Alibaba passará a cobrar pelo uso empresarial do modelo de IA Qwen

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Alibaba Foto: Alibaba - Samuel Boivin / Shutterstock.com

O grupo Alibaba avalia instituir uma cobrança para a utilização da próxima geração de sua inteligência artificial de código aberto Qwen. Essa medida, que espelha a estratégia da Moonshot AI, será direcionada exclusivamente a grandes clientes empresariais, segundo informações divulgadas em 6 de agosto.

Essa movimentação representa uma alteração significativa nas diretrizes da companhia chinesa, que pretende implementar a cobrança por meio de contratos de compartilhamento de receita. Dessa forma, empresas que obtiverem lucros substanciais com a IA precisarão repassar uma parcela desses valores à desenvolvedora, conforme revelaram as fontes ligadas ao tema.

Valores de compartilhamento de receita seguem em negociação

Atualmente, os sistemas de inteligência artificial de código aberto da Alibaba são disponibilizados para download e execução gratuita em servidores próprios dos usuários, na maioria das situações. No entanto, essa política será alterada com a chegada do Qwen3.8-Max.

  • A gigante tecnológica planeja cobrar uma parte dos lucros gerados por empresas que incorporarem sua tecnologia, de acordo com o que foi noticiado.
  • Apesar da carência de detalhes sobre a implementação, as fontes indicaram que os termos do acordo se assemelharão aos da Moonshot AI.
  • A startup chinesa Moonshot AI pode requerer até 30% da receita de parceiros pelo uso do modelo Kimi K3, segundo o mesmo documento, mas a desenvolvedora não confirmou a informação.
  • Para a Alibaba, o percentual exato do compartilhamento de receita ainda não foi estabelecido, visto que as discussões continuam.

Esse modelo de negócio, adotado agora por companhias chinesas de inteligência artificial, é uma prática consolidada entre as empresas norte-americanas. Nesta modalidade, a tarifação se aplica apenas a grandes aplicações comerciais, onde os clientes corporativos pagam para obter acesso privilegiado a atualizações dos sistemas.

A estratégia de monetização pode abranger ainda serviços extras e o emprego mais robusto da tecnologia. Por outro lado, pesquisadores, programadores autônomos e o público em geral continuarão a ter acesso gratuito, sem depender de licenças para usufruir da inteligência artificial.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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