Thomas Tuchel pode deixar Jude Bellingham no banco da Inglaterra na estreia contra a Croácia

Jude Bellingham

Jude Bellingham - Instagram/judebellingham

Jude Bellingham chega à Copa do Mundo como o grande nome da Inglaterra. O meia do Real Madrid veste a camisa 10 e é o rosto da campanha da adidas ao lado de Timothée Chalamet. Mesmo assim, Thomas Tuchel estuda deixá-lo como opção no banco para o jogo de estreia contra a Croácia, marcado para 17 de junho em Dallas.

Morgan Rogers, do Aston Villa, vive boa fase e ganhou espaço nas últimas convocações. O técnico alemão abriu competição direta pela posição atrás de Harry Kane. Bellingham ainda precisa mostrar ao comandante que merece a titularidade desde o início.

Talento inegável desde cedo

O meio-campista surgiu no Birmingham City e logo chamou atenção. Aos 19 anos, já atuava com naturalidade na Copa de 2022. No Borussia Dortmund, liderou o time perto do título alemão antes de uma lesão. A transferência para o Real Madrid veio com grande expectativa. Zidane ajudou a selar o acordo ao convidá-lo para a final da Champions de 2022.

  • Chegou ao Bernabéu e marcou em estreias na La Liga, Champions e Clásico.
  • Fez 23 gols e 13 assistências na primeira temporada, eleito melhor jogador da liga.
  • Conquistou La Liga e a Copa do Rei com o clube espanhol.

O auge recente veio na Euro 2024. O gol de bicicleta contra a Eslováquia, aos 95 minutos, salvou a Inglaterra e virou ícone. Aquela foi a última grande atuação em momentos decisivos.

Queda de desempenho recente

Lesões atrapalharam o ritmo. Problemas no ombro o limitaram e exigiram cirurgia no meio do ano passado. No Real Madrid, a chegada de Kylian Mbappé mudou o papel de Bellingham. Ele passou a atuar mais como volante e menos como finalizador. Na última temporada, foram apenas nove gols e seis assistências no total.

Pela seleção, o jejum de gols já dura desde outubro de 2024. São poucos jogos desde então. Tuchel observou queda na confiança no terço ofensivo. O treinador prefere montar o time com jogadores em suas melhores posições.

O alemão testou Morgan Rogers em várias ocasiões durante as eliminatórias. O jogador do Aston Villa mostrou criatividade e consistência. Mesmo sem muitos gols, ele atua como verdadeiro número 10. Tuchel já comentou publicamente sobre a disputa aberta entre os dois.

Questões de atitude também pesam

Bellingham joga com intensidade e às vezes extrapola. Um episódio contra o Senegal, em junho do ano passado, gerou debate. Ele reagiu com raiva a uma decisão de VAR. Tuchel reconheceu a “borda” que o jogador traz, mas pediu canalização para o adversário. O técnico mencionou até a opinião da própria mãe sobre o comportamento em campo.

Bellingham ficou fora de alguns treinos e jogos por recuperação. Voltou em novembro e foi titular em alguns compromissos, mas saiu substituído em um deles com gesto de insatisfação. O treinador reforçou que decisões precisam ser aceitas. Ian Wright defendeu o meia e atribuiu parte das críticas a outros fatores.

Dilema para a estreia em Dallas

A Inglaterra abre o Grupo L contra a Croácia no dia 17 de junho. Tuchel tem uma escolha importante. Colocar o talento de Bellingham desde o início ou optar pela forma atual de Rogers? O meia do Real Madrid ainda pode decidir o torneio com atuações de alto nível. Mas o momento pede equilíbrio.

O camisa 10 da seleção britânica segue como peça central nos planos. Sua presença no elenco já está confirmada. O que está em aberto é o onze inicial para o duelo que vale os primeiros pontos no Mundial.

  • Inglaterra enfrenta Croácia, Gana e Panamá na primeira fase.
  • Jogo de abertura ocorre em Dallas, nos Estados Unidos.
  • Tuchel busca o título que escapou na Euro 2024.

O técnico alemão quer um meio-campo equilibrado. Bellingham tem o pedigree para brilhar, mas precisa reconquistar a confiança total do comandante. A torcida inglesa aguarda para ver qual versão do jogador aparecerá em campo.

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