Descobertas em 18 tumbas egípcias revelam ‘línguas de ouro’ e antigos rituais

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Tumbas Egipicias Foto: Tumbas Egipicias - hemro / Shutterstock.com

Uma pesquisa recente no Egito desvendou a existência de “línguas de ouro” em diversas tumbas, um achado que promete redefinir a compreensão sobre os rituais funerários milenares. As escavações conduzidas em Marina El Alamein, localidade que outrora abrigava o assentamento de Leukaspis, trouxeram à luz 18 túmulos. Estes continham amuletos raros e artefatos dourados que eram empregados em cerimônias com as chamadas “línguas de ouro”, expandindo de forma significativa o conhecimento arqueológico da região do Mediterrâneo.

Novos e relevantes achados arqueológicos têm enriquecido a história do Egito Antigo. Na faixa costeira noroeste do país, a cerca de 300 quilômetros da capital, Cairo, uma equipe de arqueólogos descobriu 18 sítios funerários que remontam às épocas romana e ptolomaica. Essas revelações em Marina El Alamein, anunciadas pelo Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito, elevam para 44 o total de tumbas identificadas na área desde 1986, quando o sítio foi primeiramente explorado.

Egito

Foto: Egito – Alexandra Lande/ Shutterstock.com

Entre as estruturas funerárias, os arqueólogos encontraram 11 complexos subterrâneos, talhados diretamente na rocha, e sete construções adicionais erguidas acima do solo com blocos de calcário. Muitas dessas edificações foram descobertas em estado intacto, mantendo seus revestimentos originais preservados.

Os pesquisadores também desenterraram uma vasta coleção de artefatos. Foram encontradas lamparinas de óleo e vasos de cerâmica em excelente estado de conservação, além de bacias e pequenos altares de pedra. Um dos destaques foi um grande sarcófago de granito, com dois metros e meio de comprimento, que ainda guardava restos mortais humanos.

Esses túmulos proporcionaram uma visão crucial sobre as antigas práticas e crenças daquela era.

Um dos aspectos mais marcantes das descobertas lançou uma luz profunda sobre as tradições funerárias da época. Os especialistas revelaram a existência de 24 finas folhas de ouro que foram meticulosamente inseridas na boca dos falecidos. Acredita-se que este ritual da “língua de ouro” tinha o propósito de permitir que o indivíduo falecido falasse no pós-vida ou para comunicar-se com divindades, enfatizando a importância da expressão e da identidade na jornada para o outro mundo.

Jeronimo Santos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Marketing

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