Cruzeiro acerta saída de Chico da Costa do elenco e consolida Kaio Jorge como principal referência ofensiva

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Kaio Jorge - Gustavo Aleixo/Cruzeiro Foto: Kaio Jorge - Gustavo Aleixo/Cruzeiro

O planejamento do Cruzeiro para o ano de 2026 sofreu alterações importantes depois da saída de Tite do cargo de treinador em março. Um dos atletas trazidos a pedido do técnico, o atacante Chico da Costa, não se adaptou ao time e está prestes a deixar a equipe nos próximos meses, o que consolida Kaio Jorge como a principal força no ataque da Raposa.

A cúpula celeste e os procuradores do jogador que veste a camisa 91 estão em conversas para encontrar um novo time para o centroavante. A expectativa é que ele se mude para clubes do Oriente Médio, afastando, por enquanto, a possibilidade de continuar atuando no Brasil.

Apesar de não haver urgência para selar a negociação, o consenso entre o clube e o atleta é que Chico da Costa não integra os planos do técnico Artur Jorge para o restante do campeonato.

Análise da passagem: por que a contratação não atendeu às expectativas da torcida e da comissão técnica

Francisco da Costa Aragão foi integrado ao elenco do Cruzeiro no começo de 2026, atendendo a uma solicitação do então técnico Tite. O treinador procurava um atacante com um perfil distinto dos já presentes Kaio Jorge e Néiser Villarreal, o que evidencia como a visão tática de um comandante pode direcionar contratações arriscadas, que nem sempre se sustentam com a troca de gestão ou de estratégias.

Naquele período, Tite enfatizou as qualidades do atacante, como sua habilidade de jogar de costas para os zagueiros, segurar a bola no campo de ataque, realizar triangulações rápidas, criar brechas para a chegada de outros jogadores e ser uma referência na área pelo seu bom cabeceio.

Contudo, mesmo com as altas expectativas, o atleta não conseguiu replicar a performance que teve no Mirassol e acabou perdendo a posição, tanto sob o comando de Tite quanto posteriormente com Artur Jorge.

Durante a campanha, ele esteve em campo em 14 das 37 partidas do Cruzeiro, mas começou como titular em apenas cinco delas, encerrando a fase sem balançar as redes. Seu vínculo contratual com a agremiação se estende até o final de 2027.

Destaque na carreira: os anos de sucesso do atacante no futebol boliviano

Oriundo de Taquari, cidade do Rio Grande do Sul, Chico da Costa começou sua jornada nas divisões de base do Grêmio, para depois se transferir para o Athletico Paranaense, clube onde se tornou jogador profissional.

Depois de atuar por times menores no Brasil, ele desenvolveu uma parte considerável de sua trajetória esportiva fora do país. Vestiu a camisa de equipes como Inter Playa del Carmen, no México, Bolívar, na Bolívia, Atlético Nacional, na Colômbia, e Cerro Porteño, no Paraguai.

O ápice de sua carreira foi no Bolívar, entre os anos de 2022 e 2023, performance que despertou o interesse de clubes brasileiros e motivou o Cruzeiro a contratá-lo. Contudo, sua experiência na Toca da Raposa não correspondeu ao esperado, e sua saída é vista como o desfecho mais provável na atual janela de transferências.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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