A Polícia Federal (PF) lançou uma operação na 4 de agosto de 2026 que mira um advogado suspeito de lavagem de dinheiro para o senador Weverton Rocha (PDT-MA). Willer Tomaz, conhecido por seu trânsito no meio político de Brasília, é o principal alvo da ação que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Detalhes da investigação da Polícia Federal
A investigação da Polícia Federal teve início após a identificação de “indícios de movimentações financeiras e patrimoniais”, conforme comunicado oficial. Essas suspeitas apontavam para transações que não correspondiam à realidade econômica dos envolvidos, indicando irregularidades.
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As apurações da Polícia Federal indicam que as operações de lavagem teriam sido realizadas por meio de uma complexa rede. O principal objetivo era ocultar a verdadeira origem e o destino final dos recursos ilícitos, utilizando artifícios como:
- Pessoas físicas e jurídicas interpostas
- Contas bancárias de terceiros
- Estruturas empresariais para dissimular transações
Durante as buscas realizadas na residência e no escritório de Willer Tomaz, as equipes apreenderam veículos de luxo e outros itens de alto valor. A medida visa recuperar valores que teriam sido desviados e garantir o ressarcimento aos cofres públicos.
Supostas operações de lavagem de dinheiro envolvendo Willer Tomaz
Willer Tomaz é apontado pela Polícia Federal como o responsável por realizar diversas operações de lavagem de dinheiro. Tais ações teriam ocorrido em benefício do senador Weverton Rocha, buscando legitimar fundos de origem duvidosa.
Os investigadores também apuram se o advogado disponibilizou uma aeronave particular para uso do parlamentar, o que reforçaria a suposta parceria nas atividades investigadas. O esquema envolveria um intrincado emaranhado de transações para mascarar a ilegalidade dos fundos.
Ligações políticas e jurídicas do advogado Willer Tomaz
O advogado Willer Tomaz mantém uma extensa rede de contatos no cenário político brasileiro, que inclui amizade com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). É importante notar que as atuais investigações da Polícia Federal não envolvem suspeitas sobre Flávio Bolsonaro ou sua pré-candidatura à Presidência.
Tomaz também teve proximidade com o ex-ministro das Comunicações, Juscelino Filho. O advogado chegou a ser beneficiado por uma regra ministerial, informação que veio à tona em 4 de agosto de 2026.
Histórico de Willer Tomaz em outras investigações
Willer Tomaz já foi alvo de outras operações policiais em ocasiões anteriores. Em 2017, ele chegou a ser preso durante a Operação Lava Jato, após ter seu nome mencionado em uma delação premiada de executivos do grupo J&F.
Naquela ocasião, o advogado foi apontado como intermediário de propina para um procurador da República. Contudo, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) rejeitou a denúncia movida contra ele, alegando falta de provas.
Posteriormente, o empresário Joesley Batista retificou seu depoimento, afirmando não ter contratado Tomaz com o objetivo de influenciar autoridades públicas, resultando na sua exoneração naquele caso.
Weverton Rocha na mira da Operação Sem Desconto
O senador Weverton Rocha também já é uma figura conhecida pelos investigadores da Polícia Federal. Ele foi alvo de busca e apreensão em 18 de dezembro, no contexto da Operação Sem Desconto.
Naquela ocasião, o senador disse que recebeu a ação “com surpresa, mas com serenidade”, e se colocou à disposição para esclarecimentos assim que tivesse acesso integral à decisão judicial. A Operação Sem Desconto investiga um amplo esquema fraudulento de desvio de recursos públicos do INSS.
Esse esquema era supostamente liderado por Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A PF já havia identificado diálogos sobre entregas de dinheiro em espécie a um ex-assessor de Rocha, o que conectava o senador às investigações.
Continuidade das apurações e próximos passos
As apurações da Polícia Federal prosseguem com o objetivo de esclarecer a verdadeira origem e destinação dos recursos financeiros envolvidos. Os investigadores também buscam detalhar o propósito exato dos repasses.
Outro foco da PF é a individualização das condutas de todos os envolvidos no esquema de lavagem de dinheiro e fraudes no INSS. A operação visa desarticular por completo a rede criminosa, garantindo a recuperação dos valores desviados e a responsabilização dos culpados.

