Rhythm Heaven Groove desembarca no Nintendo Switch e promete diversão rítmica excêntrica para os fãs do gênero

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Rhythm Heaven Groove - Divulgação Foto: Rhythm Heaven Groove - Divulgação

Uma explosão de criatividade e ritmo chega aos jogadores com o lançamento de Rhythm Heaven Groove, a mais recente adição à peculiar franquia de jogos rítmicos da Nintendo. O título, conhecido como Rhythm Paradise Groove em algumas regiões, mantém a essência de seus antecessores, oferecendo controles descomplicados, um estilo visual de desenho animado e uma série de fases francamente surreais para explorar no console.

  • Design de fases brilhantemente excêntrico e surreal
  • Estilo artístico único e trilha sonora envolvente
  • Diversão caótica no modo multiplayer
  • Modo Beatspell carece de charme e mistério
  • Menus apresentam um design sem brilho
  • Jogabilidade simplificada pode não agradar a todos

A Nintendo introduziu o mais novo capítulo de sua saga de jogos de ritmo, Rhythm Heaven Groove, que já está disponível para os entusiastas. O título se destaca por sua fidelidade às origens da série, com uma interface de controle intuitiva, gráficos que remetem a desenhos animados e uma coleção de cenários verdadeiramente bizarros a serem desvendados.

Contudo, isso não significa que Rhythm Heaven Groove não traga inovações. O jogo oferece diversos minijogos com foco no multiplayer e apresenta um modo inédito para um jogador, o Beatspell, que adiciona um toque de RPG à experiência.

Após várias horas dedicadas a testar suas habilidades, resta saber se a combinação de um charme clássico com elementos novos será suficiente para posicionar Rhythm Heaven Groove entre os principais títulos do Nintendo Switch.

A essência mantida com sucesso

A afinidade de longa data com a série Rhythm Heaven foi consolidada por muitas horas de aprimoramento rítmico em jogos anteriores, como Rhythm Heaven para DS e Rhythm Heaven Fever no Wii, considerado um favorito pessoal.

Os fãs da franquia se encantam com os personagens inusitados e as situações absurdas que eles enfrentam, seja dançando em sincronia com camarões ou disputando badminton com um cão enquanto pilotam um avião.

É notável como a Nintendo, em parceria com a desenvolvedora TNX, conseguiu recriar com maestria os elementos que tornaram a série tão especial em Rhythm Heaven Groove. A experiência é muito semelhante ao que já foi visto, mas de uma maneira que agrada e funciona perfeitamente.

Grande parte do humor e do absurdo original foi preservada. Seja no papel de um sapo que lança seus companheiros anfíbios de uma folha de nenúfar ou de um fisiculturista que quica limões usando os bíceps, a jogabilidade mantém o apelo não convencional que marcou os títulos anteriores, agora vibrante no Nintendo Switch.

No geral, as fases do jogo são bastante marcantes, e embora algumas tenham sido consideradas menos interessantes — como usar um martelo gigante para esmagar latas ou atuar como parte de uma banda pop de quatro integrantes —, há uma riqueza de personalidade, cores vivas e designs de personagens excêntricos para apreciar.

Nos níveis solo principais, a diversidade é notável, especialmente na trilha sonora, que explora uma variedade de gêneros, ritmos e estilos. É fácil se deixar levar pelas músicas de Alien Alphabet, onde o objetivo é se comunicar com um extraterrestre, ou de Hop N Slide, em que uma criatura computadorizada desvia de obstáculos, entre muitos outros.

Para os interessados em revisitar as melodias, o menu Estúdio de Som permite ouvir as faixas, que são adicionadas à medida que o jogador avança pelos diferentes níveis do jogo.

O ponto alto da diversão rítmica

Entre as muitas fases cativantes, Ribbit Rocket se destacou como a favorita, proporcionando a emoção de arremessar outros sapos rumo à estratosfera com habilidades de lançamento de folhas de nenúfar. O cenário vibrante, o enorme sapo ao fundo e o ritmo variável dos anfíbios que se aproximavam mantiveram a fase visual e ritmicamente envolvente.

A jogabilidade do Rhythm Heaven Groove, como nos títulos anteriores, mantém uma simplicidade notável. Há pouco para discutir em termos de complexidade, o que é uma característica da série.

