Vazamento expõe ficha técnica do Galaxy Watch Ultra 2 com chip inédito

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Galaxy Watch Ultra 2 Foto: Galaxy Watch Ultra 2 - Reprodução

As especificações completas do aguardado Galaxy Watch Ultra 2 vieram a público nesta segunda-feira (13 de julho de 2026), antecipando as surpresas que a Samsung preparava para sua próxima grande apresentação global.

Faltando poucos dias para a realização do Galaxy Unpacked, agendado para o dia 22 de julho na cidade de Londres, um vazamento massivo entregou os segredos do relógio inteligente mais robusto da fabricante sul-coreana. Os dados expostos revelam desde a capacidade energética até a nova arquitetura de processamento e os valores sugeridos para o varejo.

O relatório aponta que a fabricante focou em três pilares fundamentais para superar a geração lançada em 2024: um display com pico de iluminação extremo, um tanque de energia consideravelmente maior e a aposentadoria dos componentes Exynos em favor de um cérebro eletrônico fornecido pela Qualcomm.

Avanços no brilho do visor e salto na autonomia de energia

O detalhe que mais chama a atenção no documento vazado é a capacidade luminosa do painel. A expectativa é que o novo vestível atinja a marca de 5.000 nits, superando com folga os 3.000 nits vistos na edição anterior. Essa potência extra garante que o visor permaneça perfeitamente legível mesmo sob o sol do meio-dia, uma exigência comum para praticantes de trilhas e esportes ao ar livre.

Apesar do ganho em iluminação, a tela preserva o tamanho de 1,5 polegada e a contagem de 480 x 480 pixels. Isso significa que a engenharia da marca optou por manter as dimensões do mostrador inalteradas, concentrando os esforços de melhoria apenas na força dos LEDs que compõem o visor.

O tempo longe da tomada também recebeu atenção especial no projeto. O componente de energia saltou de 590 mAh para impressionantes 800 mAh, o que representa um incremento de 35% na capacidade e consolida este modelo como o dono da maior bateria já colocada em um relógio de pulso da empresa.

No quesito durabilidade, o equipamento deve estrear a certificação IP69K, um degrau acima do padrão IP68 usado até então, garantindo proteção contra jatos de água quentes e de alta pressão. A estrutura de 47 milímetros forjada em titânio continua suportando mergulhos de até 100 metros de profundidade, enquanto o vidro de safira protege o painel contra arranhões severos.

Mudança estratégica de hardware com a chegada da Qualcomm

A alteração de maior peso nos bastidores do aparelho é a troca do fornecedor de silício. Deixando de lado a família Exynos, que historicamente apresentou problemas de aquecimento e eficiência energética em gerações passadas, o relógio adotará o inédito Snapdragon Wear Elite (SW6100), fabricado sob a moderna litografia de 3 nanômetros.

Esse motor atualizado trabalhará em conjunto com 2 GB de memória RAM e 64 GB de espaço para armazenamento de arquivos. O grande trunfo dessa configuração é a capacidade de rodar algoritmos de inteligência artificial localmente, diminuindo a dependência do celular pareado e viabilizando o uso fluido do Galaxy AI e do assistente Gemini, do Google, marcando a estreia de um chip premium da Qualcomm nos pulsos da marca sul-coreana.

Especialistas que analisaram a ficha técnica concordam que a combinação de um processador mais eficiente com um tanque de energia expandido representa o maior salto evolutivo da linha nos últimos anos.

Resumo das especificações esperadas para o novo relógio premium

  • Visor: Super AMOLED de 1,5 polegada, resolução de 480 x 480 pixels e pico luminoso de 5.000 nits
  • Processamento: Snapdragon Wear Elite (SW6100) de 3 nanômetros da Qualcomm
  • Memória de trabalho: 2 GB de RAM
  • Espaço interno: 64 GB
  • Capacidade energética: 800 mAh
  • Construção: Corpo em titânio de 47 milímetros com proteção de cristal de safira
  • Durabilidade: Suporta 10 ATM (100 metros) e possui selo IP69K
  • Redes: Suporte a LTE, Wi-Fi de duas bandas, NFC e Bluetooth 6.0
  • Software: Wear OS 7 rodando sob a interface One UI 9 Watch
  • Custo estimado na Europa: 749 euros (modelo com rede móvel)

Valores vazados para a linha tradicional no mercado europeu

O documento que circulou na internet também revelou detalhes sobre o Galaxy Watch 9, a versão padrão que dividirá o palco com o modelo mais caro. Este dispositivo chegará em duas opções de tamanho, entregando resolução de 438 x 438 pixels no chassi de 40 milímetros e 480 x 480 pixels na variante de 44 milímetros, ambos construídos em alumínio e resistentes à água em até 5 ATM.

