Investigação de rope jump fatal revela responsável por sumiço de câmera GoPro de jovem em Limeira

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Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, morta após ser lançada em rope jump sem corda - Intagram

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, morta após ser lançada em rope jump sem corda - Intagram

Um homem foi apontado pela polícia como o responsável por remover a câmera GoPro que estava acoplada ao braço de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após ser lançada sem cordas de uma ponte na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva é um dos detidos no caso da queda livre de quase 30 metros, ocorrida no último dia 13 na Ponte do Esqueleto.

João Antônio, Gabriel Barros Martins e Evelyne dos Santos Gonçalves foram presos no sábado, dia 20 de junho, suspeitos de envolvimento na tragédia. A polícia indicou que Evelyne tinha participação na organização do evento. Eles estão sob prisão temporária de cinco dias, mas a Polícia Civil solicitou à Justiça, na terça-feira (23), a extensão da detenção para 30 dias, até a conclusão do inquérito.

Conforme a investigação, João Antônio e Gabriel Barros também integravam o grupo “Entre Cordas”, responsável pela promoção da atividade. Ambos teriam fugido do local logo após o falecimento de Maria Eduarda.

Seis indivíduos foram inicialmente detidos, incluindo os três instrutores, por homicídio doloso com dolo eventual. Evelyne e outros dois homens foram liberados. Os instrutores Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos; Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, foram autuados em flagrante, e a Justiça converteu suas prisões em preventivas no dia seguinte ao incidente.

Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros. Ela sofreu politraumatismo e não resistiu aos ferimentos, vindo a óbito no próprio local da queda.

Falha em salto de rope jump resulta na morte de jovem de 21 anos em Limeira – Reprodução/ Redes Sociais

Os instrutores presos negaram que o sumiço da GoPro de Maria Eduarda tenha sido intencional. No entanto, testemunhas afirmaram ter visto uma pessoa removendo a câmera do braço da jovem.

Após os relatos, a polícia intensificou as apurações relacionadas ao desaparecimento da câmera, descobrindo que outras duas pessoas estavam conectadas aos organizadores do evento.

“Além das prisões temporárias, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão nos endereços dos investigados, com a apreensão de aparelhos celulares, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos”, informou a Secretaria da Segurança Pública (SSP) por meio de nota oficial.

Além do crime de homicídio com dolo eventual, os envolvidos são investigados por uma possível fraude processual. A apuração revela indícios de que conteúdos digitais “potencialmente relevantes à elucidação do caso” teriam sido apagados pelos suspeitos, o que fundamentou os pedidos de prisão e os mandados de busca e apreensão.

Apesar da execução das ordens de busca e apreensão contra Antônio João, Gabriel Barros e Evelyne, a câmera GoPro ainda não foi localizada. A ausência da câmera dificulta a reconstituição dos momentos finais do salto e a plena compreensão da dinâmica do acidente.

Prefeitura discute medidas para restringir o acesso à Ponte do Esqueleto

Dois dias após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, as autoridades começaram a debater ações para bloquear novos acessos à Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, o local onde o salto de rope jump resultou na tragédia.

Uma reunião foi realizada com representantes da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), da Advocacia-Geral da União (AGU) e das prefeituras dos dois municípios. Na pauta, também estava a possibilidade de demolição da estrutura.

De acordo com a SPU, os prefeitos de Limeira e Cordeirópolis expressaram apoio à remoção da ponte e assumiram o compromisso de reforçar os bloqueios já existentes para impedir a entrada de pessoas na área.

Em Limeira, a administração municipal informou ter reiniciado as operações para fechar acessos irregulares ao local. A prefeitura também afirmou que reabrirá uma vala que havia sido criada para barrar a passagem, mas que foi aterrada sem autorização.

As medidas adotadas, segundo a gestão municipal, visam atender a uma solicitação do governo federal para aumentar a segurança da área enquanto soluções definitivas são avaliadas.

Detalhes sobre a vida da vítima do acidente

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas tinha 21 anos e residia em Jandira, na Região Metropolitana de São Paulo. Em seu perfil no Instagram, ela mencionava ter formação em educação física e gestão esportiva, e frequentemente compartilhava sua rotina de treinos na plataforma.

Ela era funcionária de uma academia de musculação no município, que divulgou uma mensagem de luto lamentando a perda da colaboradora.

A jovem postou fotos e vídeos pouco antes do salto de rope jump. Em uma das publicações, feita por volta das 7h30, Maria Eduarda exibiu uma imagem da Ponte do Esqueleto e questionou: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”.

O boletim de ocorrência registrou que, no momento do salto, Maria Eduarda portava uma câmera GoPro para registrar imagens em movimento. Contudo, o equipamento não foi encontrado após a sua queda.

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