O atleta argentino Fernando Javier Cappi, de 32 anos, perdeu a vida em um trágico acidente enquanto praticava kitesurf na Lagoa Setúbal, na província de Santa Fé, Argentina, em 6 de agosto de 2026. Os momentos finais do esportista foram registrados em vídeo por sua namorada, Karina Moya, de 28 anos, que o acompanhava da margem do local. O corpo de Cappi foi encontrado cerca de 20 horas depois, em 7 de agosto de 2026.
Os últimos momentos gravados antes do desaparecimento
Fernando Cappi havia viajado de Rosario para a região do paraje El Chaquito para praticar o esporte, aproveitando as condições climáticas que permitiam a navegação. Enquanto Karina gravava as manobras, Cappi realizou um salto e, ao cair na água, submerge rapidamente e não retorna à superfície. O vídeo é agora uma peça fundamental na investigação policial para entender as circunstâncias da fatalidade. Percebendo que não conseguia mais localizar o namorado, Karina expressou sua angústia e nervosismo.
Busca pelo atleta e localização do corpo
Os esforços de busca por Fernando Cappi mobilizaram agentes da Prefeitura Naval Argentina, policiais e outros praticantes de kitesurf, que utilizaram embarcações particulares para varrer diferentes áreas da lagoa. Embora parte dos equipamentos do atleta tenha sido encontrada nas primeiras horas, o corpo de Cappi só foi localizado no dia seguinte, em 7 de agosto de 2026, por volta do meio-dia. Ele foi encontrado no canal de derivação, em frente ao Clube Náutico El Quillá, a aproximadamente 15 quilômetros do ponto onde havia sido visto pela última vez.
Autópsia revela causa da morte e ausência de lesões
A promotora María Laura Urquiza determinou a realização de uma autópsia para esclarecer a causa da morte. O resultado apontou asfixia por afogamento, descartando a presença de lesões no corpo de Cappi. Este dado é crucial para a investigação, pois indica que o falecimento ocorreu devido à submersão, e não por um impacto ou trauma prévio.
Hipóteses sobre o acidente e o papel dos novos equipamentos
Cappi era reconhecido como um profissional experiente no kitesurf, com sua própria escola e reputação de ser extremamente rigoroso com os procedimentos de segurança. No dia do acidente, ele utilizava equipamentos de segurança, incluindo um capacete amarelo e um colete salva-vidas. Contudo, uma das hipóteses investigadas é que ele não conseguiu se soltar a tempo do kite. Uma semana antes do ocorrido, Cappi havia estreado botas com cadarços, o que pode ter sido um fator contribuinte. Investigações consideram a possibilidade de que ele tenha ficado preso ao equipamento e arrastado pela água, em meio a galhos carregados pelo rio. No momento em que seu corpo foi encontrado, ele ainda vestia as botas e o colete por baixo do traje esportivo.
As condições climáticas também foram analisadas. Embora o meio-dia tivesse ventos fortes de até 70 km/h e ondas de 1,5 metro, no momento do acidente, por volta das 17h15, o vento havia diminuído e se estabilizado entre 40 e 45 km/h. Apesar da diminuição, essas velocidades ainda representam um desafio considerável para a prática do esporte, especialmente se houver um problema com o equipamento ou a capacidade de desprendimento.
O que ainda se investiga sobre a tragédia
As circunstâncias exatas que levaram à morte de Fernando Cappi continuam sob investigação pelas autoridades argentinas. O vídeo gravado pela namorada está sendo analisado detalhadamente para compreender a sequência dos eventos. Os investigadores buscam entender se houve alguma falha no equipamento ou se a utilização das novas botas com cadarços pode ter impedido o atleta de se soltar rapidamente, uma manobra essencial em situações de risco no kitesurf.
