Uma decisão histórica pela Copa do Mundo entre Espanha e Argentina está marcando um novo recorde que perdurava por mais de 90 anos. A final do torneio, que acontece neste domingo, 19 de julho de 2026, contará com a presença de dez jogadores do Atlético de Madrid, estabelecendo o maior número de representantes de um único clube em uma partida decisiva de Mundial.
O confronto entre as seleções da Espanha e da Argentina será realizado às 16h (horário de Brasília) em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O público poderá acompanhar todos os lances em tempo real, prometendo uma partida eletrizante.
A delegação de atletas do clube madrilenho está dividida entre os finalistas: quatro jogadores defendem a seleção espanhola, enquanto seis representam a Argentina. Pela Espanha, estão Álex Baena, Grimaldo, Llorente e Pubill. Já pela Argentina, os nomes são Almada, Giuliano Simeone, Julián Alvarez, Musso, Nahuel Molina e Nico Gonzalez.
Atlético de Madrid e a constância em mundiais anteriores
Esta não é a primeira vez que o Atlético de Madrid se destaca em finais de Copa do Mundo. O clube espanhol demonstra uma notável consistência, sendo a equipe com mais atletas na decisão pela terceira vez consecutiva. Em 2018, por exemplo, o time contribuiu com quatro jogadores – Griezmann, Lucas Hernández, Thomas Lemar e Vrsaljko – para a final, que teve a França e a Croácia em campo. No Mundial de 2022, Griezmann voltou a representar o Atlético, desta vez enfrentando os argentinos Ángel Correa, De Paul e Molina, que também defendiam as cores do clube.
A forte conexão entre o clube espanhol e a seleção argentina
A edição atual da Copa do Mundo reforça os laços profundos entre o Atlético de Madrid e a seleção argentina. Giuliano Simeone, um dos jogadores que disputará a final pela Argentina, é filho do renomado técnico Diego Simeone, figura icônica do futebol argentino e comandante do time espanhol há 15 anos. Essa conexão familiar tem sido visível, com Diego Simeone marcando presença nos camarotes para prestigiar o filho, que foi titular na semifinal contra a Inglaterra.
O impacto de Julián Alvarez no mercado de transferências
Outro nome de peso do Atlético de Madrid e da seleção argentina é o atacante Julián Alvarez, cuja performance na Copa do Mundo tem gerado grande movimentação no mercado de transferências. O jogador se tornou alvo de uma disputa acirrada entre gigantes como Barcelona e Real Madrid, os maiores rivais do Atlético, e já recebeu propostas que se aproximam da impressionante marca de R$ 1 bilhão.
Como o novo recorde se compara à história do torneio
O recorde estabelecido pelo Atlético de Madrid é o mais significativo desde a Copa do Mundo de 1934. Naquela ocasião, a Tchecoslováquia, que terminou como vice-campeã, contava com 11 jogadores do Estrela Vermelha em seu elenco, sendo oito deles titulares na partida decisiva.
Essa marca de 1934 reflete uma era distinta do futebol, onde as seleções eram predominantemente formadas por atletas que atuavam em seus respectivos países de origem. A campeã Itália, por exemplo, tinha como pilar a lendária Juventus da década de 1930, que cedeu nove jogadores para a equipe nacional.
Naquele torneio, a presença de jogadores atuando em ligas estrangeiras era uma raridade. Apenas dois convocados jogavam fora de suas terras natais: o tchecoslovaco Josef Silny, que militava no futebol francês, e o brasileiro Patesko, atacante do Nacional do Uruguai, demonstrando o quão incomum era a globalização do futebol na época.