Independentemente do modo de jogo, a mecânica principal envolve pressionar botões — às vezes apenas um — em sincronia com a música. Os controles respondem prontamente, e o jogo oferece dicas visuais e sonoras para ajudar a acertar o tempo. O desempenho em cada fase ou minijogo é determinado pela precisão do tempo, que pode ser perfeita, ligeiramente imprecisa ou totalmente errada.

Nas fases principais do modo para um jogador, é possível conquistar medalhas acertando quase todas as notas perfeitamente, o que intensifica o desafio para os perfeccionistas. A busca por uma medalha em todas as fases, incluindo os remixes que combinam vários estágios, torna-se quase uma compulsão.

O jogo oferece ocasionalmente a oportunidade de tentar a perfeição em certas fases, o que pode render recompensas internas. Embora essa busca possa ser um tanto irritante, ela se mostra viciante e extremamente gratificante ao alcançar uma execução impecável.

Uma pequena falha observada é a ausência de uma opção para reiniciar a fase durante as tentativas de perfeição. Por alguma razão, é necessário retornar ao menu principal para tentar novamente. Essa é uma inconveniência menor, mas que pode atrapalhar a concentração durante o jogo.

Em relação aos menus, a simplicidade foi um tanto surpreendente. O menu principal consiste em uma lista simples, sem atrativos visuais que correspondam ao carisma e à vivacidade do jogo. Novamente, um detalhe insignificante, mas que destoou um pouco da identidade vibrante do título.

Novidades: acertos, erros e expectativas

Apesar de alguns detalhes menores, a experiência central para um jogador em Rhythm Heaven Groove proporciona um prazer significativo. Mas o que há de novo para explorar neste lançamento?

Talvez a novidade mais notável seja o modo Beatspell, que se inspira visual e tematicamente em RPGs clássicos. Ao inserir comandos variados com ritmos distintos, os jogadores podem conjurar diversos feitiços, incluindo ataques de fogo, água, e habilidades de cura. O objetivo é utilizar essa magia para derrotar monstros comuns e chefes, cada um com suas fraquezas e padrões de ataque específicos.

As magias podem ser aprimoradas à medida que se avança pelos níveis, embora os pontos sejam redefinidos a cada nova área. A ideia é interessante, e investir em magias de ataque para derrotar inimigos mais rapidamente é uma estratégia eficaz, contribuindo para bônus de pontuação e melhores classificações. Embora os inimigos sejam relativamente fáceis, alcançar uma alta classificação por estrelas exige um timing constante, especialmente nas etapas finais da campanha.

Contudo, Beatspell pode não ser o modo de jogo mais aclamado. As fases tendem a ser um tanto repetitivas, e a narrativa da campanha não consegue prender a atenção, mostrando-se básica e carecendo do charme peculiar das fases principais.

Embora haja mais variedade de jogabilidade — sem se restringir a uma ou duas entradas básicas, permitindo diferentes abordagens — as músicas e os adversários parecem menos carismáticos do que o habitual na série, o que diminui o entusiasmo em revisitar as fases para aperfeiçoar a pontuação.

Ainda assim, algumas das novas adições são promissoras, e os minijogos multiplayer proporcionaram muita diversão, como comprovado por um colega editor de jogos. As músicas cativantes, os visuais encantadores e o espírito competitivo são pontos altos, convidando à interação entre amigos e familiares.

Outros modos incluem Aula de Bateria, o experimental Brinquedo Rítmico e o Café, onde é possível fazer uma pausa e receber dicas. Em suma, Rhythm Heaven Groove oferece diversas maneiras de aproveitar sua diversão rítmica, e mesmo com as ressalvas sobre Beatspell, a experiência principal já é suficiente para manter o jogador entretido.

De modo geral, as novidades foram bem recebidas, com exceção da narradora Lil’ Miss Reeds. Essa personagem robótica utiliza a função de texto para fala para ler os menus em voz alta, um recurso útil para acessibilidade, mas cuja voz, na opinião de muitos, é irritante.

Felizmente, a função de texto para fala pode ser desativada em um submenu, uma ação rápida para quem se incomoda. Apesar da aversão à voz robótica, a inclusão desse recurso é um toque atencioso, especialmente considerando a opção de descrever o que está na tela, além de apenas ler o texto.

