Lutador do UFC Daniel Rodriguez conta detalhes de oito meses preso em Tijuana com líder de cartel

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Daniel Rodriguez

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Daniel Rodriguez passou oito meses preso em uma penitenciária de Tijuana, no México. O lutador do UFC, atualmente o 15º colocado no ranking dos meio-médios, foi detido ao tentar cruzar a fronteira com 27 gramas de maconha na mochila. A prisão ocorreu logo após uma vitória sobre Kevin Holland no UFC 319, em San Diego.

O americano decidiu estender a comemoração em Tijuana durante um fim de semana. A maconha, legal na Califórnia, configura crime federal grave ao cruzar a fronteira para o México. Rodriguez enfrentou ameaças iniciais de longa pena, mas acabou liberado após o período. Ele compartilhou os detalhes com Joe Rogan em seu podcast.

Guarda reconheceu lutador do UFC logo na chegada

Um guarda da prisão identificou Rodriguez assim que ele chegou algemado. O funcionário pediu uma foto com o atleta. Outros detentos notaram a movimentação e questionaram quem era o novo preso. Rodriguez descreveu o momento como surreal dentro do ambiente carcerário.

Ele passou os primeiros dez dias em uma cela de triagem coletiva. O espaço era apertado e cheio de insetos. Rodriguez relatou ter ficado coberto de picadas durante esse período inicial de adaptação.

Um guarda ofereceu transferência para local melhor mediante pagamento de US$ 7.000. Antes da negociação avançar, outro detento avisou que alguém viria buscá-lo. Horas depois, guardas o transferiram para o terceiro andar de outro prédio.

Líder de cartel comandava ala especial da prisão

Uma cortina isolava o andar inteiro. Ao entrar, Rodriguez encontrou um detento que se apresentou como chefe de cartel. O homem confirmou que controlava aquela seção da unidade prisional. Ele tinha televisão, PlayStation e várias comodidades na cela.

O líder cobrou US$ 3.000 para que Rodriguez se tornasse seu companheiro de cela. Além do pagamento, o lutador atuou como segurança pessoal do cartel durante os oito meses. Os dois dividiram o espaço e o pátio.

  • Rodriguez acompanhava o chefe em deslocamentos pelo pátio
  • O cartel fornecia proteção mútua dentro da unidade
  • O líder enfrentava acusações graves por se passar por funcionário público
  • A cela contava com itens eletrônicos e facilidades incomuns
  • O acordo durou todo o período de prisão do lutador

Rodriguez disse que confiava na relação. Ele percebia as intenções das pessoas com rapidez no ambiente prisional. O convívio, segundo ele, trouxe sensação de segurança relativa.

Retorno ao UFC acontece em evento principal na Sérvia

Dois meses após a libertação, Rodriguez disputa o evento principal do UFC Belgrado. Ele enfrenta o sérvio Uros Medic no dia 1º de agosto, na primeira edição da organização no país. A luta vale pela categoria dos meio-médios e tem cinco rounds.

O combate marca o retorno de Rodriguez após mais de um ano. Ele venceu Kevin Holland em julho de 2025 e acumulou três vitórias seguidas antes da prisão. Medic, por sua vez, vem de nocaute sobre Geoff Neal em fevereiro.

A promoção destaca o confronto como principal atração da card em Belgrado. Rodriguez chega motivado após o tempo perdido. Ele mencionou em entrevistas que a experiência o deixou mais focado para a sequência na carreira.

Detalhes da detenção envolvem fronteira entre EUA e México

Rodriguez comemorava a vitória sobre Holland quando decidiu viajar para Tijuana. A detenção ocorreu exatamente na fronteira. Autoridades mexicanas consideraram o porte como tráfico, o que elevou a gravidade do caso.

Ele permaneceu incomunicável nos primeiros dias. A família e a equipe de gerenciamento só confirmaram a situação após algum tempo. O UFC não se manifestou publicamente sobre o episódio durante a prisão.

O lutador de origem mexicana cresceu em Los Angeles em contexto de rua e sistema prisional. Ele já havia passado por outras detenções menores antes da carreira no UFC. A experiência recente, porém, foi a mais longa e complexa.

Preparação física continuou mesmo atrás das grades

Rodriguez manteve rotina de treinos durante os oito meses. Imagens compartilhadas por ele após a libertação mostram exercícios dentro da prisão. Ele afirmou que a estrutura mental ajudou a preservar o condicionamento.

O retorno ao octógono representa recomeço. Aos 39 anos, o americano busca manter posição no ranking e subir na divisão. O confronto contra Medic ganha peso extra por ser em território europeu e como main event.

Especialistas do MMA acompanham como a ausência afetou o ritmo do lutador. Rodriguez insiste que saiu mais forte e determinado. O cartel, segundo seu relato, não interferiu diretamente em sua rotina de exercícios.

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