Fim da disputa: Jogo acusado de copiar Horizon some das lojas após acordo

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Light of Motiram Foto: Light of Motiram - Divulgação/Tencent

As gigantes do entretenimento digital Sony Interactive Entertainment e Tencent chegaram a um consenso sob sigilo, colocando um ponto final na batalha jurídica que corria nos tribunais desde o mês de julho de 2025.

Como consequência direta dessa resolução, o título Light of Motiram, criado por um estúdio pertencente ao conglomerado chinês, desapareceu completamente dos catálogos virtuais da Steam e da Epic Games Store.

Sony
Sony – Foto: MMassel/istock

O embate legal teve início porque a dona do PlayStation acusou a desenvolvedora rival de infringir propriedades intelectuais, apontando cópias descaradas de elementos visuais e mecânicos consagrados pela série Horizon.

Registros da corte protocolados no dia 17 de dezembro oficializaram o encerramento definitivo da queixa com resolução de mérito, o que significa, na prática jurídica, que a acusação original não poderá ser reaberta no futuro sob as mesmas alegações.

  • Presença de criaturas robóticas com anatomia inspirada na fauna selvagem;
  • Personagem principal feminina ostentando características físicas e trajes que remetem fortemente à heroína Aloy;
  • Ambientação em um futuro devastado onde máquinas gigantes assumiram o controle do ecossistema;
  • Sistemas de jogabilidade focados na coleta de recursos e batalhas táticas contra as feras metálicas.

Como começaram as acusações de plágio contra o projeto chinês

Toda a polêmica ganhou os holofotes no final do ano passado, mais especificamente em novembro de 2024, quando a nova aposta de sobrevivência foi revelada ao público.

O primeiro vídeo promocional exibia vastos cenários exploráveis dominados por feras tecnológicas gigantescas, o que imediatamente fez a comunidade gamer traçar paralelos inegáveis com os sucessos Horizon Zero Dawn e Forbidden West.

Diante da repercussão, a fabricante japonesa acionou a justiça federal do estado da Califórnia, argumentando nos autos que o produto asiático funcionava como uma imitação barata e não autorizada de suas criações exclusivas.

Assim que recebeu a notificação judicial, a equipe responsável pelo game correu para modificar a página oficial na plataforma da Valve, apagando capturas de tela comprometedoras e reescrevendo os textos de apresentação.

Estratégias de defesa e o caminho até a resolução amigável

Durante as audiências preliminares, os advogados da gigante chinesa sustentaram que a obra apenas utilizava conceitos padronizados de jogos de ficção científica, negando qualquer roubo de propriedade intelectual.

A linha de defesa tentou convencer o juiz de que a criadora do PlayStation estava tentando se apropriar de ideias genéricas, impedindo que outros estúdios explorassem temáticas de caça a robôs em mundos primitivos.

Contudo, para demonstrar boa-fé, a produtora aceitou suspender todas as fases de testes abertos aos jogadores e paralisou as campanhas de marketing em dezembro, aguardando um desfecho legal.

O embate nos tribunais tinha data marcada para acontecer em janeiro de 2026, cenário que foi totalmente descartado graças ao aperto de mãos sigiloso entre as corporações.

Um porta-voz da companhia asiática chegou a declarar que, superado o obstáculo jurídico, existe um desejo mútuo de manter as portas abertas para eventuais negócios conjuntos no futuro.

Tentativas de maquiar as semelhanças com a obra da Guerrilla Games

Logo nas primeiras semanas do litígio, o estúdio responsável aplicou um filtro rigoroso em todo o material de divulgação hospedado nas lojas de PC.

A identidade visual do projeto sofreu um corte drástico, substituindo os pôsteres e as imagens de jogabilidade que mostravam a guerreira ruiva, cuja aparência era o principal alvo das críticas.

Os textos promocionais também foram refeitos para focar puramente nas mecânicas básicas de construção de bases e sobrevivência em um ambiente selvagem.