A alimentação elétrica do modelo menor ficará a cargo de um componente de 325 mAh, enquanto a edição maior abrigará 445 mAh. A boa notícia para os consumidores é que o processador Snapdragon Wear Elite, o Bluetooth 6.0 e o sistema operacional Wear OS 7 também estarão presentes nessas versões mais acessíveis.

Mesmo sem a chancela oficial da fabricante, a tabela de preços prevista para as lojas do continente europeu foi detalhada da seguinte forma:

  • Galaxy Watch 9 de 40 mm (apenas Bluetooth): 409 euros (cerca de R$ 2.390)
  • Galaxy Watch 9 de 40 mm (com LTE): 459 euros (cerca de R$ 2.685)
  • Galaxy Watch 9 de 44 mm (apenas Bluetooth): 439 euros (cerca de R$ 2.570)
  • Galaxy Watch 9 de 44 mm (com LTE): 489 euros (cerca de R$ 2.860)
  • Galaxy Watch Ultra 2 (com LTE): 749 euros (cerca de R$ 4.380)

Cabe ressaltar que a conversão direta para a moeda brasileira leva em conta a cotação do euro na casa dos R$ 5,85, servindo apenas como um termômetro de mercado. Esses montantes não embutem a pesada carga tributária nacional nem os custos de importação, fatores que tradicionalmente inflam o valor de vitrine no Brasil.

Se convertido para a moeda americana, o modelo de topo sairia por aproximadamente US$ 857 na Europa, mas analistas apostam que a etiqueta nos Estados Unidos será mais agressiva, fixada em US$ 699 (algo em torno de R$ 3.620). De modo geral, a tabela europeia aponta para um encarecimento em relação à geração passada.

Como o novo vestível da Samsung encara seu rival da Apple

Dentro do nicho de relógios de alta resistência, o embate direto acontece contra o Apple Watch Ultra 2, que funciona de forma exclusiva com os celulares da maçã. O levantamento colocou os dois pesos-pesados lado a lado para evidenciar as forças de cada projeto:

  • Sistema: Wear OS 7 para o ecossistema Android contra o watchOS exclusivo do iPhone
  • Pico de iluminação: 5.000 nits no modelo sul-coreano contra 3.000 nits no rival americano
  • Capacidade de energia: 800 mAh na opção da Samsung contra até 36 horas de uso prometidas pela Apple
  • Dimensões e material: Titânio de 47 milímetros (Galaxy) contra Titânio de 49 milímetros (Apple)
  • Proteção contra água: Suporte a 100 metros de profundidade em ambos os aparelhos
  • Custo inicial: 749 euros na Europa (Galaxy) contra 799 dólares nos EUA (Apple)

Analisando o comparativo, o equipamento asiático leva vantagem clara na força do brilho da tela e no tamanho bruto da bateria, sugerindo que o usuário poderá passar mais dias longe do carregador do que o proprietário do dispositivo concorrente.

Em contrapartida, a gigante de Cupertino segue ostentando um histórico invejável no que diz respeito à precisão de seus sensores biométricos e aprovações de órgãos de saúde, um território onde a Apple construiu uma reputação sólida ao longo dos anos.

O calendário oficial da fabricante prevê a revelação de todos esses produtos no dia 22 de julho, durante o evento sediado na capital inglesa. A cerimônia servirá de palco não apenas para a linha de vestíveis, mas também para a nova safra de celulares com tela dobrável da companhia, com a fase de pré-venda iniciando imediatamente e as entregas programadas para o dia 5 de agosto.

Um detalhe técnico, no entanto, levanta dúvidas entre os especialistas: certificações recentes indicam que a velocidade de recarga não sofreu alterações. Na prática, como o tanque de energia cresceu consideravelmente, o usuário precisará deixar o relógio conectado à tomada por muito mais tempo até atingir os 100%.

Outra ausência sentida é o aguardado leitor de glicose no sangue, que aparentemente ficou de fora desta atualização. Até que os executivos subam ao palco, as especificações vazadas permanecem no campo das probabilidades, e o consumidor brasileiro terá que aguardar a transmissão oficial para descobrir quanto a novidade custará no mercado nacional.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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