Goretzka afirma que Alemanha não entra como favorita ao título da Copa do Mundo

Leon Goretzka

Leon Goretzka - Vitalii Vitleo/ shutterstock.com

O meio-campista Leon Goretzka afirmou que a Alemanha não integra o grupo de principais seleções candidatas ao título da Copa do Mundo de 2026. Em entrevista oficial à Fifa, o jogador do Bayern de Munique comentou sobre o atual estágio da equipe nacional e relembrou o histórico recente do país no torneio. A manifestação ocorre no momento em que a delegação alemã finaliza sua preparação em solo norte-americano, após fechar o ciclo de amistosos preparatórios com uma vitória por 2 a 1 diante dos Estados Unidos.

A ponderação do atleta reflete o desempenho oscilante da tetracampeã mundial nas últimas temporadas. O elenco comandado pela comissão técnica tenta superar o impacto de duas eliminações consecutivas ainda na fase de grupos, registradas nas edições de 2018, na Rússia, e de 2022, no Catar. Para o volante, o retrospecto recente impede que o grupo se posicione no mesmo patamar de outras potências globais que chegam consolidadas ao torneio.

Histórico de eliminações precoces pesa na avaliação de meio-campista

Leon Goretzka esteve presente nos elencos que sofreram quedas precoces nos últimos dois mundiais e reconhece o peso desses resultados na percepção pública e interna. Na visão do meio-campista, a cobrança por desempenho existe, mas os resultados de campo nos últimos anos alteraram o patamar da equipe no cenário internacional. O jogador expressou que sua preferência pessoal seria estar sob o rótulo de principal força da competição, algo próximo da realidade que vivencia cotidianamente em seu clube, onde o sarrafo de exigência é alto.

  • Queda na primeira fase do Mundial da Rússia em 2018 após derrota para a Coreia do Sul
  • Eliminação precoce no Catar em 2022 em grupo que tinha Japão e Espanha
  • Oscilação no ciclo preparatório europeu com trocas na comissão técnica
  • Necessidade de reformulação tática e inserção de jovens promessas na equipe titular

A transição geracional pela qual passa a seleção da Alemanha também influenciou o rendimento nos compromissos oficiais da Europa. Diante desse cenário de reconstrução, o atleta prega um choque de realidade para que o grupo consiga trabalhar sem o peso de expectativas irreais. Ele pontuou que a honestidade sobre as atuais limitações coletivas é o primeiro passo para construir uma campanha sólida nos gramados norte-americanos.

Posição no ranking da Fifa reflete momento da seleção alemã

Os números oficiais da federação internacional corroboram a análise feita pelo jogador do Bayern de Munique. Atualmente, a Alemanha ocupa a décima colocação no ranking geral de seleções da Fifa, ficando atrás de concorrentes diretos que ostentam maior regularidade no ciclo atual. Essa distância estatística corrobora a percepção de que o país inicia o torneio em uma prateleira inferior aos principais concorrentes ao troféu.

A lista de seleções que superam a Alemanha na amostragem oficial inclui rivais tradicionais e surpresas recentes do futebol mundial. A liderança e as posições subsequentes estão preenchidas por equipes que apresentaram desempenho superior nos torneios continentais:

  1. Argentina
  2. Espanha
  3. França
  4. Inglaterra
  5. Portugal
  6. Brasil
  7. Marrocos
  8. Holanda
  9. Bélgica

Ficar atrás de nove nações na listagem técnica modifica a postura histórica dos alemães, acostumados a capitanear o favoritismo nas bolsas de apostas e análises de especialistas. O meio-campista admitiu que a conjuntura atual difere drasticamente daquela encontrada pelo país em competições anteriores, quando a base campeã de 2014 ditava o ritmo do futebol global.

Mudança de postura pode blindar o elenco durante a competição

A ausência do rótulo de equipe a ser batida é encarada por Leon Goretzka como uma oportunidade de crescimento interno para os convocados. O jogador avalia que internalizar e aceitar essa condição de postulante correndo por fora pode tirar a pressão excessiva dos ombros dos atletas mais jovens. A estratégia passa por focar na evolução jogo a jogo, transformando o ceticismo externo em combustível para surpreender os adversários ao longo das fases eliminatórias.

O discurso busca alinhar a forte cobrança da torcida alemã com a realidade técnica apresentada nos gramados. Mesmo sem o favoritismo destacado, o peso da camisa tetracampeã mantém o país sob vigília constante da imprensa internacional. O elenco tenta canalizar o foco exclusivamente nos treinamentos táticos, ajustando o sistema defensivo que apresentou falhas na reta final de preparação.

Foco na estreia e ajustes após o último amistoso internacional

A vitória recente no amistoso contra os Estados Unidos deu indícios dos caminhos táticos que a Alemanha pretende adotar na primeira fase. O triunfo por 2 a 1 serviu para testar variações no setor de criação, onde o próprio Leon Goretzka disputa espaço na formação inicial. A comissão técnica aproveitou a atividade para corrigir o posicionamento de transição defensiva, setor bastante criticado pelos analistas locais durante a fase de eliminatórias e amistosos na Europa.

A comissão técnica trabalha para garantir o equilíbrio emocional do grupo na estreia da competição. O objetivo principal é pontuar logo no primeiro confronto para evitar a ansiedade que custou caro nas estreias de 2018 e 2022, quando tropeços iniciais desestabilizaram o planejamento do país. O grupo se diz pronto para lidar com o ambiente adverso e provar que a tradição em torneios de tiro curto pode se sobrepor ao momento irregular.

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