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Personagem de Tatá Werneck em ‘Quem Ama Cuida’ acende debate sobre transtornos psiquiátricos complexos

Tatá Werneck
Foto: Tatá Werneck - Instagram
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A atuação marcante da atriz Tatá Werneck na novela ‘Quem Ama Cuida’, exibida pela TV Globo, tem gerado discussões importantes sobre saúde mental. Desde a terça-feira, 13 de julho de 2026, o público e especialistas têm observado a personagem Brigitte, que demonstra comportamentos associados a transtornos psiquiátricos complexos. A representação cuidadosa dessas condições na ficção contribui para desmistificar e trazer luz a temas frequentemente estigmatizados na sociedade.

Entendendo as distinções entre transtornos psiquiátricos

Especialistas da área de saúde mental ressaltam a necessidade de distinguir entre erotomania, também chamada de síndrome de Clérambault, e o transtorno de personalidade borderline (TPB). Embora ambas as condições possam manifestar-se por meio de relações afetivas complexas, suas particularidades, incluindo sintomas e abordagens terapêuticas, são bastante divergentes.

A erotomania constitui um distúrbio delirante pouco frequente, caracterizado pela convicção inabalável do indivíduo de que outra pessoa nutre sentimentos amorosos por ele. Frequentemente, essa figura de afeição é alguém em posição de destaque, como uma celebridade, uma autoridade ou alguém de elevado status social, tornando-se, em tese, inalcançável.

O psiquiatra Ciro Jorge enfatiza que tal delírio não se dissolve apenas pelo contato com a realidade. Ele explica: “Não se trata de imaginação ou fantasia consciente. É uma condição psiquiátrica rara que precisa de avaliação especializada e tratamento adequado.”

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