso suspeito.
  • Notificação imediata para agilizar ações.
  • Isolamento e manejo inicial de pacientes.
  • Fluxos assistenciais e investigação laboratorial no estado.

Avaliação de risco no Brasil

A Secretaria de Saúde de São Paulo reitera que o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul permanece muito baixo. Essa avaliação considera a dificuldade de transmissão do vírus. Além disso, a inexistência de voos diretos entre a região afetada da República Democrática do Congo e a América do Sul contribui para a baixa probabilidade.