Sonda chinesa captura imagem detalhada de asteroide “minilua” da Terra

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espaçonave chinesa Tianwen-2 Foto: espaçonave chinesa Tianwen-2 - reprodução

O governo chinês revelou a primeira fotografia em close do Kamo’oalewa, um asteroide menor popularmente descrito como a “minilua” que acompanha a órbita terrestre.

A imagem inédita foi capturada pela sonda Tianwen-2, após uma jornada de aproximadamente 400 dias que a levou às proximidades do corpo celeste.

O registro fotográfico ocorreu em 2 de julho, momento em que a espaçonave se encontrava a cerca de 20 quilômetros do asteroide, também designado como 2016 HO3.

A fotografia detalha uma rocha espacial de dimensões reduzidas e contorno irregular, destacando-se contra a vastidão escura do cosmos.

Apesar de ser chamado de “minilua”, o Kamo’oalewa não constitui um segundo satélite natural terrestre nem está vinculado à Terra da mesma maneira que a nossa Lua.

Como o asteroide Kamo’oalewa difere de um satélite natural

Um satélite natural, ou lua, é um corpo celeste formado naturalmente que orbita um planeta, com a Lua da Terra sendo o exemplo mais conhecido. O Kamo’oalewa, contudo, realiza sua órbita ao redor do Sol, mantendo uma trajetória que o mantém relativamente próximo ao nosso planeta.

Em virtude desse padrão orbital, o asteroide aparenta acompanhar a Terra quando observado daqui, sendo classificado como um quase-satélite ou quase-lua.

Identificado em 2016, o Kamo’oalewa possui um diâmetro de apenas algumas dezenas de metros. Pesquisadores investigam a possibilidade de que ele seja um pedaço da Lua, expelido para o espaço após o choque com outro corpo celeste, embora essa origem ainda não tenha sido plenamente confirmada, o que destaca a importância da coleta de amostras para desvendar sua verdadeira natureza.

O planejamento e os objetivos da missão Tianwen-2

Lançada em maio de 2025, a Tianwen-2 percorreu aproximadamente 1 bilhão de quilômetros para finalmente chegar ao asteroide.

No processo de aproximação, a nave espacial demonstrou notável precisão, diminuindo a margem de erro na localização do objeto de centenas para poucos quilômetros, conforme informações da Administração Espacial Nacional da China (CNSA), um feito de engenharia crucial para o sucesso da fase de coleta.

A partir deste momento, os instrumentos a bordo da sonda intensificarão a observação, buscando detalhes sobre o formato, a composição e a estrutura interna do corpo rochoso.

Os dados coletados serão fundamentais para planejar a próxima fase da missão, que consiste na coleta de amostras.

A intenção da missão chinesa é recolher fragmentos da superfície do Kamo’oalewa e transportá-los para a Terra até o final de 2027. Este material será valioso para que cientistas compreendam não apenas a origem específica do asteroide, mas também revelem aspectos da formação e evolução do Sistema Solar em seus estágios iniciais.

A Tianwen-2 representa a primeira empreitada da China dedicada à coleta de amostras de um asteroide. Após o retorno do material à Terra, a sonda prosseguirá em sua jornada para o 311P/PanSTARRS, um objeto situado no cinturão de asteroides entre os planetas Marte e Júpiter.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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