Luiz Eduardo Baptista, o Bap, mandatário do Flamengo, esclareceu as razões que o levam a empregar o termo “Real Madrid das Américas” ao descrever o time carioca. Durante declarações concedidas ao portal Uol, o dirigente rechaçou a ideia de que a denominação represente soberba e rebateu os questionamentos direcionados à analogia com a agremiação da Espanha.
O dirigente iniciou pontuando que tais visões são bobagens e que muitos enxergam prepotência onde não existe. Conforme explicou o executivo, a intenção é espelhar-se em uma instituição que nunca esqueceu seu passado e que conseguiu se modernizar com o passar dos anos mantendo-se no topo do futebol mundial.
Bap complementou afirmando que o clube do Rio de Janeiro evoluiu de forma independente, transformando seu potencial esportivo e institucional em receitas financeiras expressivas. O presidente destacou que o cenário atual carece de análises mais densas, motivo pelo qual os apontamentos superficiais vindos de fora não afetam o ambiente interno.
A menção original envolvendo o clube europeu ocorreu na metade do ano passado, em um momento posterior à assinatura do vínculo de parceria comercial firmado entre o Rubro-Negro e a empresa de apostas Betano.
Naquela oportunidade, o mandatário declarou o desejo de alcançar o patamar da equipe espanhola no continente americano, reforçando que a frase funciona como um reconhecimento ao sucesso administrativo dos europeus. Ele ponderou que, embora os mercados econômicos operem em escalas distintas, a agremiação carioca avança de maneira sólida dentro do território nacional e sul-americano.
O dirigente ainda comentou sobre a dinamicidade do futebol internacional, questionando as transformações que podem ocorrer no cenário esportivo em um horizonte de uma década. Ele encerrou em tom descontraído, mencionando que estabelecer metas ambiciosas exige o mesmo empenho que objetivos modestos, justificando o foco nos patamares mais elevados do esporte.
A partir daquele momento, o posicionamento passou a receber contestações e tom de deboche por parte de dirigentes adversários, incluindo Leila Pereira, que comanda o Palmeiras. A convivência entre os mandatários apresenta atritos recorrentes nos bastidores, motivados especialmente pela disputa esportiva das equipes nas temporadas recentes, divergências sobre a utilização de pisos artificiais nos estádios e negociações de direitos de mídia ligadas à formação da Libra.
No decorrer desta temporada, a dirigente palmeirense voltou a demonstrar descontentamento com as afirmações de Luiz Eduardo Baptista a respeito do status internacional pretendido pelo clube do Rio de Janeiro.
A mandatária alviverde declarou, em pronunciamento aos canais oficiais de comunicação do clube paulista, que existem contradições nas cobranças por padrões semelhantes aos do futebol inglês, especialmente quando as discussões envolvem cotas de televisão. Em tom crítico, ela afirmou que o rival se coloca como uma junção das maiores potências do futebol da Europa, classificando ainda como infundadas e sem embasamento técnico as contestações feitas ao modelo de campo sintético utilizado em São Paulo.

