Site esportivo dos EUA destaca hino do Brasil como obra-prima e o melhor entre os da Copa

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Seleção do Brasil Foto: Seleção do Brasil - Rafael Ribeiro e Nelson Terme/CBF

A emblemática melodia e os versos que iniciam o Hino Nacional Brasileiro, reconhecidos instantaneamente por qualquer cidadão, transcendem os ritos oficiais para evocar profunda emoção, especialmente antes de grandes competições. Essa ligação emocional intensa do público com a canção pátria foi agora realçada por uma notável classificação. Após a rodada inicial da Copa do Mundo, o portal americano “The Athletic”, ligado ao renomado New York Times, avaliou as composições de todas as 48 nações participantes e concedeu ao hino do Brasil o título de “obra-prima”, elegendo-o como o melhor do torneio.

A letra, de autoria de Joaquim Osório Duque Estrada, e a melodia de Francisco Manoel da Silva receberam exaltações específicas, com destaque para a “gloriosa introdução orquestral de 28 segundos”. Embora o artigo mencione a densidade de palavras cantadas em um ritmo acelerado nos 1 minuto e 48 segundos da execução, ele ressalta os versos que evocam “não temer a batalha”, a imagem de “um colosso destemido” e a referência à “pátria amada”.

Com uma pontuação de 9 em 10 no quesito impacto emocional, esta composição do ano de 1831 é reconhecida globalmente como um dos mais notáveis hinos, sendo o trecho “Brasil, um sonho intenso, um raio vívido de amor e de esperança à terra desce” citado como o de maior poder evocativo.

A análise do “The Athletic” enfatiza, já em sua abertura, que a observação possui um caráter subjetivo, mas defende a existência de uma “certa lógica sobre o que faz um bom hino nacional”. O principal objetivo seria identificar “canções emocionantes e apaixonadas, com as quais jogadores e torcedores realmente se envolvam” e que, “independentemente da nacionalidade, façam você querer se levantar e gritar”.

A avaliação apresenta ainda exemplos de canções consideradas medianas que ganham magnitude pela fervorosa interpretação dos torcedores, como os hinos dos Estados Unidos e da Escócia. Em contrapartida, o hino da Inglaterra amargou a última posição do ranking, descrito como “horrível” por sua “pompa cerimonial enfadonha” e uma “melodia que se arrasta impiedosamente”. A melodia da Jordânia, com seus 33 segundos de notas repetitivas, foi criticada pela desafinação dos atletas. Já os símbolos de Espanha e Bósnia e Herzegovina são pontuados pela ausência de letra.

Na região sul-americana, o cântico do Paraguai foi posicionado em 32º lugar, descrito como “agradável, mas não exatamente memorável”, e com uma “divertida introdução musical”. Uruguai, Argentina e Equador conquistaram a nona, sétima e sexta colocações, respectivamente. O hino que precede a seleção uruguaia é comparado a uma produção de “O Mágico de Oz”, por sua “genuína jornada musical de alegria”. A música argentina, assim como a equatoriana, é enaltecida por sua forte carga emocional.

O hino da Colômbia aparece na quarta posição, recebendo a qualificação de “magnífico”. Escrita pelo ex-presidente Rafael Nuñez, a letra em formato de poema celebra a independência do país, acompanhada de uma “longa introdução de trompetes vibrantes”. O verso “Independência!, clama o mundo americano; banhada pelo sangue dos heróis, a terra de Colombo” é apontado como o mais impactante da composição.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

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