Fim do suporte da Xiaomi em 2026 atinge milhões de celulares Redmi e POCO

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Xiaomi - Piotr Swat/Shutterstock.com

A fabricante chinesa Xiaomi anunciou oficialmente que encerrará o suporte técnico para uma extensa lista de smartphones de suas linhas principais, além das subsidiárias Redmi e POCO, a partir do ano de 2026. A medida afeta diretamente milhões de consumidores ao redor do mundo que possuem esses aparelhos populares, exigindo atenção redobrada de quem costuma manter o mesmo telefone por longos períodos sem realizar a troca.

Na prática, o fim do ciclo de vida do software significa que os equipamentos deixarão de receber pacotes de segurança, correções de falhas e novas versões do sistema operacional. Essa prática é um padrão consolidado na indústria de tecnologia, refletindo o envelhecimento natural do hardware e a necessidade corporativa de focar os recursos de engenharia no desenvolvimento de gerações mais recentes de dispositivos.

Operar um celular sem as devidas atualizações expõe o usuário a brechas de segurança críticas e gera problemas de compatibilidade com aplicativos bancários e redes sociais. Os proprietários dos modelos listados precisam compreender a gravidade desse impacto no uso diário e começar a planejar alternativas para não ficarem vulneráveis a ataques cibernéticos ou perderem o acesso a ferramentas essenciais.

Despedida dos modelos topos de linha da família Xiaomi 12

Lançados originalmente como os grandes destaques da marca, o Xiaomi 12 e sua variante Pro, equipados com o poderoso processador Snapdragon 8, encabeçam a lista de cortes. Embora tenham dominado o mercado premium na época de seus respectivos lançamentos, entregando o que havia de melhor em processamento, esses dispositivos de alto desempenho estão se aproximando rapidamente da data limite de suas atualizações oficiais.

Outros integrantes da mesma geração, como o Xiaomi 12X e a versão mais acessível 12 Lite, também terão seus ciclos encerrados definitivamente em 2026. Já os modelos focados em custo-benefício avançado, Xiaomi 12T e 12T Pro, encontram-se atualmente recebendo suas últimas grandes modificações de software, que incluem a transição definitiva para a interface HyperOS 2 baseada no Android 15.

O que muda para os donos da popular linha Redmi Note 12

A família de intermediários Redmi Note 12, que engloba as cobiçadas versões Pro e Pro+ 5G, também perderá o suporte da fabricante no mesmo ano. Essa linha específica construiu uma base gigantesca de usuários globais graças ao equilíbrio entre preço baixo e especificações robustas, o que torna o anúncio do corte um problema logístico para uma parcela bastante significativa de consumidores.

As edições padrão do Redmi Note 12, tanto na conectividade 5G quanto na 4G, seguirão o mesmo cronograma de abandono oficial. O modelo compatível com as novas redes móveis teve como teto o Android 15 sob o HyperOS 2, enquanto a variante 4G encerrou sua jornada de grandes saltos de sistema no Android 14, mantendo apenas a interface mais recente da marca como prêmio de consolação.

Tal decisão corporativa força a imensa comunidade que apostou nesses intermediários a repensar a utilidade de seus aparelhos a médio prazo. A necessidade de adquirir um telefone mais moderno ou buscar soluções não oficiais se tornará uma realidade inevitável, impactando diretamente a rotina de quem depende do celular para trabalho, estudos e comunicação básica.

Aparelhos da marca POCO também entram na lista de cortes

O braço focado em desempenho da companhia chinesa não escapou do cronograma, com vários celulares POCO programados para o encerramento de suporte em 2026. Um dos casos mais notáveis é o do POCO F5 5G, um aparelho que chegou às prateleiras em 2023 com o chip Snapdragon 7+ Gen 2 e que, surpreendentemente, terá sua vida útil de software finalizada em um período de apenas três anos.

A série POCO X5, que abrange diferentes variantes voltadas para o público gamer e consumidores exigentes que buscam telas de alta taxa de atualização, acompanha esse mesmo destino de obsolescência programada imposto pela matriz.

Para os fãs da marca, o cenário reforça a urgência de acompanhar de perto o tempo de vida útil de cada lançamento antes de investir dinheiro. Como a POCO utiliza a mesma infraestrutura de software de sua empresa-mãe, as diretrizes de abandono são idênticas, evidenciando a velocidade agressiva do mercado de telefonia, onde inovações constantes tornam hardwares potentes obsoletos em intervalos cada vez mais curtos.

Riscos reais de continuar usando um smartphone desatualizado

A ausência de pacotes de correção mensais cria um ambiente altamente perigoso para o proprietário do dispositivo. Sem as barreiras de proteção mais recentes, o celular se transforma em um alvo fácil para malwares e invasões silenciosas, colocando em risco senhas bancárias, fotos pessoais e conversas privadas armazenadas na memória interna.

Além do fator segurança, o congelamento da versão do sistema operacional fatalmente quebrará a compatibilidade com ferramentas do dia a dia. Desenvolvedores de aplicativos costumam exigir sistemas mais novos para rodar suas atualizações, o que significa que os donos desses aparelhos antigos perderão o acesso a funções inéditas ou até mesmo serão impedidos de abrir os programas de forma definitiva.

Opções disponíveis para os consumidores afetados pela medida

A rota mais segura e recomendada para contornar esse bloqueio tecnológico é o planejamento financeiro para a compra de um smartphone de geração atual. Migrar para os lançamentos recentes da própria Xiaomi ou de suas subsidiárias garante a retomada do suporte prolongado, entregando não apenas um ambiente digital blindado contra ameaças, mas também acesso a câmeras melhores e baterias mais eficientes.

Outra possibilidade explorada por entusiastas é a instalação de sistemas operacionais alternativos, criados por comunidades independentes, para forçar a sobrevida do hardware. Contudo, antes de realizar qualquer modificação, é vital fazer cópias de segurança de todos os arquivos, pois o procedimento traz consequências severas. Entre os principais problemas enfrentados ao alterar o software original, destacam-se:

  • Anulação completa e imediata de qualquer garantia de fábrica vigente.
  • Surgimento de instabilidades, bugs visuais e travamentos durante o uso diário.
  • Vulnerabilidades extras de segurança devido à origem não oficial do código instalado.

Além de avaliar criteriosamente esses riscos, os consumidores devem monitorar os canais de comunicação da empresa para confirmar o mês exato em que o suporte será cortado para o seu modelo específico. Essa informação oficial é o ponto de partida para organizar a transição para um dispositivo mais moderno sem correria ou surpresas desagradáveis.

Como funciona a política de atualizações das fabricantes

O conceito de suporte de software em um smartphone determina a janela de tempo em que a empresa criadora se compromete a enviar melhorias de sistema e defesas contra vírus. É esse contrato invisível firmado no momento da compra que garante que o telefone continuará operando com fluidez e proteção máxima durante seus primeiros anos de uso contínu

Maria: Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.