Um ponto relevante e muito discutido sobre este título é a decisão da Nintendo de lançá-lo exclusivamente para o Switch original, apesar de o Nintendo Switch 2 já estar disponível há mais de um ano. Essa escolha se mostra bastante estratégica e inteligente: ao focar no Nintendo Switch, o console mais vendido da história, a empresa amplia o alcance de uma de suas franquias mais nichadas para um público vasto. Além disso, o jogo não demanda recursos técnicos avançados, o que o torna perfeitamente adequado para a plataforma original, garantindo desempenho consistente e aproveitando a base instalada massiva.

De fato, o desempenho do jogo foi constante do início ao fim, sem quedas na taxa de quadros, com visuais vibrantes e nítidos, e controles responsivos. Isso foi notado tanto ao jogar na TV quanto no modo portátil, utilizando fones de ouvido com fio para menor latência, uma vantagem para os perfeccionistas.

Portanto, a impressão geral de Rhythm Heaven Groove é de uma continuidade bem-sucedida dos elementos que fizeram seus predecessores funcionarem. Com um estilo visual peculiar, músicas contagiantes e um design de fases excêntrico, o jogo entrega a diversão rítmica esperada da série.

Apesar de Beatspell não ser o modo mais envolvente e da jogabilidade simplista não agradar a todos, o título é uma recomendação fácil para quem busca um jogo de ritmo divertido e cativante, seja para jogar sozinho ou com amigos.

Recomendação de jogo para Rhythm Heaven Groove

Se você considera uma experiência musical envolvente e única, estas são algumas considerações importantes para decidir se este título é o ideal.

  • Você é um verdadeiro fã de jogos de ritmo?

Embora Rhythm Heaven Groove não seja o jogo de ritmo mais complexo, ele exige dedicação para dominar cada fase, e a sensação de conquista é gratificante. Se o gênero agrada, vale a pena experimentar para ter muita diversão.

  • Você aprecia o incomum?

O maior atrativo de Rhythm Heaven Groove pode ser sua seleção de personagens e fases bizarras. Se a ideia de se envolver em situações surreais com robôs, alienígenas, sapos e gatos soa interessante, este título para Nintendo Switch pode proporcionar muitas horas de entretenimento.

Por outro lado, o jogo pode não ser a melhor escolha se você busca certas características na jogabilidade.

  • Você procura profundidade na jogabilidade?

A mecânica de Rhythm Heaven Groove é bastante básica, e em alguns níveis, basta pressionar um único botão no momento certo para progredir. Se a preferência é por jogos com maior complexidade, este título talvez não seja o mais adequado.

  • Você espera uma campanha envolvente para um jogador?

O novo modo Beatspell atua como a campanha principal, com diversas fases e uma narrativa abrangente. Embora traga variedade, o modo carece do charme e da capacidade viciante das fases principais, e a história não é muito cativante. Para quem busca profundidade narrativa, as fases solo de ritmo já oferecem diversão, mas o Beatspell pode desapontar.

Opções de acessibilidade no jogo

As opções de personalização da experiência em Rhythm Heaven Groove são limitadas, mas incluem ajustes para as configurações de leitura em voz alta.

Existem três opções para o narrador: ler apenas as palavras, ler e descrever o que está na tela, ou desativar o narrador completamente, oferecendo flexibilidade ao jogador.

Como a análise de Rhythm Heaven Groove foi realizada

A análise de Rhythm Heaven Groove foi feita após aproximadamente 10 horas de jogo. Durante esse período, foram exploradas as fases solo principais, a campanha Beatspell e os demais modos secundários disponíveis.

A maior parte do tempo de jogo ocorreu no modo TV, com o Nintendo Switch conectado a uma TV Sky Glass Gen 2 e a uma soundbar Marshall Heston 120. Contudo, o modo portátil também foi utilizado algumas vezes, com fones de ouvido com fio Sennheiser CX 80U, para uma experiência auditiva mais imersiva.

O analista é um fã de longa data da série Rhythm Heaven e já revisou diversos títulos da Nintendo, incluindo exclusivos como Kirby Air Riders, Yoshi and the Mysterious Book e Drag x Drive.

Bruna Santos é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve e colabora para o portal desde 2024. Formação: Professora.

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