O governo de Gana tomou uma medida judicial no Canadá nesta segunda-feira (16) com o objetivo de garantir a entrada do meio-campista Thomas Partey no país. A ação busca permitir que o atleta participe da partida de estreia de sua seleção na Copa do Mundo, agendada para esta quarta-feira contra o Panamá, na cidade de Toronto.
A solicitação de visto para o jogador foi negada pelas autoridades canadenses. A restrição se baseia em um processo judicial em andamento no Reino Unido, onde Partey enfrenta acusações relacionadas a estupro e agressão sexual.
Diante da urgência imposta pela proximidade do confronto, a representação ganesa pediu a emissão de um visto provisório para Partey. Contudo, não há garantias de que a decisão será proferida a tempo para a partida, conforme revelado pela emissora CBC, do Canadá.
A recusa do governo canadense em permitir a entrada do jogador desencadeou, inclusive, uma controvérsia diplomática. No fim de semana, o ministério das relações exteriores de Gana emitiu um comunicado, qualificando a deliberação como “arbitrária e extremamente injusta”, já que se apoia em alegações que ainda não foram confirmadas.
Atualmente, o jogador, que atua pelo Villarreal e teve passagem pelo Arsenal, está integrado à preparação da equipe de Gana nos Estados Unidos. A delegação está programada para embarcar em direção ao Canadá nesta terça-feira.
Em contraste, a autorização de entrada de Thomas Partey nos Estados Unidos se fundamentou em uma avaliação individual do caso e na ausência de condenação judicial. É importante notar que, apesar de sete acusações, o atleta ainda aguarda o desfecho do julgamento na justiça inglesa, o que significa que, legalmente, ele não possui uma sentença condenatória. Este cenário ressalta a diferença de abordagens entre países em relação a viajantes com processos criminais pendentes, onde a presunção de inocência até a condenação final pode influenciar decisões migratórias.

