A derrota não mudou a classificação, mas doeu. A seleção dos Estados Unidos já tinha garantido a liderança do Grupo D e a vaga no mata-mata da Copa do Mundo de 2026. A Turquia, eliminada, jogava apenas por orgulho. Ainda assim, o revés por 3 a 2 nos acréscimos, no 98º minuto, em Los Angeles, não era o desfecho ideal antes das oitavas contra a Bósnia e Herzegovina.
Após vitórias convincentes sobre Paraguai e Austrália, os EUA viviam seu melhor momento em décadas de Copas. A derrota para os turcos, que ainda não tinham marcado no torneio, cortou o embalo de forma brusca. Foi a primeira vez desde 1950 que os americanos perderam após abrir o placar.
O caminho à frente passa por seleções europeias, terreno historicamente difícil. Desde 1990, os EUA enfrentaram equipes do continente 21 vezes e venceram apenas uma. Nas oitavas, a Bósnia promete ser dura. Dependendo dos resultados, Bélgica ou Espanha podem aparecer em seguida.
O jogo em Los Angeles
Auston Trusty abriu o placar aos 3 minutos. Arda Güler empatou logo depois e Baris Yilmaz virou ainda no primeiro tempo. Sebastian Berhalter empatou no início do segundo. Com Christian Pulisic entrando no decorrer da partida, os EUA pressionaram, mas um erro defensivo permitiu o gol de Kaan Ayhan nos acréscimos.
Rotação e lições para o mata-mata
Mauricio Pochettino trocou nove titulares. Mesmo assim, a equipe lutou, mas a Turquia mostrou qualidade e garra. O resultado serve como alerta: no mata-mata não haverá margem para erros. Apesar de mais talentoso, o time ainda não enfrentou as grandes potências.
Chegar às quartas seria um grande avanço — repetindo 2002, a melhor campanha recente. A derrota expôs fragilidades defensivas e a necessidade de consistência contra adversários mais fortes. O teste começa já na próxima fase.

