A ilha de Rota, parte do arquipélago americano das Marianas no oceano Pacífico, registrou severos prejuízos com a chegada do supertufão Bavi. Autoridades locais confirmaram nesta segunda-feira (noite de domingo, 5, no horário de Brasília) a ocorrência de ventos intensos e extensas inundações.
Lou Rosario, porta-voz do centro operacional da Prefeitura de Rota, descreveu a situação enfrentada pela população. Ele relatou que os habitantes estão suportando rajadas de vento poderosas e a elevação dos níveis de água, enquanto alguns moradores já informam sobre prejuízos de grande escala.
Previamente, o Serviço Meteorológico Nacional (NWS) dos Estados Unidos havia emitido avisos alertando para a possibilidade de “danos catastróficos” e uma “situação de perigo mortal” decorrente da passagem do ciclone.
O NWS detalhou que a porção ocidental do centro do supertufão Bavi estava no momento atravessando a ilha de Rota. A previsão mais recente indicava que a intensidade dos ventos do ciclone poderia alcançar 289 quilômetros por hora.
Com aproximadamente 1.500 residentes, Rota é a ilha mais ao sul das Marianas do Norte. O Centro Conjunto de Alerta de Tufões, localizado no Havaí, classificou o Bavi como um supertufão de categoria 5, com rajadas de vento que chegam a 350 quilômetros por hora.
Além de Rota, o ciclone disseminou ventos de intensidade extrema e precipitações abundantes por outras áreas das Ilhas Marianas do Norte e em Guam, outro território americano nas proximidades. A população total desses locais combinados é de aproximadamente 210.000 habitantes.
Situadas a 9.600 quilômetros do território continental dos Estados Unidos, estas ilhas frequentemente enfrentam eventos climáticos extremos. A região já havia sofrido com o supertufão Sinlaku em abril, que causou destruição generalizada, arrancou telhados, derrubou árvores e deixou milhares sem energia. Anteriormente, em 2023, o ciclone Mawar, considerado o mais potente em décadas, também resultou em danos significativos, evidenciando a vulnerabilidade contínua desses territórios a tais fenômenos.
Em alertas anteriores, o NWS havia ressaltado que um impacto direto sobre Rota poderia deixar grande parte da ilha “inabitável por semanas, ou talvez por um período mais longo”. A agência previu que muitas residências sem estrutura de concreto ou reforço seriam demolidas, perdendo telhados e sofrendo colapso de paredes.
O Serviço Meteorológico Nacional também alertou para a derrubada de praticamente todas as árvores e postes de eletricidade, que isolariam áreas residenciais. A expectativa era de interrupções no fornecimento de energia elétrica que poderiam se estender por semanas, ou até mesmo meses.
