Tufão Bavi atinge a região de Okinawa com ventos destrutivos e ondas gigantes

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tufão Foto: tufão - Triff/Shutterstock.com

O poderoso Tufão nº 9, batizado internacionalmente como Bavi, alcançou partes das ilhas Sakishima e a ilha principal de Okinawa durante a noite desta sexta-feira (10). Por volta das 22h, o centro do sistema meteorológico avançava na direção noroeste, colocando os territórios de Miyako e Ishigaki sob o nível máximo de alerta para desastres naturais.

Rajadas violentas que ultrapassam a marca de 30 metros por segundo já castigam a região, e os especialistas preveem uma intensificação severa do fenômeno climático até o amanhecer, exigindo cautela extrema da população local.

Trajetória detalhada e força do ciclone tropical durante a noite

  • Localização atual: aproximadamente 210 quilômetros ao sul-sudeste da ilha de Miyako.
  • Classificação de tamanho: grande proporção.
  • Nível de intensidade: considerado muito forte pelos padrões meteorológicos.
  • Deslocamento: movimenta-se para o noroeste a uma velocidade de 20 km/h.
  • Pressão atmosférica central: 935 hPa (indicativo de altíssimo poder destrutivo).
  • Velocidade contínua dos ventos: 45 metros por segundo nas proximidades do olho.
  • Rajadas máximas registradas: até 60 metros por segundo.

Projeções de deslocamento e a extensa área de impacto do sistema

As coordenadas de avanço deste ciclone de proporções massivas passam por atualizações constantes pelos centros de monitoramento, buscando antecipar os próximos alvos da tempestade.

O período de influência do mau tempo pode se estender por até dez dias consecutivos, uma vez que a velocidade reduzida de translação do sistema prolonga a permanência das nuvens carregadas e exige vigilância contínua das autoridades.

Previsão de ventanias catastróficas que podem derrubar estruturas

Praticamente todo o arquipélago de Sakishima já se encontra engolido pela zona de tempestade severa. Até as 21h30, os equipamentos de medição registraram ventos instantâneos de 37,8 metros por segundo em Miyako e 30,7 metros por segundo em Ishigaki, enquanto a cidade de Naha, mesmo mais distante do centro, marcou 30,5 metros por segundo, evidenciando o vasto raio de destruição do fenômeno.

O ápice da fúria climática ocorrerá entre a madrugada e a manhã de sábado (11), momento em que o olho do tufão fará sua aproximação máxima. Nas ilhas de Miyako e Ishigaki, o impacto direto pode gerar rajadas superiores a 50 metros por segundo — força suficiente para tombar caminhões em movimento —, mantendo o cenário de perigo agudo ao longo de toda a tarde.

Elevação extrema do mar e risco iminente nas faixas litorâneas

Com a aproximação do vórtice, o oceano reage de forma violenta, com projeções de ondas ultrapassando a barreira dos dez metros nas costas de Sakishima e Okinawa. Avisos oficiais de ressaca já vigoram para as regiões de Okinawa e Amami, tornando qualquer aproximação da orla marítima uma atitude de risco letal.

A Agência Meteorológica do Japão (JMA) calcula que as paredes de água alcancem 12 metros na ilha principal de Okinawa e impressionantes 13 metros nos distritos de Miyako e Yaeyama. Trata-se de uma anomalia oceânica rara, visto que a instituição não emitia um alerta para ondas dessa magnitude desde a passagem do Tufão nº 14 no ano de 2022, o que sublinha a gravidade excepcional do evento atual.

Além do extremo sul, a agitação marítima deve se propagar por uma extensa faixa que vai de Kyushu até Kanto, na costa do Pacífico, afetando também o Mar da China Oriental e forçando a expansão dos comunicados de emergência para os moradores de diversas províncias costeiras.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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