Funcionária de supermercado desvia R$ 500 mil e compra carro zero para namorado, aponta investigação

Funcionária de supermercado suspeita de roubo

Funcionária de supermercado suspeita de roubo - Reprodução Policia Civil

Uma funcionária de 22 anos é suspeita de desviar aproximadamente R$ 500 mil de um caixa de supermercado em Aparecida de Goiânia. Trabalhando na empresa há mais de três anos com um salário de R$ 3 mil, a jovem levava uma vida de luxo incompatível com sua renda, conforme revelou o delegado Henrique Berocan, responsável pelo caso.

O delegado informou que a suspeita chegou a adquirir um carro zero-quilômetro para seu namorado utilizar no trabalho.

Berocan explicou que, caso o namorado soubesse da origem ilícita do dinheiro, ele também poderia responder por crimes como receptação ou lavagem de dinheiro.

Indícios de vida de luxo geram desconfiança

Foto: Funcionária de supermercado suspeita de roubo – Reprodução/TV Anhanguera

A jovem foi detida em 10 de junho de 2024, mas foi liberada pela Justiça após participar de uma audiência de custódia, segundo as informações do delegado.

A polícia não divulgou os nomes da funcionária nem do supermercado envolvido. A defesa da mulher, contudo, contestou as informações divulgadas, afirmando que não correspondem aos fatos e que todas as acusações serão confrontadas legalmente.

Quebra de sigilo bancário é solicitada na investigação

A suspeita teria mostrado a colegas de trabalho um saldo de cerca de R$ 60 mil em sua conta bancária. Diante disso, o delegado solicitou a quebra do sigilo bancário para averiguar a origem e os depósitos desses valores. A investigação ainda não determinou por quanto tempo as retiradas teriam ocorrido.

O delegado enfatizou a incongruência entre o salário de R$ 3 mil da funcionária e a quantia de R$ 60 mil exibida na conta, além de um estilo de vida que não se alinhava com sua renda.

A origem da desconfiança surgiu durante o fechamento de caixa sob responsabilidade da funcionária, quando inconsistências financeiras foram notadas, dando início à apuração dos fatos.

Em uma auditoria, foi constatado que um caixa específico, operado pela suspeita, movimentou aproximadamente R$ 14 mil em dinheiro, Pix e cartões. Desse valor, R$ 1.698,26 deveriam estar em espécie, mas apenas R$ 270 foram depositados.

Com as suspeitas crescendo, o proprietário do estabelecimento adquiriu um cofre novo para auxiliar na confirmação dos desvios, conforme relatado pelo delegado.

Estimativa de desvios por cerca de dois anos

O delegado Henrique mencionou que o proprietário do supermercado estima que as retiradas podem ter começado há cerca de dois anos, período em que percebeu uma mudança no comportamento da funcionária.

Segundo o relato do delegado, o tempo dos desvios é uma estimativa baseada em quando o proprietário começou a notar as faltas de valores. Ele descreveu a funcionária como excelente antes da mudança em seu comportamento.

No dia em que as diferenças no caixa foram descobertas, a suspeita apresentou diferentes versões para justificar a situação. Ela pediu demissão no mesmo dia e, em sua posse, foram encontradas anotações que podem estar relacionadas ao esquema de desvio de valores.