Canto ‘É, em 58, foi Pelé’: a história e o impacto da celebração que ecoa nos estádios do mundo pelos gritos brasileiros

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Pelé e Jairzinho comemoram gol pela Seleção Brasileira

Pelé e Jairzinho comemoram gol pela Seleção Brasileira - Divulgação FIFA

Milhões de brasileiros conhecem de cor as letras que reverenciam as conquistas da Seleção Canarinho. O refrão “É, em cinco-oito, foi Pelé, em meia-dois, foi o Mané” transcendeu as arquibancadas, transformando-se em um hino não oficial do futebol nacional. Essa melodia simples, mas poderosa, conta a história dos cinco títulos mundiais do Brasil, celebrando os feitos de seus maiores ídolos com uma energia contagiante que ressoa em cada partida.

A melodia inconfundível que embala a torcida nacional

A canção popular dos estádios tem uma estrutura melódica e rítmica que cativa imediatamente. Sua cadência envolvente facilita o canto coletivo, permitindo que milhares de vozes se unam em uma só. A repetição dos versos e o crescendo do “Oh, Brasil, olê, olê, olê!” criam uma atmosfera eletrizante, capaz de impulsionar a equipe e intimidar os adversários. A simplicidade de sua composição é, paradoxalmente, a chave para sua onipresença e sucesso duradouro entre os torcedores de todas as idades.

Celebrando as glórias passadas: o registro dos títulos mundiais

O canto funciona como uma cronologia musical das vitórias mais memoráveis da Seleção Brasileira em Copas do Mundo. Cada estrofe presta homenagem a um momento icônico e aos jogadores que marcaram época, perpetuando a memória desses triunfos para as novas gerações de fãs.

  • 1958: O primeiro título mundial, conquistado na Suécia, com o surgimento de Pelé, então um jovem prodígio.
  • 1962: O bicampeonato no Chile, liderado por Mané Garrincha, que brilhou na ausência de Pelé por lesão.
  • 1970: A campanha vitoriosa no México, que consagrou o “Esquadrão” como a primeira seleção tricampeã mundial.
  • 1994: A conquista do tetracampeonato nos Estados Unidos, com Romário se destacando como artilheiro e principal nome da equipe.
  • 2002: O inédito pentacampeonato no Japão e Coreia do Sul, sob a liderança de Ronaldo, o Fenômeno.

Abaixo a letra completa do refrão entoado nos estádios:

É, em cinco-oito, foi Pelé
Em meia-dois, foi o Mané
Em sete-zero, o esquadrão
Primeiro a ser tricampeão

Oh, 94, Romário
2002, Fenômeno
Primeiro tetracampeão
Único penta é o Brasilzão!

Oh, Brasil, olê, olê, olê!
Brasil, olê, olê, olê!
Brasil, olê, olê, olê!
Brasil, olê, olê, olê!

A origem e a evolução dos cânticos nas arquibancadas brasileiras

Os cânticos de torcida têm uma tradição rica no futebol brasileiro, atuando como um elemento vital da cultura dos estádios. Geralmente, nascem da criatividade espontânea dos torcedores ou são adaptados de músicas populares, ganhando novas letras que refletem o amor pelo clube ou pela seleção. Antes da era digital, a disseminação desses hinos dependia fortemente da repetição boca a boca e da organização das torcidas, que desempenhavam um papel fundamental em sua popularização. O canto do penta, por exemplo, não teve um “compositor” único e oficial, mas sim uma gênese orgânica nas arquibancadas, sendo aprimorado e adotado coletivamente até se tornar um mantra nacional.

O fenômeno cultural do “Único Penta é o Brasilzão!”

A parte final do refrão, que proclama “Primeiro tetracampeão, único penta é o Brasilzão!”, transcende o mero registro histórico e se estabelece como uma declaração de superioridade no cenário futebolístico mundial. Essa frase, carregada de orgulho e autoafirmação, tornou-se um símbolo da identidade brasileira, sendo entoada não apenas em jogos da seleção, mas também em comemorações, eventos culturais e até mesmo em momentos de celebração nacional fora do esporte. A canção, com seu apelo emocional, atua como um elo entre o passado glorioso e o presente, reforçando o status do Brasil como a única nação a alcançar a marca de cinco títulos mundiais.

A memória coletiva e o legado dos heróis do futebol

Este canto não é apenas uma sequência de fatos; ele representa uma forma viva de preservar a memória coletiva do futebol brasileiro. Através de seus versos, gerações que não viram Pelé, Garrincha ou o “Esquadrão” de 1970 jogar têm contato com seus legados. A música garante que esses heróis não sejam esquecidos, mantendo suas histórias vivas na voz do povo. É uma poderosa ferramenta de conexão intergeracional, onde avós e netos compartilham o mesmo sentimento de pertencimento e orgulho ao entoar as glórias da amarelinha.

Em cada entoação nos estádios, nas festas ou em encontros de amigos, o canto que celebra o “Único Penta é o Brasilzão!” reafirma não só a hegemonia brasileira no futebol, mas também a paixão inabalável de um povo por seu esporte. Ele é um testemunho musical de uma era de ouro, que continua a inspirar e unir corações, solidificando seu lugar como uma das mais emblemáticas expressões da cultura futebolística do país.

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