Ciclone-bomba traz ventos fortes e chuvas intensas ao Sul e Sudeste

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Ciclone-bomba Rio Grande do Sul Foto: Ciclone-bomba Rio Grande do Sul - Reprodução/X

A vinda de um ciclone bomba para o Sul do Brasil prevê rajadas de vento que podem alcançar 100 km/h, além de chuvas volumosas e granizo em diversas áreas do país. Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em 7 de agosto, as condições climáticas adversas serão mais severas no Paraná, em Santa Catarina e no sul de Mato Grosso do Sul. Já o Rio Grande do Sul terá uma melhoria progressiva do tempo, mas com a chegada de uma forte massa de ar frio.

Em 8 de agosto, a instabilidade climática persiste entre o Paraná e Santa Catarina, com chances de tempestades e queda de granizo. No entanto, o Rio Grande do Sul deve registrar tempo estável, marcado por frio rigoroso e risco de geada, especialmente no centro-sul, onde a temperatura pode atingir cerca de 0°C.

Os primeiros impactos do fenômeno já foram notados em 6 de agosto, quando um tornado atingiu o Rio Grande do Sul, afetando as localidades de Pedro Osório e a área de Pelotas. Este incidente representa o segundo tornado a ocorrer no estado em apenas duas semanas, indicando uma recorrência de eventos extremos.

Um aviso laranja de perigo para tempestades está em vigor, com validade para a madrugada e a manhã de 7 de agosto, acompanhado por outro aviso laranja para vendaval na porção leste da região. Para 8 de agosto, permanece um aviso amarelo de perigo potencial para baixa de temperatura e tempestades entre o norte do Rio Grande do Sul e o Paraná, além de vendavais que podem cobrir quase toda a Região Sul.

As áreas de instabilidade no Sudeste causam pancadas de chuva em São Paulo, especialmente no sul e leste do estado, no sul do Rio de Janeiro e na parte sul de Minas Gerais, com ocorrências isoladas em outras áreas paulistas. Para 8 de agosto, as chuvas continuam no centro-sul de São Paulo, podendo vir acompanhadas de trovoadas na fronteira com o Paraná, e também há previsão de chuva isolada no sul de Minas Gerais.

O estado de São Paulo, o sul de Minas Gerais e o centro-sul do Rio de Janeiro encontram-se sob aviso amarelo de perigo potencial para tempestades. Adicionalmente, um aviso laranja de perigo para vendaval foi emitido para o litoral sul paulista, enquanto as demais áreas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo estão em aviso amarelo de perigo potencial para vendaval.

“O ciclone vai atingir principalmente o Rio Grande do Sul, onde há condição para eventos extremos. Em São Paulo, o evento chega com uma frente fria. Hoje (quinta-feira) ainda teremos uma intensidade moderada a forte, com ventos até 70 km/h. Amanhã (sexta-feira), os ventos serão fortes ou muito fortes, podendo chegar até 100 km/h. Depois, no sábado, o fenômeno começa a perder força”, afirmou William Minhoto, meteorologista da Defesa Civil de São Paulo.

No Rio de Janeiro, a Defesa Civil emitiu um alerta para os cidadãos às 5h05 da manhã de 6 de agosto, após a constatação de ventos intensos na madrugada e a previsão de rajadas de até 90 km/h ao longo do dia. Como medida de precaução, as atividades escolares nas redes municipais e estaduais foram suspensas.

Na região Norte, espera-se pancadas de chuva e trovoadas isoladas no norte do Amazonas e oeste de Roraima. Há também a possibilidade de chuvas isoladas no nordeste do Pará e leste do Amapá. O restante da região Norte apresentará céu com nebulosidade variável e tempo estável.

Quanto à Região Nordeste, a ocorrência de chuva permanece restrita à faixa costeira. No Centro-Oeste, as condições de tempo instável se manifestam principalmente sobre Mato Grosso do Sul, que está sob um aviso laranja para chuvas e trovoadas, e um alerta amarelo para risco de vendaval.

Para assegurar a segurança, especialistas e as entidades de Defesa Civil sugerem que a população adote precauções essenciais enquanto o fenômeno meteorológico estiver ativo. Essas orientações incluem:

  • Abster-se de ficar perto de árvores, postes, fiações elétricas, placas, outdoors e quaisquer estruturas suscetíveis a desabar com o vento;
  • Dirigir com cautela redobrada, em particular em estradas e pontes, onde rajadas de vento laterais podem afetar a estabilidade dos carros;
  • Fortalecer telhados, portas e janelas, e remover objetos soltos de quintais e varandas que possam ser lançados pela ventania;
  • Permanecer em ambientes protegidos nos períodos de vento mais forte, evitando saídas desnecessárias;
  • Nas regiões costeiras, evitar praias, costões, píeres, prática de esportes náuticos e o mar, devido à forte movimentação das águas;
  • Se houver cabos elétricos caídos, manter distância e contatar imediatamente a empresa de energia ou o Corpo de Bombeiros;
  • Para situações de emergência, ligar para a Defesa Civil (199) ou para o Corpo de Bombeiros (193).

As autoridades também recomendam que os cidadãos se mantenham informados por meio dos comunicados oficiais, que são divulgados em variados canais. Entre as opções para recebimento desses alertas estão o Defesa Civil Alerta, mensagens via SMS, WhatsApp, Telegram, TV por assinatura e o Google Public Alerts.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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