Na última quinta-feira, uma manifestação em frente à residência oficial de Tamás Sulyok, presidente da Hungria, mobilizou pouco mais de mil pessoas na capital húngara. O protesto, direcionado à 17ª Emenda da Lei Fundamental, ganhou destaque após a ausência notável de Viktor Orbán, ex-primeiro-ministro, levando analistas a questionar a diminuição de sua influência política. A baixa adesão e a ausência de Orbán são interpretadas como um sinal de possível enfraquecimento em um cenário político historicamente marcado por sua forte capacidade de mobilização.
Após o evento organizado no Palácio Sándor, uma disputa sobre o número exato de participantes rapidamente se instaurou entre a oposição e o partido governista. Enquanto Péter Magyar afirmou que a reunião contou com a presença de apenas 150 a 200 pessoas, Viktor Orbán contra-argumentou que essa estimativa subestimava significativamente o verdadeiro número.
Uma agência de notícias internacional, por sua vez, realizou sua própria contagem, calculando que aproximadamente mil pessoas participaram da manifestação. A ausência de Viktor Orbán no local foi um dos pontos observados pela cobertura jornalística.
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De acordo com Bertalan Havasi, o ex-premiê optou por não comparecer ao evento para evitar que sua presença desviasse o foco do principal objetivo: defender o presidente da república. O diretor de comunicação do Fidesz ainda assegurou que, em breve, “chegará a hora de ele se pronunciar” publicamente sobre a situação.
Durante o mesmo evento, János Áder também fez um discurso para os presentes, e Viktor Orbán havia incentivado a participação do público através de suas redes sociais.
Premiê húngaro visto em hospital antes do protesto ##
Horas antes da manifestação perto de Tamás Sulyok, Viktor Orbán foi flagrado por câmeras no Hospital Esportivo. O ex-primeiro-ministro foi visto deixando a instituição de saúde.
Ele saiu do hospital cercado por seus guarda-costas, pouco antes do início do protesto na capital.
