A franquia Resident Evil completa três décadas sem nunca ter explorado o país onde nasceu. A Capcom, empresa japonesa responsável pela série, ainda não levou os horrores zumbis para cenários nipônicos. O produtor Masato Kumazawa abriu a porta para essa mudança.
O comentário surgiu em entrevista recente ao Futaman. Kumazawa confirmou que a ideia circula entre a equipe há algum tempo. Ele destacou que o time de desenvolvimento, baseado principalmente no Japão, já pensou nessa possibilidade diversas vezes. O Japão segue fora da lista de locações até o momento, mas o produtor não descarta o futuro.
Equipe reflete sobre cenário local há anos
Masato Kumazawa atua como produtor de Resident Evil Requiem, o mais recente título principal da saga. Na conversa, ele reconheceu o curioso vazio na história da franquia. Apesar de criada no Japão, a série visitou Estados Unidos, Europa, África e até a Antártida em diferentes capítulos, mas nunca o território nacional.
Kumazawa explicou que o tema já passou pela cabeça de fãs japoneses e também dos próprios desenvolvedores. “Acho que uma ambientação japonesa é algo que todo fã japonês de Resident Evil já pensou a respeito, e eu mesmo já considerei isso”, disse ele. A proximidade cultural e a base da equipe reforçam o interesse interno.
O produtor evitou dar prazos ou confirmações concretas. Ele reforçou que a série mantém flexibilidade na linha do tempo e nas escolhas de cenário para cada novo jogo.
Requiem segue como prioridade atual da Capcom
Resident Evil Requiem chegou em fevereiro de 2026 e se tornou o nono título principal da franquia. O game retorna a Raccoon City com a agente do FBI Grace Ashcroft como nova protagonista ao lado de Leon S. Kennedy. As vendas superaram sete milhões de cópias pouco após o lançamento.
A Capcom mantém o foco total no suporte e expansão de Requiem. Por enquanto, não existe anúncio oficial sobre o próximo jogo principal. Kumazawa indicou que decisões sobre ambientação futura dependem do título específico em desenvolvimento.
O comentário sobre o Japão surge em momento de crescimento para a série. Requiem trouxe mecânicas atualizadas de survival horror e narrativa centrada em personagens novos e clássicos.
Silent Hill f mostra caminho recente de horror japonês
A conversa ganha contexto com o lançamento de Silent Hill f, outro grande nome do terror japonês. O título da Konami trouxe uma história ambientada no interior do Japão, na cidade fictícia de Ebisugaoka, inspirada em áreas reais de Gifu. O game de 2025 recebeu elogios pela recriação autêntica de cenários locais nos anos 1960.
A comparação aparece naturalmente. Enquanto Silent Hill f mergulhou em raízes japonesas, Resident Evil continuou com locações internacionais. Kumazawa mencionou a ironia dessa diferença em meio à origem compartilhada das duas franquias.
Fãs já especulam como um Resident Evil no Japão poderia explorar elementos culturais. Templos, grandes cidades modernas ou áreas rurais oferecem potencial para novas ameaças e puzzles. O produtor não detalhou essas ideias.
- Resident Evil Requiem disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC
- Capcom prioriza suporte contínuo ao título lançado em fevereiro de 2026
- Equipe de desenvolvimento baseada principalmente no Japão
- Franquia completa 30 anos sem cenário nipônico
- Silent Hill f usou ambientação japonesa em 2025 com boa recepção
O que muda para o futuro da série
A declaração de Kumazawa mantém o tom cauteloso típico da Capcom em anúncios. A empresa evita compromissos prematuros sobre projetos não revelados. Ainda assim, a abertura sobre o Japão anima a comunidade que acompanha a saga desde os anos 1990.
Jogadores debatem há tempos a ausência de cenários locais. Alguns argumentam que elementos da cultura japonesa poderiam enriquecer o terror psicológico da franquia. Outros preferem a tradição de locações ocidentais que marcou os clássicos.
A flexibilidade da linha do tempo permite que cada novo Resident Evil conte sua própria história. Requiem reforçou esse caminho ao focar em consequências do incidente de Raccoon City anos depois.
Ficha técnica de Resident Evil Requiem
O jogo atual serve como base para entender o estado da franquia. Desenvolvido pela Capcom, ele traz mecânicas refinadas de exploração, combate e gerenciamento de recursos. A narrativa mescla nostalgia com novos personagens.
- Plataformas: PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC
- Lançamento: 27 de fevereiro de 2026
- Produtores: Masachika Kawata e Masato Kumazawa
- Gênero: Survival horror
- Modo: Single-player
- Vendas iniciais: mais de sete milhões de cópias
Especialistas observam que um possível título futuro no Japão provavelmente manteria o foco em ambientação contemporânea. Kumazawa já mencionou em outras ocasiões a preferência da equipe por cenários modernos, que facilitam a imersão dos jogadores.
A conversa com o Futaman abre espaço para discussões sem definir cronograma. A Capcom continua a entregar conteúdo para Requiem enquanto avalia próximos passos da série.

