Observação da chuva de meteoros Perseidas em 12 de agosto: veja como acompanhar o espetáculo celeste

Meteoro

Meteoro - Gergitek/shutterstock.com

Uma das exibições celestes mais aguardadas do ano, a chuva de meteoros Perseidas, promete um espetáculo visível a olho nu. O ápice do fenômeno está previsto para ocorrer entre aproximadamente 23h de 12 de agosto e 1h de 13 de agosto.

A oportunidade de observação será amplificada pela presença da Lua Nova, cuja luminosidade reduzida contribui para que mesmo os meteoros menos brilhantes se tornem visíveis com maior clareza.

As regiões Norte e Nordeste do Brasil são apontadas como as mais propícias para acompanhar a chuva de meteoros. No entanto, outras localidades também podem ter a chance de avistar os fragmentos luminosos, desde que o céu esteja sem nuvens e com pouca interferência de luz artificial.

Para entusiastas da fotografia que desejam capturar o evento, a sugestão é direcionar a câmera para uma área do céu que esteja afastada do brilho lunar. Recomenda-se ainda configurar um tempo de exposição de cerca de 10 segundos e utilizar um ISO elevado.

Origem e particularidades da chuva de meteoros Perseidas

Foto: meteoros Perseidas -stock_colors/Istock.,com

Anualmente, o planeta Terra atravessa a trilha de detritos deixada pelo cometa 109P/Swift-Tuttle, o que resulta na popular chuva de meteoros Perseidas. Os fragmentos, frequentemente minúsculos, penetram a atmosfera terrestre a velocidades próximas a 60 km/s, desintegrando-se e criando os riscos luminosos conhecidos como estrelas cadentes.

Embora as estimativas mais otimistas sugiram a ocorrência de até cem meteoros por hora em condições perfeitas, é incomum que esse número seja alcançado na prática, tendendo a ser menor. Mesmo assim, a Perseidas é célebre por seus meteoros de brilho intenso e alta velocidade, tornando-a um dos eventos celestes mais memoráveis do ano para observadores.

O cometa Swift-Tuttle, progenitor deste fenômeno luminoso, completa sua órbita ao redor do Sol em aproximadamente 133 anos. Contudo, a nuvem de resíduos que ele dispersa continua presente no espaço, permitindo que a Terra a cruze todos os anos, independentemente da localização atual do cometa.

O fulgor característico dos meteoros é uma consequência do atrito entre essas partículas cósmicas e a atmosfera terrestre, um processo que gera calor extremo e os flashes visíveis para quem observa o céu.

A chuva Perseidas é notável pela combinação de meteoros rápidos e luminosos, alguns dos quais deixam rastros visíveis por breves instantes. Há também a possibilidade de se avistar bólidos, denominados “fireballs”, que são mais raros e visualmente ainda mais impressionantes.

Calendário de outras chuvas de meteoros importantes

  • Oriônidas: 21 a 22 de outubro
  • Taurídeas do Sul: 4 a 5 de novembro
  • Taurídeas do Norte: 11 a 12 de novembro
  • Leonídeas: 16 a 17 de novembro
  • Geminídeas: 13 a 14 de dezembro
  • Ursídeas: 21 a 22 de dezembro

Eventos astronômicos adicionais esperados para 2026

Observação de superluas e fases da Lua cheia em 2026

  • 28 de agosto: Lua do Esturjão
  • 26 de setembro: Lua da Colheita
  • 26 de outubro: Lua do Caçador
  • 24 de novembro: Lua do Castor
  • 23 de dezembro: Lua Fria

Próximos eclipses solares e lunares visíveis

  • 12 de agosto: eclipse solar total, com faixa de totalidade passando por regiões como Groenlândia, Islândia e Espanha
  • 27 para 28 de agosto: eclipse lunar parcial, também observável no Brasil a olho nu

Alinhamentos e aproximações planetárias marcantes

Além das fases lunares, eclipses e chuvas de meteoros, o ano de 2026 incluirá encontros fascinantes entre planetas e a Lua. Um desses momentos únicos está agendado para 6 de outubro, quando a Lua fará a ocultação de Júpiter por aproximadamente uma hora, um espetáculo raro para observadores da América do Norte.

O calendário astronômico de 2026 será encerrado com mais um show visual em 4 de dezembro, ocasião em que a Lua crescente se aproximará de Vênus, enquanto Júpiter e Marte formarão uma brilhante dupla no céu noturno.