Federação da Tunísia demite treinador Sabri Lamouchi após vexame de 5 a 1 contra a Suécia no Mundial

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Sabri Lamouchi Foto: Sabri Lamouchi - Cosmin Iftode/ shutterstock.com

A goleada sofrida para a seleção da Suécia no último domingo foi o estopim para o encerramento do ciclo de Sabri Lamouchi no comando técnico. A notícia da demissão foi revelada inicialmente pelo jornalista francês Romain Molina, ganhando confirmação rápida por parte de outros repórteres e agências de notícias pelo mundo. A decisão drástica foi tomada durante uma reunião emergencial realizada logo após o fim da partida em Monterrey, no México, confronto que marcou a abertura do Grupo F da competição. O técnico havia assinado um contrato de trinta meses com a Federação Tunisiana de Futebol (FTF) em janeiro, mas a pressão por resultados no maior palco do esporte abreviou o projeto de longo prazo.

O cenário atual aponta que Wahbi Khazri, ex-atacante e membro da comissão técnica, assuma o cargo de treinador interino para a sequência do torneio internacional. O próximo desafio da equipe africana será diante do Japão, marcado para o domingo, dia 21, à 1h da manhã pelo fuso horário de Brasília, retornando ao gramado do estádio El Gigante de Acero, na cidade mexicana de Monterrey. Já a última partida desta fase de grupos colocará os tunisianos frente a frente com a seleção da Holanda, no dia 25, a partir das 20h (horário de Brasília), em confronto decisivo agendado para Kansas City, nos Estados Unidos.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa da Tunísia, o clima de tensão se estendeu para fora das quatro linhas, resultando em um grave tumulto após o apito final. A confusão envolveu um filho de Sabri Lamouchi e um torcedor da seleção, que acabou sendo agredido por membros da equipe de segurança presente no local. É importante destacar que o familiar do agora ex-técnico não ocupa nenhum cargo oficial dentro da comissão técnica ou na estrutura administrativa da federação de futebol do país africano, o que gerou ainda mais questionamentos sobre sua presença na área restrita.

O trabalho do treinador no banco de reservas da equipe nacional foi marcado pela brevidade e por números muito abaixo do esperado para uma nação que busca consolidação no cenário global. O histórico aponta apenas cinco partidas oficiais disputadas, resultando em uma única vitória, um empate e três derrotas. O triunfo solitário aconteceu logo na estreia, quando superaram o Haiti por 1 a 0, seguido por uma igualdade sem gols diante do Canadá. A partir desse momento, o time engatou uma sequência negativa, perdendo para a Áustria por 1 a 0, sofrendo uma goleada de 5 a 0 da Bélgica e, por fim, o revés de 5 a 1 para os suecos. O saldo final escancara a fragilidade tática do sistema, com apenas dois gols marcados e impressionantes onze tentos sofridos.

Detentor de dupla cidadania franco-tunisiana, o profissional construiu sua carreira à beira do campo dirigindo clubes de peso no futebol europeu e asiático, como Rennes, Nottingham Forest, Cardiff City e Al-Riyadh. Antes de atuar com a prancheta, ele teve uma trajetória reconhecida como meio-campista da seleção da França. No cenário de seleções, esta não foi sua primeira experiência frustrada em um Mundial, visto que ele comandou a Costa do Marfim durante a Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil, onde a equipe africana também não conseguiu avançar e acabou eliminada precocemente ainda na fase de grupos da competição.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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