Toda essa manobra de relações públicas tinha o objetivo claro de afastar a percepção do público de que o título seria um clone descarado do universo concebido pela Guerrilla Games.

Onde o título pode ser encontrado após o banimento digital

Quem tenta acessar a página dedicada ao game na plataforma da Valve hoje acaba sendo jogado de volta para a tela inicial do aplicativo, sem qualquer rastro do produto.

A situação é ainda mais drástica na loja da Epic Games Store, onde os endereços antigos retornam apenas a clássica mensagem de página não encontrada.

O domínio web criado especificamente para a aventura continua no ar, porém todos os botões que levariam o consumidor a adicionar o software ao carrinho estão desativados.

Ferramentas de monitoramento independentes, como o SteamDB, já classificam o pacote de arquivos como um projeto descontinuado, bloqueando até mesmo a opção de colocá-lo na lista de desejos.

O que o futuro reserva para o projeto engavetado

Como o tratado assinado pelas duas gigantes da tecnologia está protegido por cláusulas de confidencialidade, ninguém sabe se houve pagamento de multas milionárias ou quais foram as exigências exatas para encerrar a briga.

Analistas do mercado de tecnologia acreditam que o código-fonte não será jogado no lixo, apostando que o estúdio fará uma repaginada completa nos gráficos antes de tentar um novo lançamento.

Existe também a chance de a obra retornar com um batismo totalmente diferente, embora o cancelamento definitivo ainda seja uma sombra que paira sobre os desenvolvedores.

Até o momento, a diretoria da corporação chinesa preferiu o silêncio e não emitiu nenhum comunicado oficial explicando o que fará com os arquivos do game.

O peso histórico e comercial da marca exclusiva do PlayStation

A saga que motivou toda essa disputa judicial nasceu em 2017 no PlayStation 4, quebrando barreiras anos depois ao ganhar uma versão otimizada para os computadores.

A continuação direta da jornada de Aloy chegou às prateleiras em 2022, repetindo a estratégia de sucesso ao contemplar tanto os donos de consoles da marca quanto os usuários de PC.

Juntando todos os lançamentos, a franquia já ultrapassou a impressionante marca de trinta milhões de cópias comercializadas ao redor do planeta.

O universo das máquinas em forma de dinossauros é tão lucrativo que a dona da marca já financia a criação de um jogo massivo online para expandir ainda mais esse ecossistema.

Impacto do anúncio original na comunidade de jogadores

Quando surgiu na internet, o projeto asiático conseguiu atrair olhares curiosos de quem buscava uma experiência focada na criação de itens e na cooperação online com amigos.

No entanto, a empolgação rapidamente deu lugar a críticas severas nos fóruns, com os usuários dissecando cada frame para provar que a modelagem dos inimigos e a direção de arte eram idênticas ao exclusivo japonês.

O vídeo de estreia viralizou rapidamente e ultrapassou a marca de milhões de reproduções antes que a equipe de marketing precisasse tirá-lo do ar para fazer cortes emergenciais.

O cronograma original previa que a aventura chegasse aos lares dos consumidores apenas em 2027, com versões programadas para diversos hardwares diferentes.

Declarações finais e o recado para a indústria do entretenimento

Procurada pela imprensa internacional para detalhar os termos do acordo, a criadora do PlayStation manteve a postura rígida e negou qualquer entrevista sobre o tema.

Do outro lado, o conglomerado asiático adotou um tom diplomático, garantindo que o aperto de mãos encerrou as hostilidades e pavimentou o caminho para que as empresas voltem a conversar sobre negócios.

O episódio serve como um alerta contundente sobre como as grandes corporações estão cada vez mais agressivas na hora de blindar suas ideias originais dentro do mercado de tecnologia.

Batalhas jurídicas desse calibre têm se tornado rotina nos bastidores do entretenimento digital, punindo estúdios que cruzam a linha tênue entre a homenagem e a cópia não autorizada.

Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.

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