Uma das exibições celestes mais aguardadas do ano, a chuva de meteoros Perseidas, promete um espetáculo visível a olho nu. O ápice do fenômeno está previsto para ocorrer entre aproximadamente 23h de 12 de agosto e 1h de 13 de agosto.
A oportunidade de observação será amplificada pela presença da Lua Nova, cuja luminosidade reduzida contribui para que mesmo os meteoros menos brilhantes se tornem visíveis com maior clareza.
As regiões Norte e Nordeste do Brasil são apontadas como as mais propícias para acompanhar a chuva de meteoros. No entanto, outras localidades também podem ter a chance de avistar os fragmentos luminosos, desde que o céu esteja sem nuvens e com pouca interferência de luz artificial.
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Para entusiastas da fotografia que desejam capturar o evento, a sugestão é direcionar a câmera para uma área do céu que esteja afastada do brilho lunar. Recomenda-se ainda configurar um tempo de exposição de cerca de 10 segundos e utilizar um ISO elevado.
Origem e particularidades da chuva de meteoros Perseidas
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Anualmente, o planeta Terra atravessa a trilha de detritos deixada pelo cometa 109P/Swift-Tuttle, o que resulta na popular chuva de meteoros Perseidas. Os fragmentos, frequentemente minúsculos, penetram a atmosfera terrestre a velocidades próximas a 60 km/s, desintegrando-se e criando os riscos luminosos conhecidos como estrelas cadentes.
Embora as estimativas mais otimistas sugiram a ocorrência de até cem meteoros por hora em condições perfeitas, é incomum que esse número seja alcançado na prática, tendendo a ser menor. Mesmo assim, a Perseidas é célebre por seus meteoros de brilho intenso e alta velocidade, tornando-a um dos eventos celestes mais memoráveis do ano para observadores.
O cometa Swift-Tuttle, progenitor deste fenômeno luminoso, completa sua órbita ao redor do Sol em aproximadamente 133 anos. Contudo, a nuvem de resíduos que ele dispersa continua presente no espaço, permitindo que a Terra a cruze todos os anos, independentemente da localização atual do cometa.
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O fulgor característico dos meteoros é uma consequência do atrito entre essas partículas cósmicas e a atmosfera terrestre, um processo que gera calor extremo e os flashes visíveis para quem observa o céu.
A chuva Perseidas é notável pela combinação de meteoros rápidos e luminosos, alguns dos quais deixam rastros visíveis por breves instantes. Há também a possibilidade de se avistar bólidos, denominados “fireballs”, que são mais raros e visualmente ainda mais impressionantes.
Calendário de outras chuvas de meteoros importantes
- Oriônidas: 21 a 22 de outubro
- Taurídeas do Sul: 4 a 5 de novembro
- Taurídeas do Norte: 11 a 12 de novembro
- Leonídeas: 16 a 17 de novembro
- Geminídeas: 13 a 14 de dezembro
- Ursídeas: 21 a 22 de dezembro
Eventos astronômicos adicionais esperados para 2026
Observação de superluas e fases da Lua cheia em 2026
- 28 de agosto: Lua do Esturjão
- 26 de setembro: Lua da Colheita
- 26 de outubro: Lua do Caçador
- 24 de novembro: Lua do Castor
- 23 de dezembro: Lua Fria
Próximos eclipses solares e lunares visíveis
- 12 de agosto: eclipse solar total, com faixa de totalidade passando por regiões como Groenlândia, Islândia e Espanha
- 27 para 28 de agosto: eclipse lunar parcial, também observável no Brasil a olho nu
Alinhamentos e aproximações planetárias marcantes
Além das fases lunares, eclipses e chuvas de meteoros, o ano de 2026 incluirá encontros fascinantes entre planetas e a Lua. Um desses momentos únicos está agendado para 6 de outubro, quando a Lua fará a ocultação de Júpiter por aproximadamente uma hora, um espetáculo raro para observadores da América do Norte.
O calendário astronômico de 2026 será encerrado com mais um show visual em 4 de dezembro, ocasião em que a Lua crescente se aproximará de Vênus, enquanto Júpiter e Marte formarão uma brilhante dupla no céu noturno.

