O Estádio Azteca, na Cidade do México, recebe nesta quinta-feira (11) o pontapé inicial da Copa do Mundo 2026. O icônico palco mexicano sediará o jogo de abertura entre as seleções do México e da África do Sul, às 16h (horário de Brasília), e uma cerimônia de abertura repleta de música e cultura local.
A Fifa preparou um espetáculo de cerca de 90 minutos antes da partida. O show celebra a herança mexicana por meio de ritmos tradicionais e contemporâneos, com dança e manifestações artísticas que representam a identidade do país-sede. Entre os artistas confirmados estão Shakira (que interpreta o hino oficial “Dai Dai” ao lado de Burna Boy), Alejandro Fernández, Belinda, Danny Ocean, J Balvin, Lila Downs, Los Ángeles Azules, Maná e Tyla.
O Azteca se tornará o primeiro estádio do mundo a receber três aberturas de Copa do Mundo, repetindo o papel que cumpriu em 1970 e 1986. Essa marca reforça o peso histórico do torneio para o México, que abre a competição em casa antes das cerimônias menores nos outros países-sede, Canadá e Estados Unidos.
A edição 2026 será a maior da história: 48 seleções, 104 jogos e 16 cidades-sede distribuídas pelos três países anfitriões. A final está prevista para 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova York–Nova Jersey.
Preparativos e contexto na Cidade do México
Nas últimas horas, protestos de professores e outros grupos sociais bloquearam acessos próximos ao estádio, mas as autoridades garantem que a segurança está reforçada e o evento ocorrerá normalmente. A presidente Claudia Sheinbaum pediu manifestações pacíficas e confirmou que o jogo de abertura será realizado sem interrupções.
O Azteca, com capacidade para cerca de 87 mil torcedores, passou por reformas recentes que incluíram novos assentos, áreas VIP e melhorias de infraestrutura para receber o Mundial.
O que o evento representa
A abertura no México destaca a paixão pelo futebol na América Latina e a capacidade da região de organizar grandes eventos. Diferente das Copas anteriores, a divisão em três países-sede permite que cada nação tenha seu momento de celebração inicial, ampliando o alcance simbólico do torneio.
O show não só lança o álbum oficial da competição como também une gerações de fãs através de artistas de diversos estilos latinos e globais. Para os mexicanos, é a chance de reviver a emoção de 1970 e 1986 em um estádio lendário.
A bola rola logo após o espetáculo, com o México buscando um bom início contra a África do Sul em um Grupo A que promete equilíbrio.

