Fóssil de serpente de 75 milhões de anos encontrado no Brasil aprofunda estudo da evolução

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fóssil de dinossauro Foto: fóssil de dinossauro - Danny Ye/Shutterstock.com

Uma descoberta paleontológica no Brasil revelou detalhes inéditos sobre a evolução das serpentes. Um fóssil de cobra, excepcionalmente preservado e datado da era dos dinossauros, oferece aos cientistas a perspectiva mais nítida até o momento sobre o desenvolvimento inicial desses répteis, indicando que eles adotaram estilos de vida e habitats diversificados muito antes do que se supunha.

O exemplar fossilizado foi encontrado na região sudeste do Brasil e representa uma nova espécie, batizada de Tametara mirim. Este animal habitou o planeta há aproximadamente 75 a 85 milhões de anos, inserido no período Cretáceo Superior, uma fase em que os dinossauros ainda exerciam predominância na Terra.

Com um comprimento estimado em 42 centímetros, a Tametara mirim compartilhava seu ambiente com dinossauros herbívoros de grande porte, crocodilos e aves ancestrais, em uma paisagem que, na época, era caracterizada por sua exuberância. As informações sobre essa descoberta foram divulgadas na conceituada revista Nature.

A preservação singular do crânio do fóssil

A raridade de fósseis de serpentes do período dos dinossauros é um desafio significativo para a ciência, pois a maioria dos achados apresenta um estado de conservação insuficiente para fornecer dados concretos sobre a evolução desses animais. Contudo, o que distingue a Tametara mirim e a torna um achado notável é a notável integridade de seu crânio, um detalhe pouco comum em exemplares tão antigos.

Jeronimo Santos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Marketing

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