Mauricio Pochettino assumiu o comando do USMNT em setembro de 2024. O argentino prometeu desde o primeiro dia que o time precisava sonhar grande. Ele afirmou que a seleção americana podia vencer jogos e até a Copa do Mundo. Agora, com o torneio de 2026 prestes a começar em solo americano, o técnico vive o momento mais importante de seu ciclo.
O caminho até aqui teve altos e baixos. Pochettino herdou um grupo que vinha de desempenho irregular. Ele buscou mudar a mentalidade dos jogadores e implantar uma cultura de compromisso total. O trabalho incluiu vitórias expressivas, derrotas dolorosas e um processo de renovação no elenco.
Apresentação marcante em Nova York
Pochettino foi oficializado em um evento em Nova York. Vestido de terno azul com o pin da federação americana, ele não hesitou em falar alto. O treinador declarou que o time precisava acreditar em conquistas grandes. Essa mensagem se repetiu ao longo dos meses seguintes.
A estreia no comando aconteceu em outubro de 2024. O USMNT venceu o Panamá por 2 a 0 em Austin, no Texas. A torcida sentiu empolgação imediata. Dias depois, porém, veio a derrota para o México com time alternativo. O início já mostrava que o caminho não seria linear.
Resultados mistos marcam o período inicial
O técnico alternou bons momentos com tropeços. Em novembro de 2024, a equipe bateu a Jamaica em dois jogos. Em janeiro de 2025, com muitos jogadores da MLS, goleou Venezuela e Costa Rica. O placar combinado foi de 6 a 1. Parecia que o projeto ganhava força.
Em março de 2025, o time caiu na Nations League. Perdeu para o Panamá nos acréscimos e depois para o Canadá. Pochettino cobrou atitude e garra. Ele reforçou que a camisa sozinha não ganha jogos. Era preciso lutar em cada duelo.
- Vitória por 2-0 contra o Panamá na estreia
- Derrotas para México e Canadá em sequência
- Goleadas contra Jamaica, Venezuela e Costa Rica
- Eliminação precoce na Gold Cup sem principais estrelas
- Sequência invicta no final de 2025 com vitória por 5-1 sobre o Uruguai
Reset cultural durante a Gold Cup
A Gold Cup de 2025 serviu como laboratório. Muitos titulares estavam ausentes por lesão ou descanso. Christian Pulisic, Weston McKennie e outros desfalcaram o grupo. Pochettino usou o torneio para definir padrões de dedicação. Quem não se entregasse não teria lugar.
A seleção chegou à final, mas perdeu para o México. O técnico valorizou o esforço dos jogadores convocados. Ele destacou que o foco precisava ser total quando se vestia a camisa nacional. Essa cobrança ajudou a formar a base para 2026.
Recuperação e preparação final
Depois de oscilações, o USMNT teve sequência positiva. Empatou com o Japão e venceu Equador, Austrália, Paraguai e Uruguai. A goleada por 5 a 1 sobre o Uruguai fechou 2025 em alta. Em 2026, o time perdeu para Bélgica e Portugal em amistosos, mas reagiu com vitória por 3 a 2 sobre o Senegal no início da preparação.
Pochettino anunciou o elenco de 26 jogadores para a Copa. O grupo mescla veteranos da Copa de 2022 com estreantes. Tim Ream foi escolhido capitão. Christian Pulisic segue como principal referência no ataque. O treinador aposta na mistura de experiência e juventude.
Legado de Pochettino em jogo
O argentino viveu frustração como jogador na Copa de 2002. A Argentina caiu na fase de grupos após derrota para a Inglaterra. Como treinador, ele quer reescrever essa história com os Estados Unidos. Seu discurso insiste na ideia de “ser realista e fazer o impossível”.
A Copa de 2026 será especial por ser sediada nos EUA, Canadá e México. O USMNT joga em casa com apoio da torcida. Pochettino sabe que o objetivo principal é fazer o país acreditar que pode competir no mais alto nível. O resultado final depende de como o time reagir dentro de campo.
O técnico mantém o tom otimista. Ele pede que todos acreditem no projeto. Com o torneio prestes a começar, a pergunta que fica é se essa crença se transformará em desempenho dentro das quatro linhas.

