O meio-campista espanhol Rodri Hernández, atualmente com 30 anos, compartilhou recentemente as complexidades de sua rotina durante a época universitária, quando precisava conciliar os estudos de Administração de Empresas com os treinos de futebol de alto nível. O jogador, conhecido por sua dedicação em campo, relembrou os percalços diários para se locomover entre cidades e manter o foco em ambas as jornadas.
Desde a adolescência, em Madri, Rodri foi instruído por seus pais a priorizar os estudos, tratando o futebol como um “hobby”. Essa mentalidade o ajudou a ser um aluno aplicado, garantindo que as tarefas e o aprendizado em sala de aula fossem levados a sério, mesmo enquanto já demonstrava seu talento nos gramados juvenis. A disciplina acadêmica, inclusive, se tornou um pilar para o futuro sucesso no esporte, embora na época o caminho profissional no futebol fosse incerto.
Por um período, Rodri, que já fazia parte do time juvenil A, seguia uma programação rigorosa: aulas pela manhã e treinos à tarde. Ele conseguia administrar os dois compromissos de forma exemplar, evidenciando uma clareza sobre seus objetivos. O esforço era notável, a ponto de outros estudantes na residência universitária se surpreenderem ao vê-lo na televisão jogando e, logo depois, retornar para o alojamento, dedicando-se aos estudos como qualquer outro universitário.
Essa capacidade de separar as esferas da vida foi fundamental para Rodri. Ele explicou em um documentário, “Denominação de Origem”, que conseguia manter a concentração em cada atividade: “Quando estou treinando, estou treinando, mas quando estou estudando, não posso ficar pensando em futebol. Isso foi ótimo”, disse ele, destacando a importância de focar no presente para superar os momentos decisivos da sua formação.
Morando em uma residência estudantil, o atleta convivia com colegas de sua idade, o que contribuía para sua concentração. Sem carteira de motorista ou carro próprio, Rodri precisava se deslocar de trem entre Castellón e Villarreal para os treinos. Contudo, essa rotina mudou quando seu pai sugeriu uma alternativa: o jovem passou a alugar uma bicicleta para fazer o trajeto. “Eu alugava uma bicicleta de Castellón para Villarreal porque chegava atrasado e não tinha carro”, recordou o meio-campista, evidenciando a persistência em superar os obstáculos logísticos.
Outra alternativa para o deslocamento era ir a pé, uma opção que consumia mais de meia hora e se mostrava exaustiva. Apesar de alcançar sucesso financeiro e reconhecimento em tenra idade, Rodri nunca demonstrou interesse em adquirir carros esportivos de luxo, um hábito comum entre astros do futebol. Para ele, o veículo é apenas um meio de transporte, e não um símbolo de status, uma atitude que reflete seus valores e prioridades desde a juventude.
Na mesma residência universitária, Rodri conheceu sua futura esposa, Laura Iglesias, que é cirurgiã. Ele descreveu o início do relacionamento como uma “árdua jornada” para conquistá-la. Laura relembrou com humor o primeiro contato: “Ele me disse: ‘Novata, limpe minha bandeja’. Lembro de ter limpado para todos, menos para ele, porque ele estava me zoando. Depois descobri que ele era jogador de futebol e pensei: ‘Calma aí'”. Esse encontro marcou o início de uma vida a dois que se consolidou a partir daquela fase de dedicação e esforço.
