Dois modelos raros do Volkswagen Gol, um de 1988 e uma edição especial Vintage de 2011, estão sendo avaliados por um preço que supera o de SUVs compactos e médios zero quilômetro. Mantidos em estado impecável, com hodômetros marcando quase zero quilômetro, esses veículos fazem parte da coleção do ex-senador Raimundo Lira e foram adquiridos por um valor expressivo, acima de R$ 200 mil, em 11 de agosto de 2026. A história desses automóveis destaca o crescente interesse e a valorização no mercado de colecionadores de carros antigos.
A ascensão de valor dos Gols clássicos no mercado
Ao longo de 44 anos de existência, o Volkswagen Gol se estabeleceu como um dos veículos mais populares entre os trabalhadores brasileiros. Apesar disso, o hatch também teve versões com um apelo singular, que hoje são intensamente procuradas por colecionadores. O valor dessas raridades pode, em muitos casos, superar o de SUVs novos disponíveis no mercado atual.
Unidades mais antigas, especialmente o icônico Gol quadrado, transformaram-se em verdadeiras peças de museu. Versões esportivas como GTI e GTS são as mais cobiçadas, com exemplares bem preservados alcançando valores acima de R$ 500 mil. Contudo, mesmo as versões tradicionais, como os modelos da coleção de Lira, se valorizaram, ultrapassando o preço de utilitários como:
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- Volkswagen T-Cross
- Jeep Renegade
- Hyundai Creta
A busca e aquisição do Gol 1988 pelo ex-senador
O ex-senador Raimundo Lira, de Campina Grande, na Paraíba, é um entusiasta e colecionador de carros com diversos modelos 0 km em sua garagem, incluindo um Fiat 147 e um Volkswagen Fusca. Ele nutria o desejo de possuir um Gol 1988 CL 1.6 AP movido a etanol, um modelo que marcou uma parte importante de sua vida. Em 2026, ele encontrou o exemplar perfeito em São Paulo, com o hodômetro marcando apenas 63 quilômetros originais.
Diante da oportunidade única, Lira não hesitou em investir mais de R$ 200 mil para levar o veículo para o Nordeste. O valor pago, por si só, é suficiente para a compra de diversos SUVs compactos e até alguns modelos de porte médio, evidenciando o status de item de coleção do Gol. A aquisição foi uma homenagem ao motorista Reginaldo, já falecido, que trabalhou para o ex-senador quando este era dono da concessionária Camdesa.
Especificações e o estado de conservação do Gol oitentista
O Volkswagen Gol 1988 CL 1.6 AP do ex-senador apresenta um notável nível de conservação. Tanto o interior quanto o exterior do veículo mantêm o padrão original e uma aparência impecável, apesar dos anos. O painel simples, com poucos controles, reflete a proposta funcional da época.
O motor 1.6 AP, a etanol, oferecia 90 cavalos de potência e 13,5 kgfm de torque, acoplado a um câmbio manual de cinco marchas. Em termos de suspensão, o modelo contava com uma dianteira independente do tipo McPherson e uma traseira com eixo de torção. Seu consumo era de 7,6 km/l na cidade e 11,9 km/l na estrada, números considerados relevantes para a tecnologia daquele período.
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A exclusividade do Gol Vintage 2011 na coleção
Além do Gol 1988, a coleção de Lira abriga outro exemplar raríssimo: o Gol Vintage 2011. Essa versão especial, embora menos conhecida pelo público geral, é um objeto de desejo entre os colecionadores. Concebida como conceito em 2010 para celebrar os 30 anos do hatch, a série Vintage foi produzida em edição limitada a apenas 30 unidades em 2011.
Cada unidade do Gol Vintage possui numeração exclusiva no painel, simbolizando um ano de fabricação do modelo. O Gol Vintage 10, de posse do ex-senador, é considerado o único mantido em condição 0 km, com apenas 22 quilômetros rodados, restritos a movimentações internas e transporte. Adquirido de outro colecionador em Campinas, São Paulo, o veículo possui um alto valor de mercado. Lira, contudo, não demonstra intenção de vendê-lo, reforçando seu caráter de peça de coleção.
Diferenciais e características da série Gol Vintage
O Gol Vintage 2011 se destaca por uma série de características exclusivas. Sua pintura bicolor, em preto e branco, era um diferencial marcante, assim como as rodas, faixas laterais e o nome “Vintage” presente em diversas partes do carro. O acabamento interno também seguia o esquema de cores preto e branco. Uma curiosidade dessa versão é que ela vinha acompanhada de uma guitarra Tagima especialmente desenvolvida, que podia ser conectada ao sistema de som do veículo através de uma entrada especial com pré-amplificação.
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Sob o capô, o modelo era equipado com o motor EA111 1.6 flex, que entregava até 104 cv de potência e 15,6 kgfm de torque a 2.500 rpm quando abastecido com etanol. A transmissão era manual de cinco marchas, conhecida pela precisão dos engates. Em relação ao consumo, registrava 7,3 km/l na cidade e 9,4 km/l na estrada com etanol, subindo para 10,7 km/l e 13,7 km/l, respectivamente, com gasolina.

